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sexta-feira, 26 de abril de 2019

Dia do Goleiro enobrece posição mais ingrata do futebol

Crédito: revista do Esporte número 49 – 13 de fevereiro de 1960.
O cenário é a cidade do Recife no começo dos anos 50.
Com o rosto marcado pela varíola, Haílton ocupava seu tempo vendendo água e apanhando mangas no quintal alheio. Em razão dessas aventuras, o menino ficou conhecido nas imediações como “Manguinha”.
Nas peladas disputadas na Ilha do Leite, nos becos ou terrenos baldios, Manguinha já era uma curiosa atração, até mais do que os artilheiros. Tinha mania de ser goleiro e se atirava em qualquer bola, mesmo que o terreno fosse impróprio.
Arrojado e corajoso, Manguinha não largava nem os petardos das antigas bolas de borracha, que deixavam um vermelhão estampado nas mãos.
O pernambucano Haílton Corrêa de Arruda, o Manga, nasceu Recife (PE) no dia 26 de abril de 1937.
Manga e o goleiro Carijó. Crédito: revista Placar – 2 de março de 1978.
Crédito: revista do Esporte número 49 – 13 de fevereiro de 1960.
Até que em 1954, o jovem Manguinha foi observado mais atentamente por um tal de Capuano, olheiro do Sport Club do Recife.
Em 1955 recebeu a primeira chance no time principal, ao entrar no lugar do goleiro Carijó durante um amistoso contra o Náutico Capibaribe, na Ilha do Retiro.
Com uma grande atuação diante do Náutico, o apelido Manguinha virou coisa do passado. Enquanto isso, o titular Carijó não aceitou o banco de reservas e muito menos uma renovação de contrato com o mesmo salário.
Dessa forma, Carijó deixou Recife foi parar no América do Rio de Janeiro, onde decidiu abandonar o futebol aos 28 anos de idade.
Campeão pernambucano nas edições de 1955, 1956 e 1958, Manga permaneceu nas fileiras do Sport Recife até 1959, quando foi contratado pelo Botafogo de Futebol e Regatas.
Crédito: revista do Esporte número 121 – 1 de julho de 1961.
Na época, o time da “Estrela Solitária” contava com o experiente goleiro Ernâni, que não botou fé quando Manga chegou ao clube com uma estranha camisa quadriculada para treinar.
Brincalhão, Ernâni chamou Manga de “Cow-Boy” e quase arrumou uma boa briga. Evidentemente, Ernâni desconhecia o temperamento de Manga, que não gostava de brincadeiras com desconhecidos.
Nas 24 partidas do Botafogo no campeonato carioca de 1959, Ernâni não jogou mais do que 4, enquanto Manga foi o dono absoluto da posição nos anos seguintes.

