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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

DIA DO RADIALISTA, COMEMORAR O QUÊ?...

Em 21 de setembro comemora-se o dia da árvore e também dia do radialista, sincera e honestamente não sei se temos algo a comemorar neste dia. O homem vem acabando com as árvores na sua ambição de produzir e ter no bolso o seu dinheiro de forma legal e na maioria da vezes até ilegal, e nenhum deles pagam pelos crimes ambientais que cometem pois são protegidos pelas Leis ou por políticos que tem interesse em não vê-los atrás das grades pois perdem sua "boquinha". No setor profissional do rádio a situação ainda é pior, eu até ia me passando sem fazer pelo menos um pequeno registro neste humilde espaço deste dia que para alguns muito importantes, mas, para outros já não vale mais nada pela desvalorização a que estão levando a profissão de rádio e o próprio rádio em si. Tempos atrás quem era radialista batia no peito e tinha orgulho de dizer que era profissional do rádio, eram respeitados por todos e faziam por onde prevalecer este respeito.
Hoje a coisa está mudada e qualquer um se torna funcionário de rádio com a maior facilidade, mesmo que não saiba de onde começou e para onde vai o rádio. As maiorias destas empresas pertencem a grupos políticos que estão poucos interessados no bem estar da comunidade e numa empresa de qualidade, colocando em sua direção ou até mesmo para comandar programas qualquer um, sem nenhum preparo prévio e que só estão ali por serem "cupichas ou puxa sacos" dos senhores feudais donos das empresas de rádios. Alguns destes proprietários esquecem que eles montam uma empresa de rádio e ela se torna de utilidade pública, querem manter a mesma como se fosse o quintal de sua casa ou sua fazenda onde pode tudo e os funcionários tem que se submeterem a qualquer tipo de mazelas, infelizmente ainda existem pessoas que gostam disto, serem humilhadas e pisoteadas por seus considerados "chefões" e ainda acham lindo, pisando naqueles que realmente fazem o dinheiro entrar nos bolsos destes donos de empresas de rádio.

São bem poucas as emissoras que pertencem a particulares e que deixam seus funcionários trabalharem à vontade e com responsabilidade, com isto ganha o apoio e prestigio de uma comunidade. Sincera e honestamente não sei se os verdadeiros radialistas e não os "picaretas" de plantão têm hoje o que comemorar, aqueles que caíram em uma emissora de rádio de pára-quedas até pode ter o que comemorar, mas os verdadeiros profissionais hoje devem querer esquecer que são radialistas de verdade. Fui lembrado pela passagem do dia através de um telefonema por uma pessoa a quem tenho grande admiração, por que se não fosse isto, a data passaria sem uma lembrança da minha parte como já aconteceu no passado e têm acontecido nos últimos anos. Junte a tudo que foi escrito no texto em que você ainda ler, as brigas internas entre os que trabalham em rádio e bradam aos quatro cantos do mundo que são profissionais quando na realidade não passam de simples "mercenas", tem ainda o virar a cara para o lado quando um de outra rádio passa por quem está em determinado local.


Refiro-me aqui a falta de união que existe na categoria, pois aqueles que hoje estão chegando não respeitam ou não querem respeitar os que já estão na profissão a muito tempo, se achando os melhores ou os verdadeiros pops stars, existem alguns destes elementos que hoje estão infiltrados no meio radiofônico por que o dono da rádio lhe deve um favor ou por que ele tem um bom padrinho, para entrar na área por baixo, mas bem por baixo mesmo da porta ou de uma janela. Alguns caem até de paraquedas e não sabem onde estão e acham que são os verdadeiros donos da "cocada preta", existem ainda aqueles que só sabem mandar um abraço aqui outro ali e quando cai em suas mãos um texto para ler de "bate pronto" mostram que não estão prontos para estar no local em que lhes deram de graça ou em pagamento de uma divida política. É lamentável como estão fazendo rádio hoje em dia, sei muito bem que intrigas e fofocas existe em todo e qualquer ambiente de trabalho, mas em se tratando de um dos mais poderosos meios de comunicação a coisa poderia ser bem diferente, com mais união entre os que estão militando nos meios radiofônicos, mas como diz o velho ditado popular é "cada um puxando a carne para sua brasa" ou a lei de murici " cada um para si", quando na realidade todos deveriam ser unidos para que a classe fosse fortalecida e mais respeitada como já foi no passado.

Hoje quem está fora de rádio é tratado como marginal por quem está na atividade e sem nenhuma consideração a história de quem na verdade fez o rádio com respeito é hoje jogada no lixo e apagada da vida de quem tenta a todo custo mostrar aos seus "chefes" que são os bambans da sua sintonia. Na realidade ninguém é melhor que ninguém somos todos iguais perante Deus, alguns são diferenciados porque lêem mais procuram se adaptar as novidades de momento, mas nem com tudo isto tem o direito de querer passar por cima dos outros como se fosse um trator desgovernado.

Mas, como já ouvi de certa pessoa ainda na ativa em anos passados e por diversas vezes que para ele conseguir o que queria "passaria até por cima da própria mãe" não me surpreendo mais com tudo que ainda vejo hoje em dia com estes que ai estão. Seria muito bom que hoje fosse um dia para ser comemorado pelos verdadeiros profissionais e não pelos que "puxam saco", "bajulam" ou até mesmo vendem a "alma ao diabo" para continuar nos meios radiofônicos. É triste e lamentável que isto aconteça ainda nos dias de hoje, mas o pior que acontece e com grande frequencia. Na era da informática, da globalização e em pleno Século XXI, mas fazer o que! É como diz certo cidadão "fais paite" (é isto mesmo fais paite e não faz parte) só que desta estou fora e bem fora graças a Deus. Aos verdadeiros profissionais de rádio meus parabéns e meus respeitos, agora aos "picaretas e piratas do rádio" que continuem puxando saco dos patrões que com certeza terão pela frente um futuro "brilhante". Dia da árvore e do radialista, comemorar mesmo o que?

Vejam só amigos leitores como a nossa profissão esta desvalorizada. Este texto foi escrito á mais de 10 anos por sr. Innaldo Sardinha, e até hoje é atual.
Comemorar o que mesmo?

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