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quinta-feira, 21 de maio de 2020

Preparador do CRB explica como tem sido o trabalho dos goleiros durante a paralisação do futebol

A paralisação causada pela pandemia do novo coronavírus afetou muito a vida dos jogadores. Mas uma função, em particular, é mais afetada pela falta do trabalho no CT.

Com o isolamento social, os goleiros ficam impossibilitados de realizar atividades técnicas, justamente o que é mais exigido deles. Preparador do CRB, Luciano Fragoso disse como tem sido a rotina dos goleiros do Galo.

- O goleiro precisa mais da parte técnica, é bola a toda hora. Mas, por causa dessa pandemia, eles estão seguindo os mesmos trabalhos dos jogadores de linha. O preparador físico passou o trabalho e eles têm feito em casa, seguindo o mesmo ritmo que os demais companheiros de equipe.

Se não dá para trabalhar em campo, Fragoso afirma que tenta amenizar o prejuízo.

- A gente dá um toque ou outro analisando uns vídeos, mas na verdade está impossibilitado de trabalhar mesmo. A gente não pode fazer nada de trabalho técnico, infelizmente.
Edson Mardden
- A gente dá um toque ou outro analisando uns vídeos, mas na verdade está impossibilitado de trabalhar mesmo. A gente não pode fazer nada de trabalho técnico, infelizmente.

- Primeiro, a gente vai precisar ver como eles estão. Questões de peso, percentual de gordura, toda avaliação por parte dos departamento médico, de fisiologia e fisioterapia, para depois trabalhar o que eles estão mais precisando. A partir daí, a gente vai trabalhar com bola. Devido ao tempo perdido por conta da pandemia, eu acho que de 12 a 15 dias é o tempo ideal para deixá-los prontos para atuar quando o professor precisar.

NM com denison Roma 
Fotos: Denison Roma/GloboEsporte.com


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quarta-feira, 20 de maio de 2020

Punição ao Cruzeiro liga alerta em clubes brasileiros acionados na Fifa; veja outros casos

Foto: Marlon Costa (Pernambuco Press)
Depois de não cumprir a ordem de pagamento em € 850 mil ao Al Wahda, emitida pela Fifa, o Cruzeiro começará a Série B 2020 com menos seis pontos na tabela. A punição liga o sinal de alerta para alguns clubes do futebol brasileiro, principalmente aos que têm dívidas internacionais em aberto na entidade. Porque em meio à crise política e sanitária envolvendo a Covid-19 no país, a corrida contra o tempo enfrenta mais um obstáculo: a alta de moedas estrangeiras.

É o caso do Sport que, em dois meses, viu o débito referente à compra de André, junto ao Sporting, de Portugal, saltar cerca de 24%. E sem dinheiro em caixa, desdobra-se nos bastidores para pagar dentro do prazo e evitar o bloqueio na janela de transferências como punição.

Antes de tudo, é preciso entender que os valores das taxas de conversão para moedas internacionais sofrem alterações constantes de acordo com a oferta e demanda de mercado. O cálculo envolve diferentes fatores, como, por exemplo, número de importações e gastos de turistas no país. Em momentos de crise, quando a economia sofre problemas a nível mundial, a tendência é de que investidores apostem na moeda americana e europeia, porque têm mais estabilidade que as demais. Com isso, elas sofrem valorização.

O Real caminha no sentido contrário. Nesta semana, o jornal Financial Times ouviu especialistas e alertou que a moeda brasileira tem o pior desempenho a nível mundial em 2020, podendo cair ainda mais. É um reflexo do impacto econômico impulsionado pela crise da Covid-19.

Dentro deste cenário, quando notificado pela Fifa, em 4 de março, o Sport tinha uma dívida de R$ 4,5 milhões a pagar. Ali, o Ministério da Saúde investigava um possível quarto caso da Covid-19 no país. Agora, duas semanas após receber a ordem de pagamento em € 907.500 ao Sporting, de Portugal, o Rubro-negro deve R$ 5,6 milhões. O Brasil, por sua vez, ultrapassa as mil mortes por dia (com 17.983 ao todo) e 271.885 casos confirmados da doença.

O débito na Fifa têm impacto significativo nos cofres do clube, uma vez que, em 2020, o Rubro-negro lida com uma dívida a curto prazo de R$ 145 milhões. Ou seja, precisando ser paga dentro de 12 meses. Na Série A do Brasileiro, no entanto, o Leão não está só. Porque clubes como Fluminense, Santos e Palmeiras também acumulam pendências de caráter internacional na entidade. E mesmo em meio à pandemia causada pelo novo coronavírus, a Fifa está levando as cobranças adiante.

O jornalista especializado em negócios do esporte, Rodrigo Capelo, explica que Sport, Fluminense e Cruzeiro vivem situações semelhantes, porque vinham acumulando dívidas em realidades financeiras muito fragilizadas. E entram numa sinuca de bico, uma vez que não têm fonte de receita alternativa para usar.

