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terça-feira, 19 de maio de 2020

Segundo presidente do CSE "não vale a pena o recomeço do Alagoano"

FOTO: AILTON CRUZ
Há 60 dias o futebol alagoano foi paralisado de forma abrupta. Assim como aconteceu em outros Estados e países, as atividades esportivas foram suspensas por tempo indeterminado devido à pandemia do novo coronavírus. Desde então, alguns clubes conseguiram manter seus atletas e funcionários, adotando a redução salarial, mas outros, não. E este é o caso do CSE, que dispensou todos os atletas por causa desta situação.
Em entrevista à Gazetaweb, o presidente do Tricolor, José Barbosa, relatou como está a situação do clube. "Após o último jogo, no empate de 2x2 com o Murici, dispensamos todos os atletas. Então, o clube ficou inativo. Não perdemos os contratos com os atletas, inclusive pagamos o mês de março. E até sexta-feira vamos pagar abril, para ficar tudo legalizado. Além da rescisão contratual", revelou.
Quando o Alagoano foi paralisado, o CSE era o 4º colocado, com sete pontos. Estava atrás do líder Murici, com 12 pontos, e CRB junto do CSA, na 2ª e 3ª posições, respectivamente, com 10 pontos cada.
Desde que o Estadual foi paralisado, os clubes têm se reunido com a Federação Alagoana de Futebol (FAF) em algumas ocasiões para debaterem sobre a possível retomada dos jogos. Porém, nada foi acordado. Apenas CRB e CSA voltaram às atividades, adotando o "home training".
E, de acordo com o mandatário do Tricolor, diante da gravidade, "nem os campeonatos vinculados à CBF vão acontecer até setembro. Não vejo a possibilidade de volta do Estadual. Para retornar alguém tem que dar o aval. A federação não fará isso, pois está em entendimento com a saúde pública estadual". Barbosa ainda falou sobre uma sugestão que está rolando há um tempo: realização do Estadual apenas em dezembro. "Existe uma possibilidade de que a conclusão do Alagoano seja em dezembro. Em seguida, a Copa Alagoas, em 2021, e o Alagoano do ano que vem".
Barbosa avaliou a dificuldade financeira para os clubes, em especial, para alguns do interior, além de salientar que os times que não estão no calendário da CBF não receberam nada "A dificuldade é enorme. Já para Coruripe e Jaciobá, que vão disputar a Série D, eles receberão da CBF R$ 120 mil reais. E os demais clubes, nada", disse o mandatário do Tricolor.
Em resposta, a FAF, por meio da assessoria, afirmou que não havia previsão de ajuda específica da instituição para os clubes "O que foi feito pela Federação, foi insentar os clubes do pagamento de taxas administrativas durante este período sem atividades". Além disso, garantiu que patrocínios do Governo e de outros já estão em dia. "Inclusive, houve alguns adiantamentos para os clubes, além do pagamento da arbitragem, mesmo sem ter os jogos", concluiu.
Com relação a questão salarial, o presidente disse que o valor da folha é repassado pela prefeitura. "Vamos ter que correr atrás da alimentação, academia, médicos e medicação. Tínhamos outros patrocinadores, mas como o Alagoano foi paralisado, alguns pararam de ajudar. Exceto por outros dois, que continuaram a honrar o compromisso com o clube", disse o mandachuva do Tricolor de Palmeira dos Índios. 
Ainda de acordo com Barbosa, salientou a excelência na parceria com a prefeitura "Sempre que precisamos, a prefeitura estava junto. Este é o último mês, e foi garantido que o pagamento será realizado até a próxima sexta-feira", completou.
Com a debandada dos atletas do CSE logo após a suspensão do Estadual, o clube de Palmeira dos Índios teria um grande problema com a retomada da competição, pois teria que formar uma equipe totalmente do zero, utilizando os jogadores que são da cidade.
Barbosa também salientou a preocupação de perder alguns atletas, se outros Estaduais voltarem antes: "Provavelmente vamos perder jogadores. Teríamos que começar tudo do início. Esta é a dificuldade que vamos ter, tanto no âmbito financeiro quanto com contratações. Estou aguardando para ver o que vamos ver. Porque, a situação atual, só nos permite dizer que não vale a pena o recomeço do campeonato", finalizou.
NM com Luiz Caldas
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segunda-feira, 18 de maio de 2020

Supervisor do CRB explica como regularizou reforços durante a paralisação do futebol

O futebol está parado dentro de campo, mas nos bastidores do CRB o ritmo continua acelerado. Se para os jogadores as tarefas ficaram muito tempo paralisadas, para o supervisor do clube, Marcos Lima Verde, elas não deram trégua.