Em grande fase, seu nome foi relacionado no grupo canarinho que embarcou para disputar o mundial de 1966, na Inglaterra.
Crédito: revista do Esporte número 37. Material publicado no site cacellain.com.br.
Fora das primeiras partidas contra Bulgária e Hungria, quando Gylmar do Santos Neves foi o titular, Manga foi escalado para o último compromisso da fase de grupos contra Portugal.
Nessa partida decisiva, Manga cometeu uma falha comprometedora no primeiro gol lusitano marcado por Simões, aos 14 minutos da primeira etapa. A derrota por 3×1, custou nossa eliminação antecipada da Copa do Mundo.
O nome de Manga continuou presente nas manchetes esportivas, principalmente depois da conquista do título carioca de 1967.
O jornalista João Saldanha acusou o goleiro de ter se vendido ao dirigente do Bangu Castor de Andrade, algo que nunca foi devidamente comprovado.
Mesmo com vitória do Botafogo, Saldanha achou estranho o comportamento de Manga durante o jogo. Na festa do título, realizada no restaurante Mourisco, o enfrentamento entre os dois envolveu tiros e muita correria.
Castilho e Manga. Crédito: revista do Esporte número 206 – 1963.
A derrota para Portugal custou nossa desclassificação na Copa do Mundo de 1966. Crédito: estadao.com.br.
Pelo Botafogo, Manga foi campeão carioca de 1961, 1962 e 1967; campeão do Torneio Rio-São Paulo em 1962, 1964 e 1966; e campeão da Taça Guanabara em 1967.
Sem ambiente no clube, o goleiro foi negociado em 1968 com o Club Nacional de Football de Montevidéu.
Na época, o time uruguaio contava com pelo menos quatro ótimos goleiros, sendo que o titular era o respeitadíssimo argentino Rogélio Dominguez.
E Manga, que não admitia concorrência, aos poucos conquistou o lugar de titular. Em 1971, com a contratação de Héctor Santos junto ao Penãrol, a briga pela camisa 1 esquentou.
Manga no Nacional do Uruguai. Crédito: revista Placar.
Manga no Nacional do Uruguai. Crédito: revista Estrellas Deportivas número 119.
Após ser substituído em uma partida do Nacional disputada no Paraguai, Manga ficou furioso e não apareceu para treinar na reapresentação do time.
Então, movido por um sentimento de suposta justiça, Manga exigiu do presidente do clube um documento para sua permanência como titular absoluto.
Pelo Nacional, Manga foi tetracampeão uruguaio nas edições de 1969, 1970, 1971 e 1972, da Libertadores da América de 1971 e também do mundial interclubes de 1971.
Manga voltou ao Brasil somente em 1974 para defender o Sport Club Internacional. Participou do grande esquadrão que conquistou o campeonato gaúcho de 1974, 1975 e 1976, além do bicampeonato brasileiro de 1975 e 1976.
Em 1977, Manga disputou o campeonato brasileiro pelo Operário (MS) e na temporada seguinte defendeu o Coritiba Foot Ball Club, conquistando o campeonato paranaense de 1978.
Fotos de JB Scalco. Crédito: revista Placar – 26 de dezembro de 1975.
Crédito: revista Placar.
Depois, Manga ainda voltou ao cenário gaúcho para jogar pelo Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, quando conquistou o título estadual na temporada de 1979.
O goleiro jogou ainda pelo Barcelona Sporting Club (Equador), onde também conquistou os títulos nacionais de 1980 e 1981.
Aos 44 anos de idade, Manga decidiu deixar os gramados. Sua data de nascimento representa o “dia do goleiro”, uma homenagem justa por suas grandes defesas e lances de rara elasticidade.
As mãos enormes e marcadas por lesões e fraturas mal curadas, nunca o afastaram das batalhas ao longo de sua marcante caminhada. Um símbolo de longevidade!
Manga no Operário e no Coritiba. Fotos de JB Scalco e José Eugênio. Crédito: revista Placar – 16 de dezembro de 1977.
Foto de JB Scalco. Crédito: revista Placar – 22 de fevereiro de 1980.
Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Aristélio Andrade, Divino Fonseca, Hélio de Souza, JB Scalco, José Eugênio, Lenivaldo Aragão, Roberto José da Silva e Sandro Moreyra), revista Deportes, revista do Esporte, revista Estrellas Deportivas, revista Fatos e Fotos, revista Manchete, revista Manchete Esportiva, revista O Cruzeiro, Jornal do Brasil, Jornal dos Sports, acervo.oglobo.globo.comblogs.diariodepernambuco.com.brcacellain.com.brcampeoesdofutebol.com.brestadao.com.brgazetaesportiva.net,globoesporte.globo.cominternacional.com.brmuseudosesportes.blogspot.com, site do Milton Neves (por Rogério Micheletti).
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quinta-feira, 25 de abril de 2019