- Direitos de transmissão, quem tem, antecipou, patrocínio está muito difícil, e com a crise fica pior. Bilheterias, portões fechados. Sócio torcedor, os dirigentes apelam à emoção, mas sem a principal contrapartida, que é o estádio, é natural que todo programa despenque. Transferência de jogador, não sabemos se vai haver demanda, clubes europeus ou asiáticos querendo comprar jogadores brasileiros. Então, quando você olha para essas fontes de receita ordinária e não tem muito mais para onde expandir, não tem muita solução. Eles vão ter que recorrer aos "mecenas", para ver se encontram o dinheiro de algum salvador da pátria.

O Palmeiras, cobrado na Fifa em US$ 3 milhões (agora cerca de R$ 18,7 milhões) referente à compra do atacante Borja junto ao Atlético Nacional, da Colômbia, é um caso à parte. No balanço financeiro de 2019, o clube aponta a variação cambial como um risco, por comprar e vender atletas internacionalmente, e diz não possuir mecanismos para cobrir possíveis perdas. De acordo com Capelo, portanto, pode-se dizer que haverá um impacto forte nas contas do clube, mas ele está menos vulnerável que os demais.

No Sport, sem dinheiro em caixa e com quedas de receita, a diretoria trabalha nos bastidores para solucionar a questão por meio de pessoas consideradas influentes. É o que diz o presidente do Leão, Milton Bivar.

"Abrimos o link, é com pessoas certas para tratar e ajudar no assunto. Essas pessoas estão trabalhando e tenho certeza que vamos chegar a bons termos. O link é um negócio interno do clube. Não pedimos ajuda para torcedor. Pedimos ajuda a pessoas influentes, que podem ajudar a gente nesse momento. Pessoas que tenham contato com Portugal. Está sendo negociado diretamente com o Sporting Lisboa. Estamos aguardando aí, o negócio está indo."

Vale lembrar que as tentativas de parcelamento da dívida e concessão de direitos dos pratas da casa Adryelson e Juninho, antes oferecidas pelo Sport, foram negadas pelo clube português. André foi comprado ainda em janeiro de 2017, na gestão de Arnaldo Barros, quando o Leão adquiriu 50% dos direitos do atleta, mas não pagou. O atacante deixou o Recife em 2018, vendido ao Grêmio por € 2,5 milhões (cerca de R$ 10 milhões à época).

NM com Camila Alves — Recife



A mudança na cotação do Euro
Foram contabilizados os valores apontados nas sextas-feiras, ao fim do fechamento da cotação de cada semana, a partir da notificação da Fifa ao Sport em relação ao caso de André
5,035,035,255,255,245,245,365,365,655,655,725,725,545,545,715,716,16,15,935,936,256,256,296,296,256,25Variação da cotação do Euro em relação ao Real4 de março6 de março13 de março20 de março27 de março3 de abril9 de abril17 de abril24 de abril30 de abril8 de maio15 de maio19 de maio



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Secretário da CBF prepara protocolo rígido para volta do futebol em 'junho ou julho'

Walter Feldman - 
Rio - Após o retorno do futebol na Alemanha, no último fim de semana, o Secretário-Geral da Confederação Brasileira de Futebol, Walter Feldman afirmou que o retorno da liga alemã é uma 'ótima sinalização' para a volta do futebol. Em entrevista à agência Reuters, revelou que esse caminho pode servir como exemplo para que o futebol seja novamente disputado em solo brasileiro nos próximos meses.
"Parar foi necessário e voltar é possível. Esse é o grande aprendizado com o retorno do [Campeonato] Alemão... a Alemanha é uma ótima sinalização”, afirmou Feldman, apontando um processo rígido de restrições como um caminho inicial. "Podemos ter sim só jogos com portões fechados... em países a epidemia vai e volta, tem novas ondas. Aglomerações mesmo só com vacina e controle absoluto", disse.

Segundo informações da agência, o protocolo médico da CBF para um possível retorno do futebol no país está em fase final de elaboração e chegará aos clubes em breve. De acordo com a reportagem, o relatório prevê testes permanentes para o coronavírus, distanciamento social, medidas de higiene, transporte em veículos particulares dos atletas e jogos com portões fechados.

Segundo o Secretário-Geral, a CBF está monitorando a evolução da COVID-19 no país para poder tomar decisões futuras sobre o momento adequado de retomar seu calendário. Caso diminua o número de infectados nos próximos meses, é possível que se discuta novamente a disputa do futebol no Brasil.

