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quarta-feira, 22 de março de 2023

CSA acusa Omar Coêlho de desrespeitar estatuto por causa de empréstimo



O clima dentro dos bastidores do CSA segue muito tenso. Na manhã desta terça-feira (21), o clube azulino lançou uma nota oficial, na tentativa de explicar os recentes acontecimentos e as recentes confusões envolvendo a atual diretoria e o ex-presidente Omar Coêlho, que renunciou ao cargo em dezembro do ano passado.

O principal ponto da nota é referente a um empréstimo feito junto ao banco Sicredi, por parte de Omar Coêlho, no valor de R$ 1,5 milhão. Segundo o time marujo, este empréstimo não poderia acontecer, pelo fato de o Conselho Deliberativo não ter sido comunicado.

Na nota, a diretoria do CSA se escora no parágrafo 23 do Artigo 60 de seu estatuto, que afirma que é dever do presidente executivo “assinar contratos que envolvam encargos financeiros para o CSA ou se relacionarem com o seu patrimônio, com parecer prévio do Gerente Jurídico e devidamente autorizado pelo Conselho Deliberativo, se for o caso, através de reunião especialmente convocada para tal finalidade”.

A reportagem entrou em contato com Omar Coêlho, para que ele pudesse dar suas versões dos fatos. O ex-presidente azulino, mais uma vez, afirmou estar com a consciência tranquila e enviou todas as prestações de contas, referentes ao empréstimo, que teve o valor efetivo de R$ 1.546.860,78. Na prestação de contas estão todos os recibos onde houve pagamentos para obras no CT e pagamentos para alguns funcionários.

Omar ainda explicou que ficou muito tempo em silêncio, para que as brigas dentro dos bastidores não voltassem.

"Vou marcar uma coletiva, onde vou demonstrar a lisura no campo financeiro, apesar de ter dado prejuízo, mas até o Conselho dizia que fizesse de tudo para não cair e fizemos. Não tivemos culpa de os jogadores de qualidade que trouxemos não renderam e não sei o porquê. Sei que muitos reclamavam das brigas políticas e o meu silêncio foi neste sentido de não prejudicar esse início de ano", afirmou.

O ex-presidente ainda disse que pedirá seu desligamento também do quadro de conselheiros e tomará medidas cabíveis na justiça.

"Amanhã, estou me desligando do Conselho para cuidar, eu mesmo, das ações de danos morais que irei promover. A sociedade me conhece, sabe que sempre defendi o correto, diferentemente de muitos. Todos sabemos quem é quem em Alagoas, portanto, tenho paz de espírito", disse.

O CSA afirmou que o empréstimo foi feito no mês de novembro, especificamente no dia 8. Apenas no dia 14 do mesmo mês, o Conselho Deliberativo, na época presidido por Mírian Monte (atual vice-presidente executiva), entrou em contato com Omar para obter mais informações. No dia 23, o próprio Conselho convocou uma reunião extraordinária para tratar do assunto.

Como se não bastasse toda essa confusão, o jornalista Marlon Araújo informou, nesta terça-feira (21), que o CSA teve parte do seu novo Centro de Treinamentos penhorada pela justiça, já por conta desse empréstimo que não foi pago. Lembrando que a renúncia de Omar aconteceu antes mesmo do pagamento da primeira parcela do empréstimo.

O Azulão e Omar receberam uma execução no valor de R$ 1.614.281,09, em nome do banco Sicredi. O último balanço financeiro do CSA foi divulgado oficialmente em seu site em 2020, e, desde então, o time vem passando por algumas crises financeiras, especialmente após a queda para a Série C.

Confira a nota emitida pelo CSA, na íntegra:

O Centro Sportivo Alagoano vem a público detalhar questões envolvendo a ação de execução por quantia certa com base em título extrajudicial, ajuizada pela Sicredi, em virtude de empréstimo contraído em 08.11.2022, durante o mandato do ex-presidente do clube, Omar Coelho de Mello, no valor de R$ 1.614.281,09.

No dia 23/11/2022, foi convocada, em caráter extraordinário e urgente, uma reunião do Conselho Deliberativo para esclarecimentos sobre eventuais empréstimos realizados em nome do clube e possível descumprimento do art. 60, XXIII do Estatuto, segundo o qual é dever do Presidente Executivo “assinar contratos que envolvam encargos financeiros para o CSA ou se relacionarem com o seu patrimônio, com parecer prévio do Gerente Jurídico e devidamente autorizado pelo Conselho Deliberativo, se for o caso, através de reunião especialmente convocada para tal finalidade”.

