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terça-feira, 5 de maio de 2020

Presidente do CSA diz que futebol só deve voltar em julho: "Maio será perdido"

 Foto: Augusto Oliveira/CSA
O cenário do futebol é preocupante para os dirigentes de clubes. Presidente do CSA, Rafael Tenório conversou com o GloboEsporte.com nesta segunda e falou sobre a realidade enfrentada pelos times alagoanos. Ele acha que o futebol só deve recomeçar em julho.

- A situação é muito grave. O mês de maio, praticamente, será perdido de novo.

Sobre o futuro financeiro do CSA, Tenório não fez uma projeção animadora. Ele também falou sobre o Campeonato Alagoano.

- A tendência, não é só no futebol, é empresas quebrarem, muitos postos de empregos serem fechados. Honestamente, o estadual já foi, isso na minha concepção. Os patrocinadores todos suspensos e, enquanto a gente puder, vai honrar os nossos compromissos. Na hora que não der mais, para. Hoje, pagamos a todos nossos funcionários o mês de abril e a CLT dos jogadores.

Temos dinheiro para segurar mais um mês. Ninguém vive sem receita.

O dirigente afirmou ainda que essa situação não é a realidade apenas de Alagoas.

- Tudo muito difícil, sem previsão de nada. Na minha concepção, esse negócio só vai voltar lá para julho. Eu estou olhando de forma normal. Agora é esperar. A situação é igual para todos os clubes. Nenhum clube de futebol tem dinheiro em caixa para estar pagando despesas, salários, essas coisas todas, sem receita.

A última partida do CSA foi a vitória contra o Freipaulistano, no dia 15 de março, pela sétima rodada da Copa do Nordeste. Logo depois, as competições foram paralisadas e o clube deu férias aos jogadores. O retorno estava marcado para o dia 30 de abril, mas a pandemia do novo coronavírus ainda não permitiu a retomada do futebol.

NM com Denison Roma
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Seis clubes da primeira divisão descumprem leis ao não publicar demonstrações financeiras de 2019. Quadro é pior na Série B

 Foto: Marcos Ribolli
Apesar de o prazo legal ter terminado em 30 de abril, quinta-feira passada, seis clubes do Campeonato Brasileiro não publicaram suas demonstrações financeiras referentes a 2019. Os respectivos dirigentes ferem duas leis diferentes – Lei Pelé e Profut – e ameaçam as entidades a sofrer punições. Também se sujeitam a sanções pessoalmente.

Entre integrantes da primeira divisão nacional em 2019, os quatro rebaixados aparecem na lista dos que não apresentaram seus balanços.


Não por acaso. A preparação das demonstrações financeiras depende da organização interna, em termos de sistema e controle de suas finanças. Clubes desorganizados são expostos quando não cumprem o básico.

Na segunda divisão, o quadro é ainda pior. Dos 20 clubes que disputaram a Série B na temporada passada, metade não publicou balanços em sites oficiais, como manda a legislação brasileira.

No caso específico do Red Bull Bragantino, o balanço está pronto e foi enviado à Federação Paulista de Futebol (FPF) para a publicação em seu site. Até a publicação desta reportagem, a entidade não havia colocado o documento no ar. O site do clube está em reconstrução.

Atualização: Horas após a publicação desta reportagem, a federação paulista publicou em seu site os balanços do Botafogo-SP e do Oeste. O Operário-PR, por sua vez, atualizou a sua página de transparência com o documento mais recente.

O que dizem as leis brasileiras


Sancionada em 1998, ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso, a legislação que rege o esporte brasileiro é a Lei Pelé – que leva este nome também por causa dos esforços do então ministro extraordinário do Esporte, Edson Arantes do Nascimento, para colocá-la em prática.

A lei obriga entidades de prática esportiva que empregam atletas profissionais, independentemente de serem associações civis sem fins lucrativos ou empresas, de publicar suas demonstrações financeiras em sítio eletrônico próprio até 30 de abril do ano seguinte.

