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sexta-feira, 10 de julho de 2020

Tavares entrega gestão de futebol do CSA: "Não está sendo cumprido o que foi acertado comigo"

Foto: Denison Roma/GloboEsporte.com
Raimundo Tavares pediu afastamento da presidência do Conselho Deliberativo do CSA por 60 dias. Além do tempo fora, o dirigente azulino também não pretende mais fazer parte da gestão do futebol do clube.

Em contato com o GloboEsporte.com, Raimundo Tavares confirmou sua saída do departamento de futebol e revelou o motivo do afastamento.

- Eu tirei uma licença de 60 dias da presidência do conselho. Na gestão do futebol, eu não vou ficar porque não está sendo cumprido o que foi acertado comigo. Eu não vou pagar esse preço. Se eu não posso contratar, eu não vou ficar com esse grupo que foi montado. Não foi isso o acertado comigo. Eu deixei claro que desse grupo que aí está, eu sou responsável pelas contratações do Márcio Araújo, do Andrigo, do Michel Douglas. O resto não fui eu que trouxe.

Raimundo deixou claro que se afasta do conselho, mas volta para concluir o mandato. Quanto à gestão de futebol, ele pontuou os motivos para entregar o cargo.

- Eu sou presidente do conselho, tenho mandato até dezembro de 2021 e vou concluir o meu mandato. Eu estava acumulando a gestão do futebol e essa não me interessa porque não está sendo cumprindo o que foi acertado comigo em fevereiro, quando eu retornei. Eu voltei para tentar acertar as coisas, mas não está sendo cumprido o que foi acertado: de fazer as contratações pontuais, de ficar quem realmente interessa, quem não interessa tem que sair, mas o presidente não cumpriu isso comigo - disse Raimundo, que ainda acrescentou.

- A finalidade era consertar o que foi feito de errado, a montagem do time, as contratações, tudo um desastre. Daqui a pouco vai chegar a cobrança pelo resultado e eu vou pagar um preço sem ter tido condições de realizar o que tinha que ser feito. Eu não vou pagar esse preço.

Em 2020, o CSA já fez 24 contratações.

Confira quem chegou para a temporada temporada 2020:

Goleiros: Thiago Rodrigues, Bruno Grassi, Caique
Laterais: Diego Renan, Norberto, Caio Felipe e Igor Fernandes
Zagueiro: Willian Rocha
Volantes: Yago, Luan*, Richard Franco, Geovane e Márcio Araújo
Meias: Nadson, Renatinho e Gustavo Hebling*
Atacantes: Rafael Bilú, Bruno José, Rodrigo Pimpão, Diego Maurício, Allano, Michel Douglas, Andrigo e Gustavo Schutz.


* deixaram o clube

NM com Leonardo Freire

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Técnico do CRB, Marcelo Cabo revela formação que pretende usar no retorno das competições

ASCOM CRB 
O técnico Marcelo Cabo, do CRB, revelou que pretende manter a base da escalação que venceu o Cruzeiro por 2 a 0, pela Copa do Brasil, na retomada das competições. O primeiro compromisso do Galo depois da paralisação será contra o Ceará, pela Copa do Nordeste.

- A base do jogo contra o Cruzeiro, nós temos essa base como titular. Com exceção do Longuine, que está lesionado, nós vamos manter essa base para que possamos dar continuidade ao trabalho de onde nós paramos. Mas precisamos analisar esses 30 dias de trabalho para fazer as melhores escolhas.

O treinador comentou que, apesar dos reforços (Bill, Thiaguinho, Magno Cruz e Diego Torres), ele não pretende mexer na formação da equipe para a retomada das competições.

- Nós temos uma base de quando o time tava performando antes da parada pela Covid-19. É com essa base que eu pretendo reiniciar o meu trabalho e reiniciar os jogos. Estamos analisando o dia a dia de treinamento. Temos quatro novos jogadores, mas com certeza vamos manter a base pra esse primeiro jogo contra o Ceará.

