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sexta-feira, 8 de maio de 2020

CRB retorna aos treinamentos através do sistema “home training”

O CRB começou o trabalho de intertemporada  através da sistema “home training” na tarde desta quinta-feira (08). Após um período de férias, os jogadores estão passando pela fase 1 de treinos, elaborado pela comissão técnica regatiana. 
Segundo o presidente Marcos Barbosa, tudo foi planejado para que jogadores possam fazer uma grande preparação nesta intertemporada. “Seguimos com nossos pensamentos e orações para que essa pandemia fique logo para trás. Enquanto isso, vamos trabalhar firme através deste sistema e deixar o nosso elenco com a melhor preparação possível”, afirmou.
Os atletas forma divididos em dois grupos, para um acompanhamento melhor da comissão e diretoria alvirrubra. Através do “home training” os atletas não só passam a efetuar atividades como estivessem no CT, como também proporciona uma melhor interação entre todos.
Para o técnico Marcelo Cabo, importante iniciar este período de preparação com os atletas e começar a recuperar este período com as atividades paralisadas. “Fundamental começar a trabalhar com os atletas e ir preparar o grupo para quando os treinamentos puderem ser presenciais. Temos um excelente grupo de trabalho e agora é intensificar as atividades para fazer o CRB voltar ainda mais forte”, disse ele.
Segundo o vice-presidente de futebol, Thiago Paes, foi gratificante ver a qualidade do trabalho realizado e a empolgação de todos em poder tralharem juntos novamente, mesmo que através do uso da tecnologia. “Os trabalhos não poderiam ter começado de uma melhor forma. Os atletas pegando no pesado, direcionados pela comissão técnica e com todos nós acompanhando de perto cada passo, como se estivéssemos no CT”, disse ele.
NM com Minuto Esportes
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quinta-feira, 7 de maio de 2020

Entenda o que incomodou jogadores em projeto de lei que visa a ajudar clubes na pandemia

 Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
No dia 28 de abril, o Congresso aprovou a tramitação em urgência do Projeto de Lei 2125/2020 que prevê mudanças no pagamento de dívidas dos clubes de futebol junto ao governo e alterações nos contratos de trabalhos dos atletas. Com isso, basta o presidente da Câmara, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) colocar a PL pauta para que seja votada.

O projeto é de autoria do deputado federal Arthur Maia (DEM-BA) e, segundo ele, tem o objetivo de atenuar os problemas econômicos que afetam os clubes, decorrentes da pandemia do coronavírus. Entre os principais itens do projeto de lei está o pedido de congelamento por 12 meses do Profut, que é o refinanciamento das dívidas fiscais dos clubes, e também a redução de 50% do valor pago aos jogadores em caso de rescisão de contrato de forma unilateral pelos clubes.

Na última semana, jogadores de clubes de todo o país participaram de um abaixo-assinado que pedia o veto de alguns itens do projeto de lei, que retiram direitos da categoria. O GloboEsporte.com conversou com Décio Neuhaus, advogado da Fenapaf, que listou os pontos de discordância dos atletas quanto ao projeto:

SUSPENSÃO DO RECOLHIMENTO DO FGTS E IMPOSTO DE RENDA

O parágrafo quatro do artigo 1 pede que, durante seis meses, não sejam recolhidos das entidades deportivas o Imposto de Renda, INSS, FGTS até 180 dias após o fim das medidas de quarentena. Pede também que esses valores sejam acrescidos no saldo devedor do Profut, ou seja, no refinanciamento.

- Imagina, tem jogadores que disputam o Campeonato Carioca e tem contratos sazonais. Então, termina o Campeonato Carioca e o jogador vai sacar o fundo de garantia dele. Aí ele vai lá e não tem fundo de garantia e só vai ser pago no Profut. Somos contra. Aí tira do jogador o imposto de renda. Se desconta o imposto de renda na fonte, então é dele o imposto de renda. Aí o clube que é utilizar. Se o dinheiro é do jogador e vai para União, é da União - defendeu o advogado.

REDUÇÃO DE 50% NO VALOR PAGO APÓS RESCISÃO UNILATERAL

O artigo 6 pretende a redução em 50% da compensação paga ao jogadores quando o clube rescinde o contrato unilateralmente. Hoje, se um atleta, que tem mais dois anos de contrato para cumprir, é demitido por um clube, ele recebe uma compensação equivalente ao salário que receberia ao longo dos dois anos de contrato. Caso o projeto seja aprovado, o atleta passa a receber a metade. No caso do exemplo acima, receberia a compensação equivalente a um ano de vencimentos.

O artigo 7 complementa o anterior ao pedir que essa compensação, já reduzida em 50%, seja paga parceladamente, e a quitação pode ser feita até depois do fim do contrato. Essas propostas também foram duramente criticadas pela Fenapaf.

- Quem estabelece o salário é o clube. Muitas vezes é inconsequência dos dirigentes. O cara contrata sem saber se vai poder pagar e aqui no Brasil o cara é premiado. Não paga, vai para a Justiça. Aí o jogador vai para uma lista na Justiça para receber do clube. O clube tem um tratamento privilegiado em relação aos demais jogadores - considerou Neuhaus.

