Insegura. Assim definiu o treinador Júnior Rocha a atuação do CRB no empate de 1x1 com o Brasil-RS, na tarde deste sábado (2). Mesmo assim, pelo volume de jogo apresentado pelo seu time na etapa complementar, quando adiantou as linhas a partir das alterações feitas, ao final merecia uma melhor sorte na partida.
- O 1º tempo não foi bom. A equipe parecia insegura e só a partir do gol do Diego Rosa a gente conseguiu equilibrar. Já no 2º tempo subimos de produção e até merecíamos melhor sorte, mas o certo é que temos que evoluir em todos os aspectos porque a gente vinha numa crescente até sofrermos o revés contra o Avaí. Daí fizemos um jogo regular contra o Ceará (Copa do Nordeste) e diante do Guarani também estivemos bem até tomarmos o gol. Porém, agora, mesmo com uma semana de trabalho, a gente não conseguiu dominar o Brasil aqui, mesmo treinando muito bem nestes últimos dias.
- Às vezes quando a gente consegue equilibrar um setor o outro fica a desejar - prosseguiu o comandante regatiano.
Indagado sobre alguns jogadores, como Flávio Boaventura, Diego e Edson Ratinho, que seriam lideranças do elenco, Júnior Rocha respondeu que se isso de fato ocorre é porque eles carregam um fardo do passado já que faz um bom tempo que estão no clube.
- Eu levo em consideração o critério do dia a dia. Por exemplo, esta semana o Bruno Paulo teve o melhor período de treino desde que chegou aqui. Infelizmente em campo não rendeu aquilo que era esperado, desperdiçando inclusive chance clara de gol. Por outro lado, temos também que reconhecer a força do adversário, pois houve momentos que soube nos neutralizar.
O CRB vai agora viajar até a capital paranaense, onde na próxima terça-feira (5) vai enfrentar o Coritiba às 19h15. Para este compromisso a ausência é o atacante Neto Baiano porque esta tarde recebeu o terceiro cartão amarelo. Mas volta ao time o zagueiro Flávio Boaventura, que não pôde enfrentar o Brasil por ter sido expulso diante do Guarani.
Cleiton Xavier teve estreia destacada. Dos seus pés saiu o passe para o gol de empate
FOTO: AILTON CRUZ
O CRB repetiu uma atuação abaixo do esperado. Sem conseguir construir situações ofensivas, o time sofreu e ficou no empate com Brasil de Pelotas em 1 a 1. O time Xavante abriu o marcador com Lourency e depois Diego Rosa conseguiu o empate.
O Galo foi muito pressionado pelos poucos torcedores que compareceram ao Rei Pelé e tanto no intervalo quanto na saída os jogadores foram vaiados.
Com o empate, o CRB chegou aos 7 pontos e estacionou no 17º lugar, abrindo a zona de rebaixamento. Já o Brasil chegou aos nove pontos, mas caiu mais uma posição: agora é 15º.
Na próxima rodada, o CRB enfrentará o Coritiba, terça-feira (5), às 19h15, no Estádio Couto Pereira. Já o Brasil de Pelotas enfrentará o Oeste também na 3ª feira, na Arena Barueri, às 21h30.
O jogo
A partida começou com o CRB tomando a iniciativa. Mas o Galo apresentava dois problemas: não criava situações de finalização e errava passes. O Brasil jogava mais tranquilo, tinha paciência, girava a bola e criava com paciência. Outra diferença entre as duas equipes era a marcação implementada: o CRB tinha uma marcação frouxa, não pressionava. Já o Brasil era agressivo e até fazia uma pressão na saída de bola do CRB.
O jogo transcorria na intermediária, mas sem a possibilidade de finalização. Somente aos 25 minutos houve a primeira finalização em gol com Itaqui e que forçou João Carlos a fazer a defesa.
Ainda errando muitos passes, o CRB perdia todos os rebotes. Aos 30 minutos, o CRB errou na saída de bola, Itaqui recuperou e Lourency chutou firme para abrir o marcador: Brasil 1 a 0.
Jogadores do Brasil correm para comemorar o gol de abertura do placar
FOTO: AILTON CRUZ
Perdendo o jogo, o CRB foi ainda mais pressionado e começou a ser vaiado pelo torcedor. Sem conseguir construir lances ofensivos, o CRB seguia optando pela bola alçada na área como principal opção ofensiva. Cleiton Xavier cruzou, no primeiro pau, Diego Rosa deu um leve desvio, o goleiro Marcelo Pitol se atrapalhou, esperava um outro desvio e não conseguiu defender.
Logo no começo do 2º tempo, João Carlos operou um milagre. Após um escanteio cobrado por Itaqui, Eder Sciola subiu e cabeceou firme; o goleiro do CRB fez uma defesa sensacional.
O CRB seguia sem construir situações de gol. O time seguia errando e sem conseguir profundidade, sem conseguir penetrar no sistema defensivo do Brasil.
O jogo no tempo final ficou morno e somente aos 25 minutos Cleiton Xavier criou uma jogada na frente da área com a bola passando raspando a trave do goleiro Marcelo Pitol. Aos 34 minutos, o CRB criou uma situação em bola parada, mas após um lance alçado na área o assistente deu impedimento.
No fim, jogadores do Galo desolados pelo fato de a vitória não ter vindo
FOTO: AILTON CRUZ
O jogo seguiu sem outras oportunidades nem para o Brasil nem para o CRB.