Contra o Cruzeiro, o CRB jogou com Victor Souza; Lucas Mendes (Thalisson Kelven), Gum, Ewerton Páscoa e Igor; Claudinei, Carlos Jatobá e Rafael Longuine (Dudu); Luidy (Léo Príncipe), Léo Gamalho e Erik.

Experiente, Marcelo Cabo fez uma leitura do período que os jogadores ficaram sem atividade no campo. Na opinião do treinador, a parte técnica foi comprometida com a paralisação.

- Entendo que, com essa parada de quase 100 dias, a maior perda foi técnica, não somente da equipe do CRB, mas de qualquer equipe do Brasil. Na parte física, nós conseguimos fazer uma manutenção em home trainer; na parte tática, nós passamos algumas coisas em home trainer e já retomamos. Mas os jogadores ficaram 100 dias sem tocar numa bola. Precisamos recuperar essa parte técnica dos jogadores. Uma ênfase grande que estamos dando nesse trabalho de intertemporada é a parte técnica. Houve uma perda muito grande dos atletas na parte técnica, então temos trabalhado bastante para que possamos ter essa recuperação nos treinamentos.

A volta da Copa do Nordeste está marcada para o dia 21 de julho. No reinício competição, o CRB vai receber o Ceará. O jogo é válido pela 8ª rodada.

NM com Leonardo Vieira
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Sem acordo com Marítimo, Jean Kleber se despede do CSA: "queria ficar"

FOTO: AUGUSTO OLIVEIRA/R. CORTEZ/CSA
"Em breve, eu estarei de volta para continuar a minha história no clube", disse Jean Kleber. O volante, mesmo após acertar a permanência no CSA, não seguirá em Maceió para o decorrer da temporada. Isso porque o Marítimo, de Portugal, solicitou o seu retorno às terras lusitanas. A saída dele acontece também devido à volta do meia Jhon Cley.
No último dia 30 de junho, o executivo de futebol do Azulão, Marcelo Barbarroti, revelou à Gazetaweb que estava tudo acertado entre o jogador e o clube azulino, restando apenas um capítulo importante para o desfecho da novela: a anuência do clube da Ilha da Madeira, o que não aconteceu. Nesta quinta-feira (9), o clube português deu fim à negociação.
"Estávamos negociando nas últimas semanas, mas, infelizmente, não concretizamos a minha permanência no CSA. Estou triste com isso, pois queria ficar. Cheguei a abrir mão de um mês de salário e aceitar a redução dos vencimentos em 50%, pois sei da situação de todos os clubes no Brasil e tenho muito carinho pelo CSA. Estou deixando o clube de cabeça erguida e ciente de que trabalhei muito para honrar a camisa do Azulão. Vou e fico na torcida para que todos conquistem o objetivo: o acesso à Série A. É um até daqui a pouco", afirmou Jean Kleber.
Com o retorno do jogador a Portugal, o clube marujo terá que repatriar um velho conhecido do torcedor azulino: Jhon Cley. Ele volta para Alagoas após ser envolvido na negociação pelo empréstimo de Jean em 2019. O jogador acabou sendo emprestado aos Leões da Madeira. 
Agora, o meia, que tem contrato com o Azulão até dezembro de 2020, aguarda a definição da diretoria azulina. O CSA busca um novo empréstimo para o atleta e cogita até uma rescisão de contrato.
NM com Jean Nascimento
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Clubes do interior já começam a se movimentar para uma possível volta do Alagoano no final do mês

FOTO: AILTON CRUZ
Apesar de ainda depender da liberação do governo do estado, a expectativa da
Federação Alagoana de Futebol (FAF) é reiniciar o Campeonato Alagoano ainda esse
mês. Em reunião com os clubes na tarde desta terça-feira, 7, foi lançada a data de 25 de
julho como sugestão para a possível volta e alguns clubes já começaram a se
movimentar para organizar a parte logística e pensar nas contratações.

Algumas equipes têm, inclusive, reunião marcada para esta quarta-feira, 8, para discutir
os rumos desse possível retorno e de que forma irão remontar o elenco para finalizarem
a competição.