Na época, o ex-presidente do CSA, Omar Coelho, exarou o Ofício 0008, na data de 23.11.2022, confirmando a celebração do Empréstimo junto à SICREDI, no valor de R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais), para pagamentos de compromissos do Clube, sob a alegação de que não comprometeria o patrimônio da Instituição.

d) O negócio jurídico não se revestiu da forma prescrita em lei, não obedecendo a correta tramitação, com convocação do Conselho, tendo sido preterida solenidade essencial à sua validade.
e) A autorização do Conselho não é mera formalidade, mas condição sine qua non, para a celebração do contrato objeto da referida Ação. O Conselho Deliberativo do CSA e de outros entes semelhantes tem funções de fiscalização, controle e também de decisão, como na presente situação, em que a celebração de um empréstimo bancário, o qual compromete recursos e patrimônio do Clube, precisa passar pelo seu crivo, o que não ocorreu no presente caso.
f) Em 02.12.2022, menos de um mês após a tomada do empréstimo, diante da falta de recursos, sem previsão orçamentária, sem ter como pagar até mesmo a primeira parcela do empréstimo, toda a Diretoria Executiva renunciou.
Ainda assim, resta demonstrada a boa-fé do CSA, por meio do Conselho Deliberativo do Clube, ao solicitar informações (14.11.2022) e convocar reunião extraordinária (realizada em 23.11.2022), diante dos rumores do contrato de empréstimo, embora, infelizmente, não tenha havido tempo hábil para impedir a celebração do negócio jurídico.
Vale reforçar que todas as questões que envolverem o Centro Sportivo Alagoano serão tratadas com muita responsabilidade, diligência e respeito, judicial ou extrajudicialmente, com o escopo de zelar, de recuperar e de lhe devolver a dignidade, a honra e a glória sobretudo do seu futebol, atividade-fim e razão de existir desse Clube centenário, que compõe o patrimônio esportivo e cultural do Estado de Alagoas

Em 02.12.2022, menos de um mês após a celebração do contrato, toda a Diretoria renunciou. Todas essas informações terminam por conduzir às seguintes conclusões:
a) Em 08.11.2022, data em que celebrado o contrato com a SICREDI, o CSA já não possuía disponibilidade orçamentária e financeira para contrair o empréstimo, ostentando situação de inadimplência em relação aos seus compromissos trabalhistas, civis, fiscais e já estando, inclusive, rebaixado para a Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro e com perda de recursos orçamentários de R$ 6,6 milhões.
b) A Justificativa de que o empréstimo celebrado não acarreta dano ao patrimônio do CSA também não deve subsistir, uma vez que põe em risco bens essenciais ao funcionamento do clube (veículos, maquinário para preparação física, utensílios de cozinha, escritório), sem os quais as atividades podem ser paralisadas, gerando enorme prejuízo social, esportivo e cultural não apenas aos sócios, aos torcedores, mas ao povo alagoano como um todo.
c) São claros a inobservância e o desrespeito ao Estatuto Social, uma vez que não houve convocação do Conselho Deliberativo do CSA para apreciar e autorizar o empréstimo, prejudicando a vontade da instituição, uma vez que esta que só estaria perfeita, válida, completa, concluída, inteira e apta a produzir efeitos com a autorização do referido Poder, nos termos do art. 60, XXIII.

NM com Guilherme Magalhães

Foto: Ascom CSA


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VAR é usado nas semifinais do Alagoano, e presidente da FAF valoriza: "Gera credibilidade"



As semifinais do Campeonato Alagoano trouxeram uma novidade no estadual de 2023: o uso do VAR. Nos jogos que valiam vaga na decisão, o árbitro de vídeo foi participativo.

Presidente da Federação Alagoana de Futebol, Felipe Feijó falou com o ge e valorizou o auxílio da ferramenta.

- Dá uma tranquilidade. Quando a gente tem o VAR, tem uma retaguarda das decisões de dentro do campo e isso gera credibilidade para a competição, o que consequentemente, gera mais patrocínio para o campeonato como um todo, fazendo com que todo mundo saia ganhando.