Os balanços precisam seguir padrões e critérios estabelecidos pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), além de ter sido verificados e avaliados por uma auditoria independente e externa.

– Caso não entregue neste prazo, a legislação sujeita os dirigentes destes clubes à inelegibilidade, por cinco anos, para cargos ou funções eletivas ou de livre nomeação em qualquer entidade ou empresa direta ou indiretamente vinculada às competições profissionais da respectiva modalidade desportiva – explica Carlos Aragaki, coordenador da Câmara dos Contadores no Ibracon (Instituto dos Auditores Independentes do Brasil).

A não publicação das demonstrações financeiras ainda deixa os clubes em discordância com outra legislação. Em 2015, a maioria dos clubes de futebol dos escalões mais altos aderiu ao Profut, programa do governo federal para refinanciamento de dívidas fiscais.

Em troca de descontos em multas, juros e encargos, além de prazos prolongados em até 20 anos para pagar impostos que não recolheram por décadas, clubes tiveram reforçada a obrigação da publicação dos balanços em site oficial. Sob risco de novas penalidades, entre elas a exclusão do programa e a decorrente perda de todos os benefícios.

As desculpas dos dirigentes


Procurado pelo GloboEsporte.com, o Corinthians alegou por meio de sua assessoria que publicará o documento somente depois que for analisado pelo Conselho Fiscal e votado pelo Conselho Deliberativo.

Chapecoense procurou espontaneamente o blog para se posicionar. O clube afirma que estava marcada para 15 de abril a apresentação das demonstrações para o Conselho Deliberativo, porém, por causa da quarentena da Covid-19, a reunião foi postergada. A publicação dos documentos no site oficial acontecerá somente após a reunião.

Razão semelhante foi usada pela diretoria do Avaí em nota recente. A agremiação declarou que a apreciação das contas pelo Conselho Deliberativo ocorre geralmente até 30 de abril, no entanto a pandemia do novo coronavírus impediu a reunião dos conselheiros. Eles preferiram não deliberar pela internet para não prejudicar o debate.

A legislação brasileira não exige, no entanto, que as demonstrações financeiras sejam apreciadas por quaisquer instâncias políticas antes da publicaçãoDirigentes não precisam aguardar pela deliberação de conselheiros para dar transparência às contas.

No Corinthians, o pretexto para adiar a publicação do balanço inclui uma Medida Provisória recente. O ex-deputado Antonio Goulart, presidente do Conselho Deliberativo, afirmou em carta enviada aos conselheiros corintianos que a reunião para apreciar as contas de Andrés Sanchez seria adiada em função da pandemia. Segundo Goulart, a decisão está respaldada em MP editada pelo governo em março deste ano.

– Considerando ainda o disposto no art. 1º da Medida Provisória nº 931, de 30 de março de 2020, que autoriza sociedades anônimas a realizar suas assembleias gerais ordinárias no prazo de sete meses, a contar do término de seu exercício social, aplicável, por analogia, aos clubes esportivos, diante da anormalidade existente – escreveu Antonio Goulart, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians.
O Corinthians é uma associação civil sem fins lucrativos, portanto não está incluído na MP editada pelo governo para ampliar prazos de sociedades anônimas, companhias limitadas e cooperativas.

Como não foram beneficiados pela MP, os clubes fizeram em 20 de abril um pedido à Casa Civil para que tivessem o prazo estendido até 31 de julho. O documento contém a assinatura de Roberto Gavioli, presidente da Associação Brasileira dos Executivos de Finanças dos Clubes de Futebol (Abeff). Ele é gerente financeiro do Corinthians.

Os clubes ainda não receberam do governo uma resposta para o pedido, de acordo com fontes consultadas pelo blog. Mesmo assim, escolheram não cumprir a lei em relação à publicação do balanço.

Em Minas Gerais...


A diretoria do Cruzeiro afirma que ainda não conseguiu finalizar as demonstrações financeiras referentes a 2019. Houve uma transição política no término da temporada, após o rebaixamento. A diretoria de Wagner Pires de Sá e Itair Machado renunciou e deu lugar a um conselho gestor provisório, formado por empresários e conselheiros.