O fato é que como o momento é incomum a Federação abriu algumas exceções e os
clubes poderão contratar novos jogadores, até mesmo aqueles que já tinham excedido o
número de contratação. Sobre o assunto, a equipe do
Amistoso AL conversou, com
exclusividade, com o presidente do CSE, José Barbosa, que ressaltou que o tricolor
perdeu cerca de 12 jogadores com a paralisação e que terá que contratar boa parte do
time para poder competir.

Destaca, porém, que foi discutida e aprovada por maioria na reunião de ontem a
possibilidade da contratação de jogadores que atuaram em outras equipes do estado
para suprir a carência dos times e evitar maiores custos.
“As equipe vão poder contratar
atletas do próprio estado e isso vai evitar que a gente tenha mais gastos com os
jogadores de fora porque, apesar de a CBF não cobrar algumas taxas, temos a
transferência que é exigida de Federação para Federação e que sai, no mínimo, por R$
1.500 reais. Sem contar na viagem de ida e volta desses atletas, pois muitos vêm do sul e
sudeste e o custo de avião é mais elevado”
, explica.

Barbosa acrescenta que a equipe vai priorizar os jogadores locais, mas não irá descartar
a possibilidade de trazer atletas de fora.
“Vamos tentar minimizar os gastos desnecessários”.

Sobre a reunião com a FAF, Barbosa ressaltou que a postura do clube é a de sempre
priorizar a vida, porém disse que é preciso pensar no calendário dos outros times, que
ficará prejudicado com uma maior paralisação.
“O valor principal é o da vida, mas
sabemos que a pandemia só irá acabar quando todo mundo contrair o vírus ou com a
criação de uma vacina, que não está tão perto. Então para que o prejuízo não seja maior,
o CSE aceitou o recomeço porque entende que a paralisação vai atrapalhar muito os
calendários de CSA, CRB, Coruripe e Jaciobá e esse prolongamento deve se estender
ainda para 2021”
.

E conclui:
“quanto mais rápido isso for concluído, melhor. Teremos dificuldade de cumprir
o protocolo, mas faremos o possível e o impossível para cumpri-lo”
.
CEO
Procurado pela nossa reportagem, o diretor financeiro do Centro Esportivo
Olhodaguense (CEO), Henrique Martins, comunicou que existe uma reunião marcada
para a noite desta quarta-feira, 8, com os dirigentes, para discutir o assunto e tomar as
medidas necessárias a essa preparação.
Jaciobá
Já o presidente recém-eleito do Jaciobá, Lucilo Brandão, disse, em entrevista ao Portal,
ver de maneira positiva o retorno do futebol alagoano, já que em quase todo o país já
estão sendo retomadas as atividades. Segundo ele, a FAF se comprometeu em arcar com
as medidas sanitárias exigidas e o fornecimento de máscaras e utensílios para proteção
dos profissionais.

Lembrando que recentemente o clube anunciou parceria com o CSA, que irá ceder seus
jogadores de base para a disputa da Série D do Brasileiro.
Coruripe
Ao
Amistoso AL, o superintendente do Verdão Praiano, Franciney Joaquim, disse
entender que o Campeonato tem que ser entregue aos patrocinadores e à torcida, até
para não causar imbróglio jurídico, e se mostrou favorável ao retorno desde que, claro,
consiga ter um incentivo financeiro para a montagem do elenco e logística dos jogos.