PERMISSÃO DE CONTRATOS DE TRABALHO DE 30 DIAS

O artigo 8 prevê a possibilidade de as entidades desportivas profissionais celebrarem “contratos de trabalho com atleta profissional por prazo determinado mínimo de 30 (trinta) dias, durante o ano de 2020 ou enquanto perdurar calamidade pública nacional, reconhecida pelo Congresso Nacional, e decorrente de pandemia de saúde pública de importância internacional.”

A Fenapaf concorda que este artigo tenha vigência para a conclusão de competições que já estavam em andamento, como os estaduais. Afinal, em muitos deles, restam poucas partidas para a conclusão. No entanto, a entidade tem receio de que este período de contrato seja aplicado após o fim da pandemia e no começo de competições mais longas, como o Brasileiro. Atualmente, o período mínimo de contrato permitido é de três meses.

- A nossa sugestão ao deputado é botar que só é válido para os campeonatos estaduais, senão vai valer para a Série D, para a Copa do Brasil, vai valer para o campeonato nacional. A gente quer que seja celebrado os contratos de um mês para poder encerrar os estaduais. Tem clube que falta jogar mais duas, três rodadas, então para isso a gente concorda - avaliou o advogado.

Uma das reclamações dos jogadores em relação ao projeto de lei foi a falta de diálogo do autor com a categoria. Após as críticas, na última semana, o deputado Arthur Maia teve uma reunião com Felipe Leite, presidente da Fenapaf, que expôs as discordâncias apontadas acima. O deputado ficou avaliar as questões. Como a matéria ainda não foi votada, é possível que sejam feitas mudanças no texto, é o que espera a Fenapaf.

NM com Ronald Lincoln Jr. — Rio de Janeiro
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quarta-feira, 6 de maio de 2020

CORONAVÍRUS: Governador de RS julga como difícil o retorno do Campeonato Gaúcho

FOTO: RICARDO DUARTE/INTERNACIONAL
Os clubes mais populares do Rio Grande do Sul, Grêmio e Internacional, voltaram a treinar nesta semana adotando medidas de segurança para evitar o contágio do novo coronavírus (covid-19) entre atletas e funcionários. O campeonato estadual segue suspenso, mas a Federação Gaúcha de Futebol (FGF) deu um passo na tentativa da retomada da competição, que está paralisada por tempo indeterminado desde o dia 16 de março.
O presidente da entidade, Luciano Hocsman, se reuniu no Palácio Piratini com o governador Eduardo Leite e apresentou um documento com diretrizes de segurança sanitária elaborado pela FGF. Após o encontro, o chefe do executivo estadual prometeu analisá-lo, mas acredita ser difícil a sua implementação neste momento.
"Vamos avaliar estes protocolos sugeridos pela federação e considerá-los no próximo decreto que vem até a próxima sexta (8). Qual é o grande desafio? É que o campeonato estadual, como acontece em todo o estado, precisa de uma regra uniforme no território e o protocolo não vai pela uniformidade, mas pela regionalidade, ou seja, cada região vai ter uma bandeira, e cada uma poderá ter que, consequentemente, obedecer, em uma semana, regras mais rigorosas que uma outra região. O que poderá significar que o campeonato teria que, eventualmente, em uma região, seguir um protocolo diferente da outra, e isso gera uma desigualdade, uma falta de uniformidade, o que pode comprometer as condições de se fazer a competição".
Sabendo das circunstâncias de incerteza e da dificuldade para liberação, o mandatário da federação concluiu que a conversa foi oportuna para mostrar um projeto de viabilidade do estadual.
"Não foi uma proposta, foi uma situação de protocolo, uma minuta, para ser apresentada ao governador e para ser debatida com ele e com seu gabinete de crise", relatou o mandatário da Federação.
Eduardo Leite ainda explicou que, caso o campeonato seja liberado para reiniciar, duraria aproximadamente dois meses para ser concluído, tempo considerado longo, tendo em vista que restam poucas partidas para encerrar a competição: "Levaria, talvez, até 2 meses para ser concluído, entre o tempo preparatório de remobilização, os treinos e o período necessário para os jogos. É absolutamente impossível neste momento conseguir fazer uma projeção do que teremos efetivamente nos próximos 2 meses".
Mesmo que seja autorizada a disputa das partidas, o governador descarta a possibilidade da presença público: "Seguramente sem público, qualquer atividade com reunião de grande número de pessoas nós só vemos possibilidade no pós-pandemia".
NM com Agência Brasil
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terça-feira, 5 de maio de 2020

