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terça-feira, 16 de julho de 2019

Referência no ASA, técnico Vica analisa crise e aponta caminhos para reconstrução do clube

O ASA vive um momento triste de sua história. Não tem mais calendário em 2019. Atravessando uma severa crise financeira, o clube não é, nem de longe, aquela equipe que despontou no cenário nacional entre os anos de 2009 e 2011.

Um dos responsáveis pela ascensão do ASA foi o técnico Vica. Em Arapiraca, ele marcou época, conquistou dois títulos alagoanos e elevou o patamar do clube no Campeonato Brasileiro. Da Série C para a B. O treinador conhece como poucos o Alvinegro.

Vica não quis falar muito sobre o momento, disse que acompanha pouco. De sua passagem, tirou lições e memórias marcantes.

- O primeiro ato positivo daquela época: eu fiquei três anos e meio, quase quatro anos. Eu lembro muito bem daquela época e acho que o ponto principal de tudo foi o entendimento entre comissão técnica e diretoria. A diretoria fazia o planejamento, organizava a parte financeira... Durante o tempo que fiquei aí o ASA nunca atrasou salário, esse era um ponto forte do ASA. Quando você saía para contratar algum jogador, o clube já tinha uma fama de bom pagador. Isso é muito importante e torna fácil de reforçar a equipe - lembrou Vica.
- Existia esse planejamento de quanto poderia gastar. A organização da diretoria era muito grande, o pessoal era muito unido e quem chefiava o departamento de futebol na época era o Zé da Danco. Quando eu cheguei, o presidente era o doutor Celso (Marcos), ainda muito jovem, mas cheio de vontade. Então, tinha uma diretoria bastante atuante e deixava comissão técnica trabalhar porque confiava no nosso trabalho.

Essa organização fora de campo refletiu dentro das quatro linhas. Para ele, o ASA deu um salto antecipado.

- Com o passar do tempo, nós adiantamos em um ano o nosso planejamento. De 2009 para 2010, nós não tínhamos ainda a ideia de subir para a Série B, mas antecipamos um ano. Mesmo assim, com organização, fizemos um bom campeonato e começamos a nos preocupar com a estrutura física, que era o centro de treinamento.Esse terreno foi adquirido, foi feito trabalho de irrigação e acho que falta muito pouco para o ASA ter o seu centro de treinamento, embora pequeno, mas em condições de o clube fazer os seus trabalhos e não precisar ficar saindo para localidades mais distantes como fazíamos na época, quando nós íamos muito para a cidade de Junqueiro.

Vica disse que, com os resultados acontecendo dentro e fora de campo, o modelo de gestão do ASA despertou a atenção dos grandes clubes da capital.
- Eu lembro que na época em que ASA comprou esse terreno para o seu CT, CSA e CRB não tinham seus centros de treinamentos como têm hoje. Então, eu acho que, de um lado positivo, o ASA abriu os olhos de CSA e CRB. A partir dali, eles pensaram assim: "Opa, se a gente não se organizar aqui, o ASA vai passar a gente". Tanto que o ASA estava numa Série B, enquanto CSA e CRB, não. Isso foi um sinal de alerta para os clubes da capital.

Ponto de desequilíbrio

O treinador cita qual foi o ponto de desequilíbrio que fez com que os planos começassem a desandar.

- Infelizmente, o ASA não concluiu o seu CT, teve problemas de troca de diretorias, entrou uma diretoria inexperiente, onde o time não teve sucesso. Acho que ali começou a descampar um pouquinho. Eu sinto muito porque gosto bastante, tenho um carinho especial por esse clube, tenho amizades em Arapiraca. Depois de um tempo, tudo o que tinha de positivo, de repente, mudou e o ASA ficou um clube marcado. Passou a dever para muita gente, coisa que até então não devia.

E isso manchou um pouco aquela história belíssima que a gente construiu aí em Arapiraca.

Apesar da má fase, Vica garante que ainda há como reconstruir o clube. E ele dá dicas para isso.

- Se as pessoas que comandavam o ASA naquela época voltarem a se unir na cidade, os grandes empresários, que são fortes, poderosos, se tiver essa união, aliada à ajuda financeira de patrocínios, o ASA volta. Mas tem que voltar organizado.

- Tem que pegar aonde parou, principalmente do projeto de centro de treinamento, isso tem que ter... E, no segundo passo, a reforma do estádio municipal, acho isso importante essa reforma porque você terá uma casa boa para mandar jogos. Aí é possível dar a volta por cima, sim. Os empresários de Arapiraca entendem e gostam de futebol, gostam do ASA e acho que têm tudo para voltar.

A cidade tem uma união forte para fazer um ASA forte. Acho que esse é o caminho. Sem isso aí, dificilmente, o ASA volta.