Ele reforçou que o clube quitou todas as pendências com os atletas do estado e até o
final do mês deve finalizar o pagamento dos sete atletas de fora. Explicou que, para o
retorno, depende de aporte de verbas que o clube está esperando receber: uma parte da
cota de TV da CBF, de parcelas do governo em relação ao Campeonato Alagoano e
também da FAF, como compensação para a perda de receita ao time que não enfrenta
CSA e CRB em casa.
“Esses repasses irão nos ajudar a nos organizar para essa volta, mas dependemos,
também, de uma posição mais específica em relação a data, pois uma vez contratados os
jogadores teremos que arcar com alimentos, suplementos e todos os gastos previsíveis
de uma competição. Além do que temos que contatar patrocinadores e fazer acordo com
esses atletas”
, colocou.
Murici
O Murici, através de assessoria, informou que aguarda o decreto do governo sobre a
liberação dos treinos do interior e a data do Campeonato Alagoano para se organizar
quanto ao assunto. Ressaltou também a necessidade dessas definições para que os
atletas possam treinar e os clubes possam se programar para um possível reinício das
partidas, como com o recrutamento de atletas, assinatura de contratos e exames
médicos. Destacou, inclusive, que a cidade constatou, atém ontem, 284 casos
confirmados de Covid-19 e 10 óbitos.
ASA
Em entrevista a uma rádio de Arapiraca nesta terça-feira, 7, o presidente do ASA, Celso
Marcos, informou que terão que fazer um plano de emergência para poderem cumprir
com as demandas do campeonato e que também nesta quarta (8) seria realizada uma
reunião com a diretoria e colaboradores para reorganizar os trabalhos.

Apenas as equipes do ASA e Murici votaram contra o retorno do Estadual no encontro
ocorrido com a FAF. CSA e CRB retornaram há duas semanas os treinos em preparação
para o início do Brasileirão Série B e aguardam também a definição sobre o
prosseguimento do Estadual.

NM com Amanda Farias via Amistoso AL
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quinta-feira, 9 de julho de 2020

“Com a nova Medida Provisória Jogadores têm seus direitos ameaçados”, diz presidente do sindicato de AL

FOTO: Jornal Vicentino

Este período de pandemia, tão singular no mundo, tem desestruturado a todos. A
população mundial busca alternativas para poder enfrentar essa situação e seguir em
frente. No esporte não é diferente. A mobilização é tanta que em junho, 18, o presidente
Jair Bolsonaro sancionou a Medida Provisória (MP) nº 984/2020 com o intuito de
ajudar o futebol brasileiro. A lei foi aplaudida por alguns e criticada por outros, já que
esta causa uma alteração substancial na antiga redação do artigo 42 “caput” da lei
9.615/98 (conhecida como a Lei Pelé) que trata do direito de Arena. Além de alterar o
tempo mínimo de contrato, passando de três meses para 30 dias.

O artigo 42, anterior às modificações, dava o direito às entidades que participavam do
espetáculo desportivo negociar, autorizar e proibir a fixação, a transmissão ou
retransmissão de imagens dos eventos desportivos de que participem. No entanto,
agora, a norma se remete a uma prerrogativa exclusiva do mandante negociar o direito
de arena.

Em entrevista exclusiva ao
Amistoso AL, o presidente do Sindicato de Atletas
Profissionais do Estado de Alagoas (SAPEAL), Jorge Borçato, foi cauteloso em falar
sobre a MP, já que é partidário que as equipes mandantes possam negociar o direito de
transmissão. Diz que pode dar um poder de barganha maior aos clubes pequenos. Mas
ressalta que foi um grande erro ter tirado o sindicato da jogada, já que com este os
atletas tinham garantido no final de cada campeonato o repasse proporcional do
direito de arena.

Na redação anterior do artigo se previa que 5% da receita proveniente da exploração
de direitos desportivos audiovisuais seriam repassados aos sindicatos de atletas
profissionais e estes distribuiriam, em partes iguais, aos profissionais participantes do
espetáculo, como parcela de natureza civil. Agora, “
com a nova Medida Provisória
Jogadores têm seus direitos ameaçados”
, afirma o dirigente. Explica que o dinheiro
referente aos atletas era passado diretamente para o sindicato sem passar pelos clubes
e que agora o direito dos atletas será repassado pelo clube adversário, que não tem
nenhum vínculo com os profissionais da outra equipe. Sendo assim, o dirigente
questiona sobre quem vai garantir que o repasse feito seja o correto.

Borçato, que também faz parte da comissão diretiva da Federação Nacional dos Atletas
Profissionais de Futebol (Fenapaf), diz que a entidade está buscando apoio político de
deputados e senadores para propor uma emenda que resgate a participação da
entidade sindical na MP, já que desta forma os atletas terão seus direitos de arena
resguardados.


NM com Fábio Ludwig via Amistoso AL
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