Rogério Caboclo manda liberar mais um aporte de R$ 900 mil aos árbitros da CBF

FOTO DIVULGAÇÃO CBF
Rio – Em razão da pandemia causada pelo coronavírus no país, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), anunciou há pouco que irá destinar a partir de amanhã mais um aporte de R$ 900 mil aos árbitros que fazem parte do quadro nacional. A medida foi determinada pelo presidente Rogério Caboclo, no sentido de ajudar a categoria nesse momento de crise financeira causada pela interrupção das competições nacionais em razão da proliferação do coronavírus no país.
O anúncio foi feito há pouco pelo presidente da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF), Salmo Valentim, em seu twitter. “O presidente da CBF, Rogério Caboclo, acabou de liberar mais um aporte na ordem de pouco mais de R$ 900 mil aos árbitros do quadro nacional. A medida ajudará boa parte da categoria que foi afetada economicamente com a paralisação das competições nacionais”, disse.
Essa é a segunda ajuda financeira em caráter de antecipação de taxas que a CBF destina aos árbitros. No mês passado, Rogério Caboclo já havia liberado outros R$ 900 mil que com a nova soma, chegam a quase R$ 2 milhões de antecipação para os árbitros brasileiros. Medida que confirma o compromisso do dirigente de fortalecer e apoiar a arbitragem.
Assim que a notícia foi divulgada pela entidade classe, árbitros e auxiliares comemoraram a ajuda do presidente da CBF nas redes sociais. “Além de receber novamente esse apoio financeiro da CBF, pela primeira vez em tantos anos de carreira tenho a certeza de que serei escalado quando a pandemia passar”, comemorou um árbitro da Região Sul.
A decisão do presidente Rogério Caboclo em apoiar a arbitragem brasileira no momento em que o mundo assiste aflito aos impactos causados pela Covid-19, aumenta cada vez mais o seu prestígio não só diante da opinião pública, como também, entre os árbitros que já o apontam como o melhor presidente na história da CBF.
NM com Tribuna do Apito
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CRB e CSA ainda não divulgaram seus balanços financeiros de 2019

Seis clubes da elite do futebol brasileiro não apresentaram as demonstrações financeiras referentes a 2019, incluindo o CSA. Além da Série A, nove clubes da 2ª Divisão do Brasileiro também não divulgaram o balanço, entre eles, está o CRB. O prazo final para a publicação foi na última quinta (30).
Em entrevista à Gazetaweb, o presidente do CRB, Marcos Barbosa, afirmou que os documentos já estão prontos e a publicação depende apenas da aprovação do Conselho Deliberativo. "É algo de Conselho. Tem que ser aprovado pelos conselheiros. Nossas contas foram aprovadas pelo Conselho. Basta apenas ser sancionado (balanço) numa reunião após o fim da pandemia", disse o mandatário regatiano.
O dirigente do Regatas confirmou que as certidões estão em dia. "Todas as certidões de FGTS e INSS estão em dia. Já foram aprovadas pelos gestores", concluiu Marcos Barbosa.
Pelo lado do CSA, o presidente do Conselho Deliberativo, Raimundo Tavares, comentou que a publicação das demonstrações financeiras do clube se dará somente após este período de isolamento provocado pelo novo coronavírus (Covid-19).
OUTROS CLUBES
Segundo informou o Globoesporte.com, além do CSA outros cinco times da Série A não apresentaram as demonstrações financeiras: Atlético-MG, Avaí, Chapecoense, Corinthians e Cruzeiro. Vale notar que os quatro times rebaixados da elite do futebol brasileiro em 2019 estão na lista. Muito disso se nota pela desorganização interna dos clubes, tratando-se de sistemas e controle de finanças.
Na Série B a situação é alarmante, pois a metade dos clubes que disputaram a segunda divisão não apresentou os documentos. Junto do CRB estão: RB Bragantino, Brasil de Pelotas, Coritiba, Cuiabá, Figueirense, Londrina, São Bento e Vitória.
Entretanto, no Red Bull Bragantino, segundo o Globoesporte.com, o balanço está pronto e foi encaminhado à Federação Paulista de Futebol (FAF) para ser publicado no site da entidade.
LEIS BRASILEIRAS
Em vigor desde 1998, a Lei Pelé é a legislação que rege o esporte no País. Ela determina que as entidades de prática esportiva que empregam atletas profissionais, independentemente de serem associações civis sem fins lucrativos ou empresas, publiquem suas demonstrações financeiras em sítio eletrônico próprio até 30 de abril do ano seguinte. Os balanços necessitam estar de acordo com o padrão e critérios impostos pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), além de uma avaliação por uma auditoria externa.
Caso os documentos não sejam publicados, os clubes entram em rota de choque com outra lei: Profut. O programa do governo federal funciona o refinanciamento de dívidas fiscais. Em 2015, maioria dos clubes que atuam nas divisões mais altas do futebol brasileiro concordaram.
De acordo com Globoesporte.com, em troca de descontos em multas, juros e encargos, além de prazos prolongados em até 20 anos para pagar impostos que não recolheram por décadas, clubes tiveram reforçada a obrigação da publicação dos balanços em site oficial. Podendo ocasionar também a exclusão do clube no programa e a decorrente perda de todos os benefícios.
NM com Luiz Caldas
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