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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Canindé exalta classificação e avisa: "O CSA precisa chegar de qualquer jeito"

Oliveira Canindé, técnico do CSA (Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)Canindé comemora classificação do CSA para as oitavas de final da Série D (Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)

O CSA voltou a vencer o Parnahyba por 3 a 0, desta vez em Maceió, com gols de Panda, Didira e Azul, e se classificou para as oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro. Após a partida que carimbou o passaporte do Azulão para a próxima fase da competição nacional, o técnico Oliveira Canindé avaliou a atuação do time.
- A gente queria o resultado e conseguiu. Não adianta a gente ir em cima do que foi o primeiro [tempo]. O time se comportou da maneira que tinha que ser, em cima das características montadas para esse jogo, e não podia ser diferente daquilo que foi. Foi exatamente aquilo que foi trabalhado, não teve surpresa, vocês acompanharam os trabalhos e sabiam o que a gente tinha e poderia ter feito. Foi feito, está de parabéns, agora só foi uma etapa. Falta ainda o próximo, é um por vez e eu espero que a gente tenta tanta capacidade, personalidade para se impor e fazer o resultado como foi nesses dois jogos contra o Parnahyba - falou.
O CSA precisa chegar, de qualquer jeito. Seja de muleta, com uma perna só, o CSA precisa chegar. Todo mundo tem ciência da responsabilidade de cada um representa para o CSA." 
Oliveira Canindé, técnico do CSA
Jogando sem um homem de referência no ataque, o time marujo entrou com quatro jogadores na linha ofensiva e, apesar do primeiro gol marcado no comecinho da partida, teve dificuldade no quesito transição. O treinador azulino comentou como foi vê a equipe se comportando sem a presença de um centroavante, mas ressaltou que, independente disso, o importante é colocar o CSA na Série C.
- Eu acredito que a gente tem que fazer com ou sem [homem de referência]. Se eu tiver o atleta e ele corresponder aquilo que eu espero, ele jogará. Se não, eu tiro e coloco outro. O que mais precisamos é fazer. O CSA precisa chegar, de qualquer jeito. Seja de muleta, com uma perna só, o CSA precisa chegar. Todo mundo tem ciência da responsabilidade de cada um representa para o CSA. A gente precisa fazer o CSA chegar, isso é o mais importante. Como ele chegará, eu não sei. Eu só sei que é preciso chegar de qualquer jeito - assegurou.
CSA x Parnahyba (Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)CSA não tomou conhecimento do Parnahyba e avançou para as oitavas da Série D (Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)

Oliveira Canindé não deixou de lado o carinho que tem pelo clube e pela cidade, e destacou a dificuldade para eliminar o time do litoral piauiense.
- Eu tenho um carinho muito grande por Parnaíba, se eles não tivessem caído na nossa chave, não fossem nosso adversário direto eu torceria para o Parnahyba ele passasse e continuasse na competição, pela cidade que é maravilhosa, pelas pessoas que moram lá, pelas pessoas que comandam o Parnahyba, eu tenho um carinho muito grande por todos eles. Então eu torceria. Eu sabia que não seria fácil e não foi, nem lá e nem aqui. O resultado de 3 a 0 não fala exatamente o que foi o jogo. A gente conseguiu porque as oportunidades foram aparecendo, e o nosso aproveitamento foi bom. Mas o Parnahyba foi um adversário duro e dificultou muitos as nossas ações nos dois jogos - avaliou.
Confira outros trechos da entrevista do técnico do CSA
A força da torcida
- Você trabalhar numa equipe como o CSA, chegar num jogo como esse e vê a multidão que nos acompanha, nos empurra para cima, que canta o tempo inteiro, que contagia o grupo inteiro nós não podemos jogar diferente. Quando a gente não conseguir que a coisa aconteça na técnica, tem que ser na marra, na aplicação, tem que ser na superação. O que não podemos é decepcionar o nosso torcedor. Isso aí me preocupa e eu espero que a gente tenha a capacidade de jogar cada jogo como se fosse uma decisão. Tanto o primeiro, como o segundo jogo de cada mata-mata desses que a gente encarar pela frente. 
Torcida do CSA (Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)Torcida do CSA compareceu em massa ao Rei Pelé para empurrar o time (Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)
A formação na segunda etapa com Cleyton, Bismarck e Didira (base do Alagoano)
- É o que busquei, para a gente movimentar mais a bola, chegasse mais ao ataque com posse, não correndo atrás da bola. Com esses jogadores que têm qualidade, passe, as coisas funcionam.
Retorno do Didira
CSA x Murici Didira (Foto: Viviane Leão/GloboEsporte.com)Didira reestreou com a camisa do CSA (Foto: Viviane Leão/GloboEsporte.com)
- A qualidade que tem o Didira não é surpresa para ninguém. É um jogador que vai nos ajudar muito daqui para frente. Minha preocupação era colocar no momento certo. Perguntei se poderia colocá-lo, e ele me disse que sim, falei que ele poderia se queimar, já que está sem força, e ele declarou que iria mesmo assim. Ou seja, sempre se colocou à disposição.
O próximo adversário
- Primeiro, a gente vai estudar o time deles, e buscar um entendimento em cima do que acho que é ideal para o clube, e levar para os atletas e trabalhar em cima desse posicionamento, e tentarmos tirar proveito das situações que virão nesses jogos, principalmente nesse primeiro jogo.
A parada nas Olimpíadas
- Na verdade, nem gostaria que tivesse essa pausa. Gostaria logo de ir para o pega. Acredito que tudo na vida tem um proposito, se é assim, que aproveitemos esse tempo da melhor maneira possível.
CSA e Altos começam a definir a vaga para as quartas de final no dia 14 deste mês. O primeiro jogo será realizado no Estádio Rei Pelé, em Maceió, e o segundo e decisivo na casa do adversário, que está invicto na Série D.
NM com Globoesporte.com/al

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