– Apenas em fevereiro deste ano o Cruzeiro teve as contas de 2018 aprovadas, assim mesmo com ressalvas, e vários documentos, incluindo o balanço, precisaram ser refeitos. Tudo isso gerou um retrabalho muito grande, sendo necessária também a revisão da maior parte do balanço de 2019. Além da grave crise pela qual o clube passou recentemente, há ainda o efeito pandemia do coronavírus, com férias e suspensão de contratos, o que reduziu o número de colaboradores. Uma força-tarefa está trabalhando no documento, para apresentá-lo ao Conselho Fiscal o mais breve possível – diz a diretoria provisória em nota enviada ao blog.

No Atlético-MG, a justificativa para a não publicação do balanço é a demora para tomar uma decisão sobre a contabilização da venda do shopping Diamond Mall, cujo dinheiro será usado para a construção de estádio. A venda do empreendimento foi efetivada somente em janeiro de 2020 e envolve o recebimento de cerca de R$ 290 milhões.

– Este número muda totalmente a estrutura do balanço. Por lei, tenho que fazer uma nota de evento subsequente explicando esse evento. Mas tínhamos uma carta de fiança que cumpria condicionantes. Devo colocar os efeitos da venda no balanço até 31 de dezembro? Esta nota é extremamente relevante, pois muda a estrutura patrimonial, ativo, passivo, resultado. A gente submeteu a dúvida ao auditor para saber como contabilizar, acabei envolvendo outros dois auditores de Big Four para saber o caminho correto a seguir – explica Paulo Braz, diretor financeiro alvinegro, por telefone ao GloboEsporte.com.

O executivo atleticano afirma estar comprometido com a publicação das demonstrações financeiras o mais rápido possível. Ele diz estar "apertando" os auditores para que os pareceres sejam entregues. A decisão sobre o caso caberá ao presidente Sérgio Sette Câmara.

NM com Blog do Rodrigo Capelo 
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segunda-feira, 4 de maio de 2020

Cabo aguarda posição do governo e lembra que prioridade é a saúde pública

FOTO: AILTON CRUZ
O técnico do CRB, Marcelo Cabo, conversou com a Gazeta de Alagoas, nessa segunda-feira (4), e comentou a atual situação vivida no Brasil - e no mundo -, com a pandemia do novo coronavírus, bem como o possível retorno das atividades do futebol.
Na última semana, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) orientou às federações e aos clubes a retomarem as atividades nesta semana. A Federação Alagoana de Futebol (FAF) reuniu os representantes alagoanos na última quinta-feira (30) e discutiu a possibilidade, mas explicou que aguarda um posicionamento do Governo do Estado, da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau-AL) e do Ministério Público Estadual (MPE-AL).
Cauteloso, Marcelo Cabo lembrou o avanço da doença no Estado e defendeu o retorno das atividades somente de acordo com as ordens dos órgãos competentes. "Estamos aguardando. Na última sexta-feira (1), a Sesau emitiu uma nota dizendo que não tem uma data prevista para a volta das atividades e sabemos que nesta última semana os casos estão aumentando em todo o Brasil, está caminhando para o pico", comentou o treinador regatiano.
NÚMEROS
Cabo ressaltou a importância de pensar na saúde pública neste momento
FOTO: GUSTAVO HENRIQUE/CRB

























