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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Com investimento de R$ 115 milhões, área do Engenhão está quase pronta


Em meio às notícias sobre mudança no Governo Federal, a Prefeitura do Rio e o Comitê Organizador das Olimpíadas e Paralimpíadas Rio 2016 apresentaram nesta quinta-feira o "novo" Estádio Olímpico Nilton Santos, o Engenhão. O prefeito Eduardo Paes, o presidente do Comitê Rio 2016 e do Comitê Olímpico Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, e outros nomes importantes no processo olímpico estiveram no local que sediará o futebol e as provas de atletismo nas Olimpíadas. Em gesto simbólico, Paes passou a chave do remodelado (mas ainda não pronto) estádio para Nuzman. As melhorias custaram cerca de R$ 52 milhões, incluindo adequações elétricas.
- Ontem (quarta-feira), nós entregamos a Arena do Riocentro e, aqui, o nosso querido e famoso Estádio Olímpico, que para uns é Estádio Olímpico João Havelange, para outros é Nilton Santos, para outros é Engenhão, cada um chama como quiser. Durante esses últimos anos, se tornou um desafio maior do que esperávamos, tivemos um problema na cobertura, que obrigou o estádio a ficar fechado por quase dois anos. Esse problema está resolvido. Hoje, o arco tem suporte, não é livre. O estádio ganhou um banho de loja, não no padrão COI, que queria as colunas pintadas e isso custaria R$ 3 milhões, mas recuperamos banheiros, elevadores, ar-condicionados, equipamentos de proteção contra incêndio, sonorização. Ao contrário das mais pessimistas previsões, das "urucas" tradicionais, é mais um estádio que entregamos ao Comitê Organizador - declarou Paes, no seu discurso de abertura.
Engenhão - Eduardo Paes e Carlos Arthur Nuzman - obras de adaptação (Foto: Beth Santos)Remodelado Engenhão foi entregue nesta quinta-feira por Eduardo Paes para Carlos Arthur Nuzman (Foto: Beth Santos)

Entre as mudanças está o aumento da capacidade das arquibancadas de 45 mil para 60 mil espectadores - os novos assentos não estarão disponíveis para o público no evento-teste deste fim de semana. Esses são temporários e serão retirados após as disputas. Fora do padrão exigido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para provas olímpicas de atletismo, as pistas principal e de aquecimento foram substituídas. Apenas a principal foi apresentada, pois a secundária deve ficar totalmente pronta apenas nesta sexta-feira, véspera do evento-teste. 
Nesta quinta, alguns dos atletas que participam da competição, que será o Ibero-Americano da modalidade, utilizaram a pista principal para os treinamentos. O atraso ocorreu por conta de uma parte da pista, correspondente a uma meia-lua onde se realiza prova de saltos, que ainda não foi totalmente colada. A chuva no Rio de Janeiro atrapalhou essa montagem. A área fica no campo anexo ao Engenhão.
- Não sei te responder, não (sobre a pista de aquecimento). Mas, se tiver algum problema, a gente resolve o problema. Mas é bom treinar aqui já (pista principal). Agberto (Guimarães - diretor-executivo de Esportes e Integração Paralímpica do Comitê Rio 2016) elogiou, ele que entende desse negócio - afirmara o prefeito ainda na parte da manhã.
Obra Engenhão atletismo Rio 2016 (Foto: Fabio Leme)Engenhão ganhou nova pista e novo sistema de cronômetro (Foto: Fabio Leme)
Os sistemas de distribuição de energia, som e iluminação também sofreram intervenções. Uma estrutura metálica foi construída para abrigar o painel eletrônico de resultados, com 30 metros de comprimento por nove de altura. Tudo isso poderá ser visto durante o evento-teste da modalidade que começa no próximo sábado.
Entre perguntas relacionadas à política e ao esporte, Paes criticou a maneira como o estádio foi construído para o Pan-Americano de 2007, no Rio de Janeiro. Menos de seis anos depois, foi interditado por problemas estruturais na cobertura.
Eduardo Paes Carlos Arthur Nuzman Engenhão (Foto: Fabio Leme)Eduardo Paes discursa, enquanto Carlos Arthur Nuzman exibe chave simbólica do Engenhão (Foto: Fabio Leme)
- É óbvio que foi uma obra feita com problemas. Foi importante o zelo (interdição). Na época, me criticaram muito por ter fechado o estádio, a partir da suspeita, possibilidade, de queda. Era uma chance pequena, mas, quando tem chance, não pode brincar. Foi um decisão acertada, ele foi todo recuperado, sem que a Prefeitura gastasse um tostão, foram as construtoras OAS e Odebrecht que recuperaram toda a estrutura em cima, os pilares. Tudo muito bem encaminhado.
Não foi apenas o interior do estádio que recebeu melhorias. Do lado de fora, a Praça do Trem teve seus galpões restaurados e recebeu nova iluminação, paisagismo e reparos na rede de drenagem e pavimentação. Ali estão as edificações das Oficinas de Locomoção do Engenho de Dentro, patrimônio histórico e cultural tombado pela cidade. Houve também a reurbanização de 36 ruas. Em contrapartida, na frente da ala sul, obras acontecem. Numa outra área do bairro, mais distante do Engenhão, é possível ver muito lixo pelas ruas. O investimento total dentro e fora do estádio foi de R$ 115 milhões.
- Quero agradecer ao prefeito Eduardo Paes por sua vontade e dedicação. A pista está pronta e é a melhor do mundo, estrutura do esporte que é a razão de ser dos esportes olímpicos - comentou Nuzman.
*Colaborou Amanda Kestelman
Engenhão - Eduardo Paes e Carlos Arthur Nuzman - obras de adaptação (Foto: Beth Santos)Praça do Trem foi reinaugurada e, a partir de outubro, receberá área de lazer para a população (Foto: Beth Santos)
Praça do Trem Engenhão (Foto: Fabio Leme)Galpão terá quadra de esportes e atividades esportivas após as Olimpíadas e Paralimpíadas (Foto: Fabio Leme)

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