Feijó destacou a legitimidade dos resultados com o árbitro de vídeo.

- Algumas decisões de campo foram revertidas pelo VAR e ele serve justamente pra isso, porque acaba mudando a dinâmica da partida, dando legitimidade ao resultado do jogo. A arbitragem é passível de erro, afinal, são seres humanos que estão atuando, e o VAR dá tranquilidade não só para os árbitros, mas também para as equipes, pra quem organiza, enfim, pra todo mundo.

O presidente disse ainda que pretende ampliar o uso da tecnologia.

- A gente só vai ter evolução com o uso da tecnologia. O VAR é uma realidade no futebol. A gente espera que fique mais acessível pra fazer uso com mais frequência nos próximos anos.

Perguntado sobre o valor do investimento, Felipe Feijó foi direto.

- R$ 15 mil, por jogo.

Balanço técnico

Presidente da comissão de arbitragem de Alagoas, George Alves Feitoza fez um balanço do VAR.

- Foi uma experiência muito proveitosa, foi uma solicitação do presidente Felipe Feijó desde a temporada passada, nesses quatro jogos passados das semifinais do Alagoano o VAR se comportou de uma forma muito boa. A experiência dos profissionais que estavam trabalhando na sala colaborou, no ano passado eles também tiverem essa oportunidade, e agora mais maduros, digamos assim. Com mais experiência, com mais situações protocolares do VAR eles conseguiram, assim, desenvolver as situações em que foram exigidos da melhor forma possível. 

Análise dos lances

George pontuou as intervenções do árbitro de vídeo nas quatro partidas das semifinais.

- Tivemos em um jogo do Murici e ASA uma situação em que o campo confirmou um gol, mas o VAR, após checar as imagens, de forma factual, informou que o gol foi feito com a mão e o árbitro prontamente anulou.

- No jogo Coruripe e CRB, não foi preciso nenhuma intervenção do VAR, apenas checagem silenciosa nos gols marcados, mas todos eles confirmados pelo campo e com o VAR também ratificando essa decisão.



Sobre os jogos da volta, Feitoza também sinalizou os lances polêmicos.

- Na partida de volta entre ASA e Murici, também situações protocolares bem analisadas pelo VAR e confirmadas pelo campo de jogo. Destaco um lance em que a equipe do Murici pediu uma penalidade porque a bola bateu na mão do atacante Lúcio Maranhão, do ASA, o campo deu escanteio, o VAR chegou as imagens e corroborou com a decisão do campo, visto que a bola pegou na perna do atacante do ASA e em seguida na mão, num movimento natural.

George Alves ainda comentou a participação decisiva do VAR no confronto entre CRB e Coruripe, nesse domingo, no Rei Pelé.

- E no jogo ontem (domingo) do CRB, esse foi o mais atípico porque tivemos duas situações de correções com o VAR. Primeiramente, um penal não marcado para a equipe do Coruripe, o árbitro não viu, mas o VAR chegou as imagens, recomendou uma revisão, ele viu a revisão e confirmou a penalidade - citou, apontando ainda o terceiro gol do CRB.

- Em seguida, o terceiro gol do CRB que a assistente marcou impedimento, o VAR checou com as linhas de impedimento, viu que não houve nenhuma irregularidade do gol foi confirmado de forma factual.

NM com GE 

Fotos: Augusto Oliveira

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Provável escalação: CRB treina no CT do Vitória, e Louzer deve escalar força máxima contra o Bahia



CRB realizou o último treino antes da partida contra o Bahia, pela oitava rodada da fase de classificação da Copa do Nordeste. Na tarde desta terça-feira, o elenco assistiu a um vídeo ainda no hotel em Salvador e depois seguiu para o CT do Vitória.

Para o confronto de quarta, às 21h30, na Arena Fonte Nova, o técnico Umberto Louzer deve manter a escalação titular. Embora já classificado, o time alagoano tenta a vitória para melhorar a posição na tabela.

A provável escalação do CRB tem: Diogo Silva; Matheus Ribeiro, Gum, Fábio Alemão e Guilherme Romão; Auremir, Juninho Valoura e João Paulo; Mike, Renato e Anselmo Ramon.