Na última semana, todo elenco do clube foi regularizado e está à disposição do técnico Marcelo Cabo assim que a bola voltar a rolar.

Supervisor do Galo, Marcos Lima Verde conversou com o GloboEsporte.com e disse como tem sido a rotina de trabalho.

- Apesar de o futebol estar parado, esse trabalho de supervisão não tem como parar 100%. Mesmo sem você estar no dia a dia do clube, existe uma série de atribuições, como regulamento, por exemplo, que você tem que estar atualizado, tem prazos, os cartões de todas as competições, jogadores que foram expulsos e faltam ser julgados, novas regras... A supervisão é um setor que não pode estar parado.

O básico da questão é ter a iniciativa de fazer. É ser proativo para a coisa andar.

Sobre as regularizações dos últimos reforços anunciados pelo clube, Lima Verde contou como se deu a ordem para deixá-los todos à disposição do técnico.

- Com relação às regularizações, a partir do momento que a gente soube que as federações estariam trabalhando de forma online, assim como a CBF, a gente partiu para poder ver o primeiro caso, que foi o do Magno. Se tratava de uma transição internacional e a gente conseguiu num tempo hábil regularizar o jogador. O segundo foi o Bill, que veio por empréstimo do Flamengo, e assim por diante. Depois partimos para o Thiaguinho e o Diego Torres, que foram os últimos. Assim, todos os reforços estão aptos.

O supervisor revelou ainda como monta o seu planejamento de trabalho.

- A gente sempre trabalha com a ideia de que terá um jogo amanhã. Então a gente, partindo dessa premissa, adianta tudo e nesse período a gente desenvolveu para antecipar todo o trabalho.

NM com Denison Roma (Texto e foto)
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Governo da Bahia estende suspensão do futebol até dia 2 de junho

FOTO: FELIPE OLIVEIRA/EC BAHIA
Governo da Bahia prorrogou, nesta segunda-feira, o decreto que proíbe a realização de jogos de futebol no estado. A medida anterior vencia nesta segunda-feira, e a proibição agora valerá até o dia 2 de junho. O decreto será publicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira.
De acordo com o decreto, estão suspensas "as atividades que envolvem aglomeração de pessoas, como eventos desportivos, inclusive jogos de campeonatos de futebol, profissionais e amadores religiosos, shows, feiras, apresentações circenses, eventos científicos, passeatas, aulas em academias de dança e ginástica, além, da abertura e funcionamento de zoológicos, museus, teatros, dentre outros".
O Campeonato Baiano está suspenso desde o dia 17 de março. O presidente da Federação Bahiana de Futebol (FBF), Ricardo Lima, afirmou recentemente que não pretende cancelar o campeonato, mas que vai conversar com autoridades estaduais e municipais antes do retorno da competição.
NM com Globoesporte.com
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domingo, 17 de maio de 2020