"Maio é o período mais dramático da doença e vamos ver as portas que vão se abrir em junho... o aprofundamento da crise, agora, significa que logo em seguida deve vir o abrandamento", afirmou Feldman, apontando o retorno dos treinos em algumas equipes como um sinal de que o futebol pode ser retomado. "O ensaio da perspectiva de treinamento é um ensaio para a volta (do futebol)", disse.
“Dependendo da curva da doença aqui no país... mais um mês ou um mês e meio após o pico. Maio abre portas, junho abre outras adicionais e não duvido quem em junho, com a volta dos treinos, protocolo sustentado e possibilidade de flexibilização das autoridades de saúde, o futebol possa voltar com restrições”, disse o Secretário-Geral da CBF, apontando que o calendário do esporte no país pode chegar até os dias derradeiros de 2020. “É possível que tenhamos Natal e ano novo com futebol nas datas próximas”, afirmou.
NM com O dia
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Cruzeiro é punido pela Fifa e vai começar Série B com menos seis pontos; conselho gestor tenta reverter

Foto: Washington Alves/Light Press
O Cruzeiro começará a Série B com seis pontos negativos. Nesta terça-feira, o clube foi comunicado pela Fifa da perda da pontuação na próxima competição nacional, devido ao não cumprimento da ordem de pagamento, emitida pela entidade em março deste ano, referente à dívida do clube com o Al Wahda, pelo empréstimo de seis meses do volante Denilson

O clube mineiro tinha até esta segunda-feira para realizar o pagamento dos 850 mil euros ao Al Wahda, em valor que beira os R$ 5 milhões na cotação atual. O clube mineiro tentou negociar, através do superintendente jurídico, Kris Brettas, o parcelamento e até um adiamento diretamente com o clube dos Emirados Árabes, mas não obteve êxito. A informação foi inicialmente divulgada pela rádio Itatiaia e confirmada pelo GloboEsporte.com com o clube.

Agora, o clube terá um novo prazo para realizar o pagamento da dívida com o Al Wahda. Se não cumprir o prazo, receberá uma nova punição da Fifa.

O clube mineiro afirmou que ainda não foi notificado da decisão da perda dos pontos, mas estava ciente da possível punição. Os dois candidatos à presidência, inclusive, foram notificados da situação, segundo o clube. CEO do Cruzeiro, Sandro González, explicou como estavam as negociações.

NM com Globoesporte.com
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Por dívidas de multa e premiações, Cabo acionará CSA na Justiça do Trabalho

FOTO: Ailton Cruz
"Estou aguardando há 11 meses". Esta afirmação é do ex-técnico do CSA Marcelo Cabo, sobre a ausência de pagamento de sua multa rescisória e premiações por chegar às quartas de final na Copa do Nordeste 2019 e o título do Campeonato Alagoano da mesma temporada, quando era treinador do time azulino. Tendo em vista a situação e à espera de receber, segundo ele, o que lhe é devido pelo CSA, o técnico - que hoje comanda o maior rival do Azulão, o CRB - decidiu acionar o clube marujo na Justiça do Trabalho.
Ao menos foi o que confirmou à Gazetaweb o advogado do ex-treinador azulino, Fernando Pastor. "O técnico Marcelo Cabo aguardou até o presente momento que o CSA honrasse com o que deve pelo último contrato com o clube, porém, como não ocorreu, a única e última alternativa é levar à Justiça a relação contratual", afirmou Pastor.
De acordo com Marcelo Cabo, todas as premiações por desempenho e multa rescisória estavam previstas em contrato.
Cabo deixou o comando técnico do Azulão em junho do ano passado
FOTO: AILTON CRUZ/GAZETA DE ALAGOAS






















O então técnico azulino assinou o primeiro vínculo com o clube marujo em fevereiro de 2018 e com o desempenho contestado durante o primeiro semestre de 2019, foi demitido no dia 30 de junho daquele ano, após a derrota por 3 a 1, para o Sport, em um amistoso na Ilha do Retiro, no Recife.
Procurado pela reportagem nesta terça-feira (19), o Azulão, por meio de seu presidente, Rafael Tenório, preferiu não se pronunciar sobre o imbróglio.
HISTÓRICO
Após demissão no Figueirense, o treinador acionou o clube catarinense judicialmente e ganhou a causa
FOTO: EDUARDO VALENTE/FRAMEPHOTO/GA






















Esta não é a primeira vez que o treinador aciona um ex-clube judicialmente. Em 2017, Marcelo Cabo foi demitido pelo Figueirense, e após a demissão acionou o clube catarinense na Justiça do Trabalho de Santa Catarina ganhando o processo referente ao 13º salário proporcional, férias proporcionais acrescidas de 1/3, multa rescisória de acordo com o artigo 477 da CLT e FGTS.
Marcelo Cabo chegou ao CSA no início de 2018, após deixar o Resende-RJ, e tinha como missão conquistar o título do Campeonato Alagoano, após dez anos, e chegar à Série A do Campeonato Brasileiro. Ambos objetivos foram conquistados.
O Azulão conquistou seu 38º título Estadual em cima do CRB e o acesso à Primeira Divisão Nacional como vice-campeão brasileiro em 2018. Já em 2019, o técnico conquistou o bicampeonato alagoano chegando ao 39º troféu.
NM com Jean Nascimento
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