Em caso de vitória do CRB, tropeço do Ferroviário (contra o Náutico) e derrota do Fortaleza (para o Santa Cruz), a equipe alagoana termina a primeira fase do Nordestão na vice-liderança do Grupo A.

Assim, enfrenta o terceiro lugar da mesma chave no Estádio Rei Pelé, em jogo único, pelas quartas de final. Caso o Galo termine em terceiro o quarto lugar, a partida será fora de casa.

NM com GE 

Foto : Divulgação

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FAF proíbe torcidas organizadas de Pernambuco em AL até o fim de 2023



Nesta quarta-feira (22), às 21h30, CSA e Sport fazem um clássico do futebol nordestino pela Copa do Nordeste. Contudo, as organizadas do Leão que vierem acompanhar o jogo em Maceió estão proibidas de adentrarem às dependências do Estádio Rei Pelé, ou qualquer estádio de Alagoas, pelo menos até o fim de 2023. A decisão foi proferida nesta terça (21), pela Federação Alagoana de Futebol (FAF).

A FAF ainda enfatizou que todas as torcidas organizadas de clubes pernambucanos, inclusive Náutico, Santa Cruz, mas, principalmente a do Sport, que esteve envolvida com diversos casos de confusões em Alagoas, no ano passado.

Neste ano, além de CSA x Sport, ainda teremos mais encontros entre alagoanos e pernambucanos. Na Série B, por exemplo, CRB e Sport já abrem a competição com um encontro no Estádio Rei Pelé. Já na Série D, ASA e Cruzeiro enfrentam o Retrô.

A principal justificativa da Federação Alagoana é baseada na grande rivalidade envolvendo as organizadas de CRB e CSA com organizadas de clubes de Pernambuco. Em março de 2022, torcidas do Azulão e do Rubro-Negro já haviam entrado em confronto durante um jogo da Copa do Nordeste. Além disso, houve uma solicitação da Polícia Militar de Alagoas para evitar qualquer tipo de briga entre as torcidas.

As brigas entre torcidas em Alagoas vêm sendo algo recorrente, de 2022 para cá. Além das confusões envolvendo pernambucanos e alagoanos, confrontos locais aconteceram no início de 2023. Vale lembrar que as torcidas Comando Alvirrubro (CRB) e Mancha Azul (CSA) também estão proibidas de comparecerem aos estádios em Alagoas, pelo menos até o fim do Campeonato Alagoano.

NM com Guilherme Magalhães

Foto: Ailton Cruz

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Árbitro relata em súmula xingamentos de Bruno Monteiro, do Murici



A vitória do ASA sobre o Murici, no último sábado (17), deu o que falar. Apesar do triunfo alvinegro, o que chamou atenção no duelo foram as quatro expulsões, sendo três do lado alviverde e uma do lado do Fantasma. A que mais criou polêmica foi a do técnico do Verdão, Bruno Monteiro, que reclamou muito da arbitragem no pós-jogo.

Em súmula, o árbitro Rafael Carlos Salgueiro (CBF/AL) justificou a punição para o técnico do Murici, afirmando que o professor direcionou xingamentos e o chamou de ladrão.

"Você é um ladrão safado! Veio mal intencionado, veio para roubar! Se você for homem, venha para o tapa! Eu vou te pegar lá fora, seu filho da p* do c*", diz o relato de Salgueiro na súmula.

No documento, ainda, o árbitro do confronto afirmou que Bruno Monteiro precisou ser contido pelo policiamento, mas, mesmo assim, seguiu xingando o quarteto de arbitragem.

Entre as outras expulsões do jogo, o meia Morais também foi para o chuveiro mais cedo, por reclamação, mas ainda durante o andamento do jogo. Por volta dos 50 minutos do segundo tempo, o meia sofreu uma falta de Fidelis e reclamou pelas constantes infrações cometidas pelo ASA. Na súmula, Salgueiro informou que expulsou Morais após o mesmo ter dito: "P*, vai tomar no c*, ca*!".

Guêba foi expulso pouco tempo depois. O lance em questão aconteceu quando Chuck sofreu uma falta próximo do banco de reservas do Murici. O volante, que viu a bola se aproximando, chutou as costas do atacante alvinegro. Já Zé Wilson, único expulso do lado do ASA, saiu de campo, após cometer duas faltas passíveis de amarelo.

NM com Guilherme Magalhães

Foto: Jailson Colácio

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