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segunda-feira, 27 de abril de 2020

Dirigente do ASA, Celso Marcos considera inviável o retorno do estadual em 2020

Foto: Reprodução/TV Gazeta
O ASA melhorou o calendário de 2021 ao vencer a Copa Alagoas. Está de volta à Série D. A competição estadual também dá direito ao clube de disputar contra o terceiro colocado do Alagoano uma vaga na Copa do Brasil. Mas, fica a pergunta, haverá esse confronto?

Futuro presidente do ASA, Celso Marcos acha que não. Em entrevista avisou que, mesmo que o futebol retorne em 2020, a logística não bate, pois o clube suspendeu os contratos de seus jogadores.

Além disso, a crise afastou os patrocinadores.

- A gente não tem como botar o pé no pescoço do empresário e dizer a ele para deixar de dar prioridade ao serviço dele para nos dar prioridade. É toda uma logística extremamente complicada. Eu não sei que viabilidade a gente vai encontrar para fazer isso. Foi gasto dinheiro para mandar todo mundo para casa e, agora, para trazer de novo, para toda retomada, fica complicado. Sem falar na crise, patrocinador sem ofertar dinheiro.

A fala do dirigente é um problema que a maioria dos clubes brasileiros terá que enfrentar, principalmente os de divisões inferiores do Brasileiro.

O ASA está prestes a ter uma mudança no cargo administrativo mais alto do clube. Moisés Machado pediu afastamento e, até as eleições chegarem, em novembro, quem assume é o vice Celso Marcos.

O futuro presidente confirmou que, a depender de seus planos, não existe possibilidade do clube voltar a campo ainda este ano.

- A viabilidade é praticamente nula. Para quem já está em uma situação precária, não só o ASA, mas boa parte dos clubes, a situação é complicadíssima. É uma coisa a ser analisada.

A reunião para selar a substituição no cargo executivo do clube aconteceu de forma breve, mas ainda faltam detalhes a serem acertados.

NM com Lucas Mendes


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Em meio à pandemia, FAF estuda formas para retomar Campeonato Alagoano

FOTO: DIVULGAÇÃO/FAF
A Federação Alagoana de Futebol (FAF) reuniu um grupo de médicos através de videoconferência, na tarde desta segunda-feira (27), para debater ideias sobre o retorno dos treinamentos dos clubes e, posteriormente, do Campeonato Alagoano. 
Por meio de protocolo, que deverá ser feito nos próximos dias, a entidade buscará colocar médicos especialistas da pandemia do novo coronavírus, para realizarem acompanhamentos no dia a dia dos clubes. Durante este processo, os profissionais da saúde irão verificar o distanciamento e o isolamento social, de acordo com as normas da Organização Mundial da Saúde (OMS). 
Além disso irá permitir a estadia apenas de pessoas essenciais para a realização dos treinamentos, bem como promover testes nos atletas, na comissão técnica e nos funcionários das equipes, caso seja necessário. 
Quanto às partidas, o regulamento de concentrações deverá ser alterado. Ao invés de as equipes estarem em concentração apenas um dia antes da realização do jogo, o elenco precisará se concentrar por uma semana nas dependências dos clubes, isso para que se evite o contato com outras pessoas. 
Segundo a assessoria da entidade alagoana informou à Gazetaweb, por meio do jornalista Allan Jonnes, a FAF visa limitar a quantidade de pessoas presentes nos jogos entre os profissionais essenciais para o andamento do jogo, como atletas, comissões técnicas, dirigentes, e com os portões dos estádios fechados para as torcidas. 
Ainda segundo Allan Jonnes, todas essas discussões ainda estão no âmbito de estudos, pois ainda não há nada definido quanto à retomada dos treinos, bem como dos jogos.
ENTREGA AOS ÓRGÃOS COMPETENTES
No entanto, após a elaboração do documento, ele informou que a Federação Alagoana encaminhará o mesmo para o Governo do Estado, a Secretaria de Estado de Saúde de Alagoas (Sesau-AL) e Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE-AL) para a respectiva avaliação dos órgãos, assim como o possível aval para que ocorra o reinício das atividades.
Estão participando do grupo de trabalho pela FAF, além do presidente Felipe Feijó, o diretor administrativo, Júnior Beltrão; o diretor de Competições, Luciano Sampaio; e o corpo jurídico da entidade, formado pelas advogadas Larissa Calheiros e Leiliane Marinho. 
NM com Jean Nascimento
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Clubes da Série B pedem à CBF aporte de R$ 60 milhões em carta assinada