Aposta na base

Sem poder de investimento para grandes contratações, o treinador indica como o ASA deve montar o time para a próxima temporada.
- Isso [trabalho de base] é fundamental. Os grandes clubes do futebol brasileiro hoje estão voltando para o trabalho de base. No meu começo no ASA, a diretoria chegou pra mim e disse: "Temos 14 garotos da base e precisamos que você trabalhe esses garotos. Vamos contratar o restante para completar o elenco". Foi aonde que começamos a trabalhar o Júnior Viçosa, o André Nunes, Cal tava começando, Didira tava começando... São apenas alguns nomes. Você trabalhar 14 garotos da base numa equipe profissional disputando campeonato... Esses garotos melhoraram muito e ajudaram o ASA.

Modelo a ser copiado

Vica cita um trabalho que vem dando certo num grande clube do futebol brasileiro, modelo que, segundo ele, serve de modelo.

- Eu visitei a base do Fluminense, lá em Xerém, e é fantástico o trabalho que fazem lá. É dali que estão saindo os jogadores para o profissional do clube. Eles estão buscando a solução na própria base.

Sem clube no momento, o técnico, de 58 anos, conta como tem tocado a carreira.

- Eu tenho um centro esportivo em Araraquara, estou montando uma escolinha de futebol de franquia do Fluminense. Estou pertinho de casa. A Portuguesa foi o último clube que eu trabalhei: faltavam seis jogos e nós fizemos um trabalho para manter a equipe na série aqui do Paulista. Recebi alguns convites aí do Nordeste, não acertei e estou esperando a oportunidade, mas não estou com aquela pressa de voltar a trabalhar.

NM com Denison Roma
Fotos: Ailton Cruz/ Gazeta de Alagoas,  Josiel Martins, 7segundos, Valdeir Gois/Divulgação ASA

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Jogador do Fluminense, Robinho acerta saída do CSA e dirigente revela destino: "Vila Nova"

Robinho fez um gol na final do Alagoano — Foto: Ailton Cruz / Gazeta de Alagoas
O atacante Robinho acertou nesta terça a saída do CSA. Emprestado pelo Fluminense, o jogador foi contratado pelo time alagoano no dia 25 de fevereiro, mas não jogou muito em Maceió. Fez 11 partidas e marcou três gols. Um deles na final do Campeonato Alagoano.

Chefe do departamento de futebol do CSA, Raimundo Tavares disse que o atacante está se transferindo para o novo time de Marcelo Cabo.

- Vamos emprestar direto, fazer um aditivo. Ele está indo para o Vila Nova - informou Tavares.

Robinho, de 23 anos, foi contratado pelo Fluminense em 2017, mas não vingou nas Laranjeiras. Este ano, foi emprestado ao CSA e agora deve seguir para o Vila Nova, que disputa a Série B do Brasileiro.

O atacante foi indicado por Cabo e perdeu espaço no CSA com a chegada do técnico Argeu Fucks. Domingo, ele foi relacionado para o jogo contra o Corinthians, mas não atuou. O último jogo de Robinho pelo time alagoano foi em 3 de julho, no amistoso contra o Sport, no Rei Pelé.

Na semana passada, a diretoria azulina também liberou o zagueiro Leandro Souza, emprestado ao Cuiabá, e o atacante Patrick Fabiano.

NM com Globoesporte.com/al
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CSA x Athletico-PR: confira o preço dos ingressos para o jogo pela 11ª rodada do Brasileiro

Torcida do CSA no Rei Pelé — Foto: Ailton Cruz / Gazeta de Alagoas
CSA definiu o preço dos ingressos para o jogo contra o Athletico-PR, sábado, às 19h, no Rei Pelé. A partida é válida pela 11ª rodada do Brasileiro. Os bilhetes custam R$ 20,00 para arquibancadas baixas, R$ 30,00 para as altas e R$ 100,00 no setor de cadeiras.

As entradas estão sendo vendidas nos tradicionais pontos adotados pelo clube: Loja do Azulão, Via Esportiva, Loja Grande Torcedor, Sócio Torcedor CSA e Poly Sport (centro). Os bilhetes de meia-entrada serão comercializados na Loja do Azulão, na Serraria.

O último jogo do CSA no Rei Pelé foi contra o Botafogo, no dia 9 de junho, pela 8ª rodada do Brasileiro. Com seis pontos, o time azulino é o penúltimo colocado da tabela. O Athletico-PR aparece na 12º posição, com 13.

NM com Globoesporte.com/al
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CSA diz que comentário de Müller sobre o clube foi preconceituoso, e ex-jogador pede perdão

Muller diz que a crítica foi à atuação do time do CSA, não à instituição — Foto: Filipe Rodrigues/GloboEsporte.com
Ex-Jogador da Seleção, Müller entrou numa grande polêmica com o CSA. No programa Mesa Redonda, da TV Gazeta/SP, ele fez críticas pesadas ao clube no último domingo. 