Antes de falar em acesso, Chamusca quer mudança de postura do CRB

FOTO: CRB
Daqui a três dias, no domingo (28), o CRB estreia às 16 horas, no Estádio Rei Pelé, contra o Londrina. Em casa e ao lado da torcida, o CRB dará o pontapé inicial no Campeonato Brasileiro da Série B. Nesta quinta-feira (25), o técnico do Galo, Marcelo Chamusca, conversou com a imprensa e fez uma avaliação de como o time deve se comportar na competição, ressaltando que antes de falar do tão sonhado o acesso à Série A, "o time do CRB deve mudar de postura, aproveitando as chances de gol". 
Falando sobre acesso à primeira divisão, Chamusca manteve os pés no chão ao dizer que o Galo deverá figurar sempre entre os dez primeiros para só então brigar por uma vaga no G4. O técnico destacou que o time precisa aproveitar de forma melhor as chances que constrói para resultar em gol, relembrando alguns lances que impediram o clube de ampliar o placar contra o CSA e, com isso, faturar o Alagoano.
"As vinte equipes que entram na competição têm o pensamento de subir para a Série A. Antigamente, existia o desequilíbrio financeiro maior e hoje está tudo equiparado em relação na parte financeira. Então, entram 80% com o pensamento de brigar em cima e pelo acesso. Nós temos que acreditar e lutar para estar sempre na primeira página da tabela, entre os dez primeiros colocados. Estando nessa parte vamos ficar mais próximo do G4, que é o que se exige para subir ao final das trinta e oito rodadas", disse Marcelo Chamusca, que coleciona acessos em sua carreira.
Sobre a estreia em casa e diante do torcedor regatiano, Marcelo Chamusca disse ser positiva. "A expectativa é extremamente positiva pela oportunidade de estrear em casa diante do nosso torcedor. Tivemos a oportunidade de ter uma semana cheia, onde a gente deu ênfase, primeiramente, a recuperação dos atletas e, depois, começamos a firmar o conceito do nosso modelo de jogo", comentou o técnico regatiano. Chamusca foi o responsável por levar o Ceará para à Série A em 2018. 
O treinador declarou, também, que vem estudando os adversários do CRB, ao tempo que vai assistir a partida entre Londrina e Bahia nesta quinta-feira. O jogo é válido pela Copa do Brasil. "Estamos focados no CRB, mas também analisando os adversários. A Série B é competição difícil, mas vamos trabalhar para realizar o nosso melhor. Hoje, por exemplo, teremos mais uma oportunidade de assistir nosso adversário em campo e, assim, extrair algumas observações", expressou Chamusca.  
Ainda sobre a estreia do Galo na Série A, Chamusca demostrou preocupação com algumas ausências de jogadores que estão entregues ao Departamento Médico. "Preocupa-me a ausência de alguns atletas que estão lesionados, já que queria puder contar com todo grupo em condição de jogo..Perdi o Edson (Henrique), também o Menezes e nesse jogo de domingo (contra o CSA) perdi o Sanches, que saiu lesionado. Então, são estas as minhas preocupações", afirmou o treinador do Galo.
Para a partida contra o Londrina, Chamusca deseja que o CRB repita a atuação que teve no segundo jogo contra o CSA pelo Campeonato Alagoano. "É manutenção de postura..Aquele jogo foi interessante, já que fomos superiores ao adversário em todos os aspectos. Então, a meta é manter essa pegada e a motivação para jogar. A gente gostou mais da bola nesse jogo. Isso é algo que venho cobrando dos jogadores no dia a dia. Ficar um pouco mais com a bola e visitar mais a última parte do campo que é lá onde são criadas as oportunidades que definem os resultados da partida", comentou o treinador do CRB, que já disputou a Série B.
NM com Jean Nascimento
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Técnico do CSA começa a montar o time para a estreia na Série A; veja a provável escalação

Foto: Denison Roma/GloboEsporte.com
O Técnico do CSA, Marcelo Cabo começou a montar o time para a estreia no Brasileirão. Terça, ele avisou que não mexeria muito na base campeã alagoana para o duelo de domingo, fora de casa, contra o Ceará. Os jogadores que vinham atuando estão com mais ritmo do que os reforços.

No treino desta quinta, no CT do Mutange, Cabo escalou o time titular com: João Carlos, Apodi, Gerson, Luciano Castán e Carlinhos; Dawhan, Bruno Ramires, Didira e Matheus Sávio; Robinho e Patrick Fabiano.

A única mudança em relação ao time da decisão de domingo foi a entrada de Bruno no lugar de Mauro Silva. Medalhões como o lateral Pablo Armero, o meia Madson e o volante Naldo treinaram entre os reservas.

Contratado

Na tarde desta quinta, a diretoria do CSA também oficializou a contratação do zagueiro Lucas Dias, de 23 anos. O jogador estava no Moto Club e já vinha treinando no clube desde terça-feira. Ele foi apresentado oficialmente após o treino desta quinta.

- Eu sempre procuro ajudar aqui equipe marcando e também no ataque. Até pelo posicionamento e altura. Mas, pra conquistar um lugar no time, tenho que defender bem e procurar meu espaço - declarou Lucas.