FOTO: CAHÊ MOTA
Direitos de transmissão, verba do legado da Copa do Mundo e manutenção do calendário. São esses os pedidos dos clubes da Série B à Confederação Brasileira de Futebol, incluindo CSA e CRB, em carta entregue na última semana, com o objetivo de minimizar os efeitos econômicos da paralisação por conta da Covid-19.
Além da manutenção do pagamento dos direitos de transmissão, os 20 clubes solicitaram um aporte de R$ 60 milhões, que seriam divididos de forma igualitária. O recurso, segundo o documento, seria retirado do "Legado da Copa", verba destinada pela Fifa à CBF, para que o Brasil, que sediou a Copa do Mundo de 2014, investisse na infraestrutura do esporte.
De acordo com o documento, para ter acesso ao dinheiro, os clubes precisariam aceitar uma das duas condições estipuladas:
1. Comprovação, em 24 meses, da utilização de 50% do recurso na melhoria da infraestrutura das categorias de base e futebol feminino; ou
2. A título de empréstimo, a ser pago durante as temporadas de 2021 e 2022, com juros sendo aplicado em melhorias nas categorias de base ou futebol feminino.
Por fim, os clubes mantiveram o desejo de que a Série B seguisse sendo disputada com 38 rodadas, em pontos corridos. O documento foi assinado por todas as 20 equipes da segunda divisão. Até o momento, a CBF não se posicionou sobre o caso.
O que é o Fundo do Legado da Copa
Por ter sido país-sede da Copa do Mundo de 2014, o Brasil tem direito a um fundo disponibilizado pela Fifa, para que o país investisse na infraestrutura do futebol.
Em janeiro de 2019, a CBF publicou que utilizaria U$ 34 milhões, dos U$ 100 milhões disponíveis no fundo durante a temporada. Com isso, a ideia dos clubes é que a entidade máxima do futebol brasileiro tente a liberação, junto à Fifa, para que parte do dinheiro seja usado para socorrer as equipes, que sofrem por conta da parada do futebol em decorrência da pandemia causada pela Covid-19.
NM com Globoesporte.com
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Representante do CRB no grupo de trabalho da FAF sugere data para retorno do futebol

Nesse domingo, a Federação Alagoana de Futebol anunciou a criação de um grupo de especialistas para elaboração de um plano para retomada das atividades. Um dos integrantes é o médico Luiz Fernando Barros, representante do CRB.

Ele falou com o GloboEsporte.com sobre o trabalho do grupo, elogiou a atitude do presidente da FAF, Felipe Feijó, e opinou sobre o retorno das atividades dos clubes alagoanos.

- Primeiro, acho muito importante essa atitude da FAF em criar esse grupo de trabalhos. Na minha visão, a partir de metade de maio, a gente deve ter uma curva de achatamento nos índices da doença. Então, a gente deveria fazer uns exames prévios em todos os profissionais dos clubes. O primeiro a ser feito é o que detecta se o paciente teve algum contato com alguém infectado. A partir daí, você começa a fazer a separação de quem estaria apto para retornar e quem não - disse, projetando uma data justificável para retomada dos trabalhos.

- Imagino que a partir da segunda metade de maio (dia 15) os clubes devem voltar aos treinamentos para no início de junho o Campeonato Alagoano ser retomado. Para o Campeonato Brasileiro, que tem uma logística bastante diferente, talvez não seja possível começar agora - afirmou o médico.

Para o estadual, imagino que junho já é uma data possível para retorno. Se as coisas ficarem na base da incerteza, o problema pode durar anos.

O médico defende também medidas restritivas no reinício da competição.

- Vejo como alternativas iniciais jogos sem público, exames nos profissionais da imprensa que irão trabalhar nas partidas, acompanhamento diário dos clubes junto aos seus profissionais para monitoramento rígido da qualidade da saúde de todos eles... Isso, sem falar no comprometimento de todos em passar as informações verídicas.

O grupo criado pela FAF volta a se reunir, por virdeoconferência, nesta segunda-feira. Após o entendimento do grupo, será criado um Plano de Retomada do futebol alagoano.

NM com Denison Roma


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sábado, 25 de abril de 2020

Barbarotti diz que Alecsandro assinou termo de compromisso e explica acordo

O CSA entrou em acordo com o atacante Alecsandro, mas a renovação ainda não acontecerá neste primeiro momento. Em conversa com a imprensa no final da tarde desta sexta-feira (24), o executivo de futebol do CSA, Marcelo Barbarotti, explicou como se deu o acerto com o jogador.
"Não é a renovação (de contrato) e, sim, um termo de compromisso para quando voltar o futebol. Quando as atividades voltarem, aí sim, renovaremos", explicou o dirigente azulino.
O contrato do atleta será encerrado no próximo dia 30 e durante o mês de abril as duas partes iniciaram a negociação para extensão do vínculo. No CSA desde julho de 2019, Alecsandro atuou 21 vezes e marcou três gols.
Barbarotti explicou ainda que o jogador não abriu mão dos salários e, sim, que ao término do atual contrato ele ficará sem vínculo. "Ele não abriu mão de salário, ele simplesmente vai ficar sem contrato. Se o futebol voltar daqui a dez dias, o contrato volta normalmente, mas, se voltar só daqui a dois, três meses, quando retornar é que ele terá um novo contrato. O atual contrato vai até o dia 30 e não é que ele abriu mão do vínculo, ele vai ficar sem contrato e só terá um novo contrato quando o futebol voltar", explicou o gestor de futebol do Azulão.
Procurado pela reportagem, Alecsandro não respondeu sobre o tema abordado.
De acordo com o Globoesporte.com, o presidente da Federação Alagoana de Futebol (FAF), Felipe Feijó, estuda a possibilidade de retomar o campeonato estadual com medidas restritivas, assim que possível. 
Sobre isso, o dirigente também comentou. "Ele está preparando um plano de retorno para quando acontecer uma liberação dos órgãos superiores. Nosso dever, enquanto federação e clubes, é estar pronto para quando estiver liberado com protocolo médico e as devidas condições para funcionários e atletas", comentou.
Marcelo Barbarotti tem participado de reuniões com a CBF e os demais clubes brasileiros para analisar a volta do futebol e sobre este assunto ele ressaltou que ainda não existe previsão de retorno das atividades.
NM com Jean Nascimento 
FOTOs: AUGUSTO OLIVEIRA/ASCOM CSA
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