De acordo com o boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, nessa segunda-feira (4), Alagoas contabiliza 1.538 casos confirmados e 72 mortes.
Com isso, o comandante regatiano frisou que, neste momento, a importância se dá à saúde da população e em atender às recomendações dos órgãos competentes. 
"É hora de muita prudência e muita atenção, devido à última semana. Que tenhamos muita atenção com a saúde de todos. Vamos esperar que a Sesau acompanhe tudo isso e que possa sinalizar o nosso futuro", disse Marcelo Cabo.
DEFENDE ISOLAMENTO SOCIAL
O treinador, que vem cumprindo o isolamento social em sua residência em Maceió, com a família, lembrou que esta medida terá que continuar sendo cumprida pelos alagoanos para que a pandemia da Covid-19 se finde. 
"Só resta fazer nossa parte, praticando o distanciamento social, que não é fácil, mas a prioridade é a saúde de todos. Vamos continuar cumprindo nossa quarentena e aguardar que os órgãos nos de um norte para o retorno das atividades", encerrou o técnico Marcelo Cabo. 
NM com Jean Nascimento
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Após férias coletivas, jogadores do CSA retornam aos treinamentos 'virtualmente'

ASCOM CSA 
As férias coletivas dos jogadores do CSA acabaram no último dia 30 de abril. Desde então, os jogadores aguardam os próximos passos para retornar ao clube. Enquanto aguardam a liberação, o clube começou, nesta segunda-feira (4), a usar videoconferência para que o técnico Eduardo Baptista e a comissão técnica passem orientações e analises táticas aos atletas azulinos.
Nos encontros, o grupo analisa as partidas realizadas nesta temporada, como o posicionamento ofensivo dos jogadores durante uma partida realizada em 2020. 
Além disso, o preparador físico Caio Gilli e o fisiologista Cleber Queiroga orientarão sobre treinos físicos. Outra atividade programada para esta semana é uma palestra com a Nutricionista, Anna Raphaela.
RETORNO PRESENCIAL
A volta das atividades no futebol foi discutida na última semana pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a Federação Alagoana e os clubes do Estado. No entanto, o retorno foi rechaçada pelos órgãos de saúde devido ao avanço da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Alagoas já soma 1.538 casos confirmados e 72 óbitos em decorrência do vírus, de acordo com a Secretária de Estado da Saúde (SESAU), nesta segunda-feira (4).
Através da assessoria de imprensa, o volante Jean Kleber falou sobre o assunto. Ele se mostrou esperançoso em relação ao retorno dos treinamentos, mas lembrou que isto precisa acontecer em um momento seguro para todos.
"Nossa expectativa é muito boa para retornar. Claro que com segurança para todos os envolvidos. Espero que tudo saia como estamos planejando para que o futebol possa retornar aos poucos, com tranquilidade. Vamos torcer muito para que tudo se normalize em breve", disse.
NM com Jean Nascimento
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Jaciobá de Pão de Açúcar usa ajuda financeira da CBF para quitar dívidas

Fala, turma! Por ser um dos representantes do estado de Alagoas no Campeonato Brasileiro Série D deste ano, o Jaciobá, da cidade de Pão de Açúcar, recebeu a quantia de R$ 120 mil da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
O dinheiro, disponibilizado também para todas as outras equipes participantes da quarta divisão do Brasileirão, é um aporte financeiro da entidade, devido à paralisação do calendário de competições por conta da pandemia da Covid-19.
Durante uma live realizada no Instagram do ?Azulão do Sertão?, o vice-presidente do Conselho Deliberativo do Jaciobá, Giusepe Gomes, afirmou que todos os compromissos do mês de março foram honrados pela equipe e, inclusive, pagaram algumas dívidas decorrentes da administração anterior.
 "Também usamos parte do dinheiro para comprarmos um terreno ao lado do Estádio Elísio da Silva Maia, onde iremos construir uma saída de emergência, que era uma das exigências para podermos mandarmos nossos jogos em casa".
Ainda de acordo com o vice-presidente, a direção do clube está "trabalhando firmemente para a ampliação da arquibancada e a construção de novos vestuários. Além dos nossos esforços, também contamos com a ajuda de pessoas de Pão de Açúcar, que doam um saco de cimento, que, para gente tem muito valor.
 "Com a quitação dos débitos e compra do terreno, guardamos a terceira parte do dinheiro para as despesas que irão surgir no Campeonato Brasileiro Série D. Como por exemplo, a CBF só paga o transporte a partir de Maceió".
NM com Blog do Juliano Rodrigues
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