Clubes alagoanos perdem arrecadação por baixa no número de sócios

A paralisação das atividades por conta da pandemia do novo coronavírus tem criado problemas financeiros em todas as equipes de futebol. Com os clubes de Alagoas não é diferente. Parte da receita anual dos times vem da contribuição dos sócios-torcedores. Mas com o futebol parado e sem previsão de volta, muitos contribuintes deixaram de pagar seus planos.
Em seu blog no Globoesporte.com, PVC afirmou que as equipes que disputarão a Série A do Brasileiro neste ano já contabilizam cerca de 30% de redução de sócios desde o início da paralisação das atividades.
Aqui, a porcentagem é ainda maior. Como a maioria dos planos consiste na fidelização que, automaticamente, garante a entrada do torcedor em partidas do clube, os amantes do esporte deixaram de pagar, pois alegam que não há jogos para que possam ir ao estádio. Além disso, muitos perderam empregos ou tiveram salário reduzido em meio à pandemia.
O presidente do CSA, Rafael Tenório, à TV Gazeta, afirmou que a arrecadação do clube pelo sócio-torcedor caiu cerca de 80% só no mês de abril. Atualmente, no site oficial, a equipe maruja contabiliza pouco mais de 4.500 ativos. Esta marca chegou a atingir quase 10.000 quando o time disputava a 1ª Divisão do Brasileiro, no ano passado.
"Essa queda na arrecadação compromete toda a organização financeira, já que nós tínhamos isso [valor de sócio] como uma receita constante. Lógico que traz um prejuízo grande e nós já começamos a ter dificuldade em honrar com nossos compromissos".
Tenório ainda fez um apelo aos torcedores, destacando a recém mudança do Azulão para o Nelsão, e pedindo para que a 'massa' azulina continue contribuindo. "Se tiver condições, continue ajudando o clube, pagando sua mensalidade, porque, mesmo sem futebol, o CSA tem despesas muito grandes. Nós precisamos da torcida. É uma torcida fiel, que em todos os momentos esteve com o clube, então, não será agora que vai virar as costas", concluiu o mandatário do CSA.
O Azulão tem dez tipos de planos. O mais barato custa R$ 10 e dá descontos em lojas parceiras, mas não garante acesso aos jogos. O mais caro é o Marujo Ouro, atualmente no valor de R$ 140, e dá o privilégio de acompanhar as partidas das cadeiras especiais.
Já no Galo, o diretor de marketing Thales Henrique confirmou que as perdas também foram grandes. Apesar de não chegar a uma baixa como a do rival, ele disse que a diminuição já está sendo sentida.
"Desde o início da pandemia, o clube perdeu cerca de 50% dos sócios adimplentes e isso impacta muito na nossa arrecadação anual. A gente vive um momento de muitas incertezas... Não sabemos quando o campeonato deve voltar, então, o programa de sócio torcedor é importante para fazer a manutenção da nossa estrutura", disse ele, à TV Gazeta.
O CRB, assim como o CSA, tem planos de todos os tipos. Os mais baratos (R$ 15) não dão acesso livre aos jogos, como o plano Diamante (R$ 110), mas, segundo Thales, o que importa mesmo nesta hora é ajudar.
"O que a gente vem pedindo ao sócio-torcedor é que, aquele que não tem condições de manter o plano atual, reduza para outro. A gente tem um plano que custa R$ 15 mensais. É um valor simbólico, mas vai estar contribuindo".
No ASA a situação também é parecida. Apesar de não divulgar números exatos, o coordenador do programa de sócio-torcedor do Fantasma, Jorge Adriano, falou que já percebeu diminuição na arrecadação, mas entende o movimento como normal, devido às condições atuais.
"É natural que haja uma baixa em função da não atividade do clube também da pandemia. Temos, atualmente, um número muito abaixo do que tínhamos antes", disse, à Gazeta de Alagoas.
A equipe alvinegra foi a primeira do Estado a suspender contratos dos jogadores e comissão técnica, mas mantém o quadro de funcionários. Eles estão agora mobilizados na manutenção de sócios-torcedores para não comprometer a arrecadação do time. O menor valor do plano de sócios é R$ 10 e o maior é R$ 100, mas garante vaga no estacionamento do Estádio Coaracy da Mata e a possibilidade de levar mais dois acompanhantes por jogo.
"Temos um projeto de resgate de sócio-torcedor, mas agora não há atividade. A única coisa que estamos fazendo é ligando para cada um e conscientizando sobre a necessidade de manter o ASA vivo, mesmo nesse processo de pandemia, até porque os gastos [da equipe] se mantêm".
Os times ainda não sabem exatamente quanto essa diminuição do número de sócios-torcedores está custando em reais, mas já estão certos de que a receita anual de 2020 deverá ser menor que a do ano passado.
NM co Débora Rodrigues - Fotos: Ailton Cruz
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Ex-gestora do esporte do Estado, Cláudia Petuba, propôs criação de edital para apoio financeiro aos profissionais de Educação Física

A Pandemia do Coronavírus tem causado grandes prejuízos não apenas para a saúde, mas também a economia. Uma das categorias afetadas é da educação física, uma vez que academias e centros de treinamentos estão fechados, além da necessidade de evitar o contato físico entre profissionais e clientes. Diante da crise, a ex-gestora do esporte estadual, propôs a criação de um edital que proporcione auxílio financeiro á uma parcela da categoria.

Ainda como Secretária de Estado do Esporte, Lazer e Juventude, Claudia Petuba iniciou uma série de estudos para auxiliar os profissionais da categoria que estão inativos no momento.

“Em Alagoas nós temos cerca de 5 mil profissionais da área e grande parte deles estão desempregados ou inativos no momento. Diante disso, pensamos em criar um edital que ajude esses profissionais”, afirmou.
A ideia do edital é selecionar entre 100 a 150 profissionais, que comprovem a inatividade durante este período, para receberem o auxílio do Governo de Alagoas, para aplicação de aulas remotas.
“Os profissionais tem respeitado o decreto e as recomendações das autoridades competentes, buscando várias ferramentas para se manterem ativos na profissão. Mas nós sabemos que nada substitui o contato, a proximidade, a orientação e por isso, muitos perderam seus postos de trabalho e precisam de um suporte neste momento”, explicou Petuba.

Dessa forma, com a proposta feita, a Secretaria do Esporte, Lazer e Juventude, que agora tem a frente o Secretário Interino Charles Hebert, está confeccionando um edital, que será encaminhado para a Procuradoria Geral do Estado e se aprovado, terá inscrições abertas entre o final do mês de maio e o começo de junho.

NM com Paulo Chancey Jr.
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