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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Após quinze dias de desligamento, Didira revela mágoas de Argel Fucks

FOTO: AUGUSTO OLIVEIRA/ASCOMCSA
O meia Didira, ex-CSA, falou pela primeira vez, após sua saída do Azulão, em entrevista exclusiva à Gazetaweb. Durante o papo, o jogador revelou o clima ruim com o ex-técnico Argel Fucks. Falou sobre a saída repentina do treinador, a influência na dispensa dele, de Celsinho e de Carlinhos e sobre o futuro.
O desligamento do meia alagoano surgiu como uma bomba nos bastidores do Mutange, em novembro, após quatro anos de passagem no clube marujo, bem como Celsinho e Carlinhos. Didira comentou: "Não veio da diretoria ou da torcida, veio da parte da comissão técnica. O treinador (Fucks) e o auxiliar (Galego) não gostavam de mim e optaram por me tirar do time. O que eles fizeram foi uma falta de respeito comigo e com o Celsinho pela história, por tudo que eu conquistei no CSA".
Ele disse ainda que a comissão técnica queria desviar o foco da campanha ruim feita pelo time alagoano na Série A e descontou nos três atletas. "Eles queriam arrumar uma desculpa para tirar o foco e colocar em outra situação. E foi o que fizeram, tiraram eu, o Celsinho e o Carlinhos sem necessidade, sem uma explicação convincente. Então, ele agiu de má-fé para tentar nos prejudicar, mas estou tranquilo e consciente de que procurei fazer o melhor pela equipe do CSA", disparou o meia.
Didira disse ainda que o motivo da decisão foi de cunho pessoal. "Ele levou para o lado pessoal, pela história que eu tinha, ele quis aparecer e ser o centro das atenções. Acho que ele não gostava do meu futebol, do Celsinho, do Rafinha, e quando chegou emprestou o Leandro, o Victor Paraíba, que são jogadores com tempo no CSA. Ele achava que a gente não tinha capacidade de disputar um Campeonato Brasileiro e eu já ouvi que ele falava de mim e foram coisas que se eu não fosse servo de Deus teria saído da bênção e faria coisas que quando era do mundo faria. Fiquei muito triste com a minha saída, mas agradeço a Deus porque ele sabe de todas as coisas. A diretoria sabe o que tá fazendo e tenho certeza que muitas coisas boas ainda acontecerão para o CSA", disse.
O jogador revelou que escutou de outros atletas que trabalharam com Fucks sobre o destempero do treinador e sua maneira de trabalhar. "Primeira vez que trabalhei com ele foi essa, mas já ouvi de jogadores sobre isso. O tempo que trabalhei com ele aprendi muitas coisas e vi muitas coisas que não eram corretas. O treinador tem que ter mais cabeça, mais personalidade e não achar que é o dono de tudo e que nós não sabemos de nada. Muitos que estão no CSA ficaram chateados ao ver muitas coisas erradas. Falta de respeito, pois não tinha coerência com todos. E eu tenho certeza que o que aconteceu agora já estava para acontecer", comentou Didira.
FOTO: FELIPE NYLAND/GAZETA DE ALAGOA
Após a saída dos três atletas, surgiram boatos de que o meia seria um dos responsáveis pelas confusões com a comissão técnica, o famoso "laranja podre e paneleiro". O arapiraquense se defendeu das acusações e disse estar tranquilo. "Isso nunca aconteceu, estava há quatro anos no CSA e chegou ao ponto de falarem que eu fiz panelinha para derrubar o Cabo (Marcelo, ex-técnico, hoje no CRB), mas isso nunca aconteceu porque eu nunca precisei disso. O Cabo pode ficar tranquilo, pois não faz parte de mim. Várias vezes ele precisou de mim em outras posições e eu ajudei, dando o meu melhor. Nunca fiz isso e não era agora que faria com o Argel", afirmou o ex-camisa 19 azulino.
Sobre o futuro, Didira chegou a ser especulado no rival, CRB, mas afirmou que seu destino em 2020 será selado após uma viagem de férias. "Ainda tô descansando, vou viajar durante uns dias com minha família para depois pensar para onde vou. Muita coisa ainda pode acontecer, não tenho nada resolvido, meu empresário está à frente disso, mas tem propostas boas, então, estou no aguardo", revelou Didira.
O ex-jogador marujo citou um momento de tensão entre o treinador e os jogadores: "No treino, o Bruno Alves deu uma cavadinha e o Argel falou para ele: 'quero ver se você faz isso no Maracanã com 70 mil'. O jogador respondeu que se tivesse oportunidade faria e ele disse que não faria porque o mesmo não teria capacidade para isso. Então, como é que o treinador fala um negócio desse para o jogador? Tem que motivar o atleta, incentivar. Mas eu peço que Deus abençoe a vida dele e que ele possa seguir o caminho dele com paz e tranquilidade".
Quanto à ida relâmpago de Fucks para o Ceará, ele também comentou: "É difícil até de explicar porque quando eu estava lá ele falou que não abandonaria o barco e iria até o final com os jogadores, os guerreiros que ele tinha, e agir dessa maneira não é correto. Tenho certeza que todos os atletas ficaram chateados e decepcionados. Não era o momento para isso".
Procurado pela reportagem, Argel Fucks afirmou, por meio da assessoria do Ceará, que não se pronunciaria sobre as críticas de Didira.
NM com Jean Nascimento