Chamou o time de medíocre ao analisar a partida contra o Corinthians, disputada em São Paulo, e disse até que não sabia o que o CSA estava fazendo no Brasileirão. 

O vídeo circulou nas redes sociais e causou efeito no clube e na torcida. Tanto que a diretoria do CSA emitiu uma nota de repúdio no início da tarde desta terça. Não citou o nome de Müller, mas partiu para o contra-ataque. A nota diz até que houve preconceito no comentário.

 – Estamos na série A porque ALAGOAS e o CSA merecem! Vamos lutar e buscar nossa permanência na primeira divisão para que comentários e preconceitos como os seus sejam banidos de vez do futebol e do jornalismo – diz um trecho da nota do clube alagoano. 

 "Peço desculpas"

 Procurado pelo GloboEsporte.com nesta terça, Müller se defendeu. Disse que falou sobre o time e não quis atacar o clube. Ele também se desculpou com a torcida do CSA. 

 – Em momento algum fui preconceituoso com o povo de Alagoas ou com o clube. Preconceito jamais. Estou me retratando pelas palavras, pedindo perdão ao clube, diretoria, comissão técnica, jogadores e torcida. O pessoal interpretou mal as minhas palavras. Eu não quis dizer medíocre ao pé da letra e nem no sentido pejorativo. Eu quis dizer que o CSA, até agora, está jogando um futebol mediano, por isso que está lá embaixo na tabela. E o CSA, contra o Corinthians, aí já é opinião, cada um tem a sua, só deu apenas um chute a gol no jogo todo praticamente. Mais defendeu do que atacou – explicou o comentarista. 

 NM com Globoesporte.com/al
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segunda-feira, 15 de julho de 2019

FAF diploma 22 novos árbitros do curso de formação

FOTO: ADRIANA SANTOS/CESMAC
Em solenidade realizada na noite do último sábado (13), no auditório do campus IV do Centro Universitário Cesmac, 22 novos árbitros foram diplomados pela Federação Alagoana de Futebol (FAF), reunindo autoridades, familiares e amigos dos novos formandos. 
Todos os árbitros receberam certificados, sendo 19 do sexo masculino e três do sexo feminino, que finalizaram o curso de formação em arbitragem iniciado em 2018 em parceria entre a Federação e a faculdade. O presidente da FAF, Felipe Feijó, também participou do evento.
Os novos árbitros do quadro da Federação Alagoana terão até o dia 2 de agosto para entregar documentação na Comissão de Arbitragem da entidade. Em seguida, os profissionais passarão por uma nova avaliação física, e os que obtiverem aprovação estarão aptos a iniciar a carreira de árbitro da FAF nas competições de base.
Felipe Feijó destacou em seu discurso, durante a solenidade, a responsabilidade que cada profissional deve ter a partir de agora. "Cada aluno formado passa a ter um compromisso, que é legitimar o resultado dentro de campo, tendo a consciência de que fez o seu melhor. Os erros sempre acontecem, mas vocês (árbitros) devem trabalhar o máximo para minimizá-los. O árbitro não é o ator principal de uma partida, mas ele deve sempre se comportar como grande autoridade em campo cumprindo a regra do jogo", disse.
O presidente da FAF também afirmou que a união entre a Federação e uma instituição como o Cesmac elevou o nível do curso, dando a possibilidade de novas metodologias científicas de ajudar ainda mais na formação dos novos árbitros alagoanos.
Já o presidente da Comissão de Arbitragem da FAF (CA-FAF), Charles Hebert, enalteceu o compromisso dos novos árbitros durante o curso de formação. "Empenho e seriedade não faltaram em nenhum momento a cada um. A Comissão da FAF estará sempre orientando a todos para seguir o melhor caminho na vida. A arbitragem de Alagoas ganha 22 novos profissionais que estão se lapidando e ficarão à disposição em breve para servir o futebol", destacou.
O professor Vitor Fabiano, coordenador do curso de Educação Física da instituição de ensino, destacou a importância da parceria com a FAF para o fortalecimento do ensino no curso. "Foi uma grande experiência para nós. Demos o nosso melhor para que cada aluno pudesse receber o conhecimento de forma didática. O esporte é complexo e o árbitro precisa entender esse mundo das regras. Temos a certeza que grandes árbitros surgirão dessa parceria", declarou Fabiano.
Ex-árbitros da FAF, como Silvio Acioly, presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol de Alagoas; e Flávio Feijó, presidente da Cooperativa Educacional de Maceió, também estiveram presentes à solenidade de diplomação dos novos árbitros.
*Com informações da FAF e do Cesmac
NM com Fernanda Medeiros
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