NM com Globoesporte.com/al
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Danilinho, Warian Ameixa e Hudson não fazem mais parte do CRB para a Série B

FOTO: GUSTAVO HENRIQUE/CRB
O Campeonato Brasileiro da Série B se aproxima e o CRB promove dispensas em seu elenco, com o objetivo de reformular a equipe visando a esta competição, que tem início já no próximo fim de semana.
Nesta quinta-feira (25), a diretoria do Galo anunciou as dispensas de três jogadores: o meia Danilinho e os volantes Warian Ameixa e Hudson. Na verdade, os contratos deles com o clube chegaram ao fim e a direção alvirrubra preferiu não renová-los. Assim, os três não fazem mais parte do elenco regatiano para a disputa da Série B. Danilinho foi contratado pelo Galo no início deste ano, assim como Warian Ameixa. Já Hudson chegou ao clube em dezembro do ano passado.
Quanto aos demais atletas que compõem o elenco alvirrubro, os contratos se encerram apenas no fim deste ano. A Gazetaweb obteve a informação de que, caso o técnico Marcelo Chamusca não tenha interesse em permanecer com algum ou alguns deles para a Série B, eles ficarão apenas treinando no CT Ninho do Galo, até que apareça algum clube interessado em contratá-los, por empréstimo.
Por outro lado, no início desta semana, o Alvirrubro anunciou três reforços: o zagueiro Ewerton Páscoa, o meia Guilherme Costa e o atacante Felipe Ferreira, que já estão no clube, inclusive, treinando.
A novidade é que Páscoa teve o seu nome publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, nesta quinta-feira (25), e fica à disposição de Marcelo Chamusca para a estreia no Brasileiro, no próximo domingo, contra o Londrina, no Rei Pelé. Quanto a Guilherme Costa e Felipe Ferreira, deverão ser regularizados ainda nesta quinta-feira ou o mais tardar nesta sexta-feira (26).
NM com Fernanda Medeiros
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CSA tem preço de ingresso entre os mais caros dos times da Série A, diz pesquisa

FOTO: TNH1
O preço dos ingressos para assistir às partidas do Centro Sportivo Alagoano (CSA) no estádio Rei Pelé está entre os dez mais caros do País, entre os times que disputam o Campeonato Brasileiro da Série A deste ano. Primeiro jogo em casa, contra o Palmeiras, pela 2ª rodada da competição, terá o ingresso mais barato no valor de R$ 50.
Segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (25), pelo Cuponation - uma plataforma de descontos da rede alemã Global Savings Groups - o preço do ingresso mais barato para a estreia do Azulão do Mutange em Alagoas, no dia 1º de maio, contra o Palmeiras, será de R$ 50 para as arquibancadas baixas.
De acordo com o estudo da Cuponation, São Paulo e Ceará aparecem com o valor mais barato - R$ 40 - enquanto a Chapecoense aparece com o ingresso mais caro entre as equipes, com R$ 120. O segundo ingresso mais caro entre as equipes coube ao Athletico Paranaense, com R$ 100, seguido do Palmeiras (R$ 90) e Flamengo (R$ 60).
Gazetaweb procurou a Federação Alagoana de Futebol (FAF) que, por meio do diretor de Competições, Luciano Sampaio, assegura que não pode se posicionar sobre a média dos valores porque cabe somente ao clube avaliar. Em contrapartida, a entidade acredita que o preço elevado seja devido à capacidade do Estádio Rei Pelé - que sem as cadeiras nas altas e baixas arquibancadas pode alcançar os 20 mil lugares. 
"O CSA trabalha hoje em uma competição em que vai confrontar as maiores equipes do Brasil, que tem um poder financeiro muito maior que o clube alagoano. É uma luta financeira desigual" , ressalta Luciano Sampaio. 
Ele explica que a capacidade de estádio Rei Pelé se equivale à Arena Condá (20.089), da Chapecoense, e à Ressacada (17.800) do Avaí. "Não podemos comparar com a média dos grandes. O que o CSA está fazendo é tentar aumentar o número de sócios-torcedores. Acredito que o intuito seja esse. O valor dos ingressos vale ao clube avaliar e deve manter para os grandes jogos contra Flamengo, Corinthians", completa o diretor de Competições da FAF.
O Campeonato Brasileiro da Série A começa neste sábado (27), com a partida entre Palmeiras e Fortaleza (vencedores da Série A e da Série B do campeonato, respectivamente). Pela primeira vez, o árbitro de vídeo será usado em todos os 380 jogos da competição.
Veja abaixo as 10 maiores médias de preços dos ingressos de times da Série A:
1º Chapecoense - R$ 120
2º Athletico - R$ 100
3º Palmeiras - R$ 90
4º Flamengo - R$ 60
5º Corinthians - R$ 54
6º CSA - R$ 50
7º Fluminense - R$ 50
8º Grêmio - R$ 50
9º Ceará - R$ 40


10º São Paulo - R$ 40
NM com Carlos Nealdo e Maurício Manoel 
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