Árbitro Assistente 2: Edson Antônio de Sousa (CBF-GO)
4º Árbitro: Helder Brasileiro de Aquino (CBF-AL)
Cartões Amarelos: Lucas Siqueira, Everton Sena, Willians Santana, Neto Baiano (CRB) Rafael Dumas, Rafael Freitas , Itaqui, Waldemir, Toty, Marcelo Pitol(Brasil)
Gols: Lourency (Brasil) 30? , Diego Rosa (CRB) 38? do 1º tempo;
CRB: João Carlos, Edson Ratinho, Everton Sena, Anderson Conceição e Diego; Lucas Siqueira e Tinga; Willians Santana(Bruno Paulo), Cleiton Xavier (Leílson) e Diego Rosa(Mazola); Neto Baiano. Técnico: Junior Rocha.
Brasil: Marcelo Pitol, Eder Sciola, Leandro Camilo, Rafael Dumas (Rafel Vitor) e Bruno Collaço(Kaio Nunes); Leandro Leite e Toty; Lourency, Itaqui e Calyson(Waldemir); Luis Eduardo. Técnico: Clemer.
NM com Alberto Oliveira e Tempo real de Francisco Cardoso
O técnico azulino Marcelo Cabo, durante entrevista à rádio de Goiânia após a partida desta sexta-feira (1º) - quando o Azulão venceu o Vila Nova e se consolidou na segunda colocação da Série B -, disse que o CSA aprendeu a se defender para sair do Serra Dourada com três pontos importantes. Segundo o comandante marujo, o time do Mutange adotou uma postura reativa para se reabilitar da derrota por goleada para o Figueirense, no Trapichão.
"Esta não é uma estratégia da minha equipe, que marca sob pressão e que joga em cima. Porém, diante do que estudei sobre o Vila Nova, precisávamos fazer uma partida reativa. E nosso time aprendeu a sofrer", analisou o treinador, recordando o fatídico resultado na última rodada.
"Não retiro o mérito do Figueirense, mas não tivemos pernas para jogar no segundo tempo. Uma coisa que me incomodou nesses últimas 10 dias foram as críticas ao meu sistema defensivo. Nossa equipe é muito bem preparada fisicamente. Hoje ficou provado que temos uma dupla de zaga de qualidade e um goleiro muito bom. E percalços vão acontecer em 38 jogos de Série B. Por isso, os três pontos de hoje foram de suma importância porque a derrota em casa nos entristeceu muito.", emendou.
Na mesma entrevista, Marcelo Cabo também foi perguntado sobre o desempenho do goleiro Cajuru, destaque na partida desta noite. "O Cajuru vem fazendo um grande campeonato. Teve uma oportunidade no Estadual e aproveitou", disse o treinador, que também fez questão de afastar qualquer insinuação sobre possibilidade, neste momento, de acesso à Série A.
"Podemos, mas o primeiro passo são os 45 pontos [número necessário, segundo a comissão técnica, para a manutenção na Série B]. Depois disso, vamos tentar alcançar o que a competição nos oferece. Mas a grande meta do CSA é a manutenção", reforçou o treinador azulino, dedicando a vitória fora de casa à torcida azulina.
"A minha equipe tem uma capacidade muito grande de reverter situações. Foi assim no Alagoano, quando perdemos os jogos iniciais de semifinal e final, mas fomos campeões. Mantivemos a base e procuramos montar esta equipe como uma família, parecida com a do Atlético-GO de 2016 [ano em que o Dragão subiu de divisão com Marcelo Cabo]. Mas não podemos nos deslumbrar com o momento que estamos vivendo".
Foi só pressão em cima do CSA. Mas o time do técnico Marcelo Cabo se segurou e conseguiu, na noite desta sexta-feira (1º), três pontos preciosos fora de casa, batendo o Vila Nova por 1 a 0 - gol de Michel Douglas - em pleno Serra Dourada, em Goiânia-GO, pela 8ª rodada da Série B. O destaque do jogo ficou por conta do goleiro azulino Cajuru.
Com este resultado, o Azulão se consolida na 2ª posição na tabela, agora, com 18 pontos. Já o Tigre é o 7º colocado, com 13.
E sem perder tempo, o Azulão já começa a voltar suas atenções para a 9ª rodada, que será toda disputada na próxima terça-feira (05), quando o CSA vai receber o Guarani, às 20h30, no Rei Pelé. Já o Vila Nova terá pela frente o Fortaleza, só que às 21h30, em novo confronto no Serra Dourada.
Confira os melhores momentos da partida no Estádio Serra Dourada
A PARTIDA
O Vila Nova começou tomando a iniciativa do jogo, enquanto o CSA apertava a marcação para tentar sair no contragolpe, mas não conseguia articular os contra-ataques. E o Vila chegou aos nove minutos. Mateus Anderson dominou pela direita e tentou a assistência para Ramon, mas a bola correu demais e saiu à esquerda de Cajuru.
Nos primeiros 15 minutos, o time azulino chegou apenas uma vez no ataque. Foi aos 13, quando Ferrugem dominou pela esquerda e chutou do meio da rua, mas a bola passou por cima do gol de Mateus.
O Vila pressionava. Dois minutos depois, Naylhor soltou uma bomba de fora da área e a bola desviou em Xandão, saindo à direita do gol. E o time da casa teve mais duas chances em sequência para abrir o marcador, aos 17 e aos 19 minutos.
A primeira veio quando Reis recebeu em velocidade pela esquerda e abriu espaço para chutar forte, obrigando o goleiro Cajuru a saltar no canto direito e fazer bela defesa. No lance seguinte, Maguinho deixou o lateral Rafinha para trás e cruzou nos pés de Ramon, que finalizou de primeira, de frente para o gol, mas por cima de Cajuru.
A primeira chance real do CSA, por sua vez, surgiu apenas aos 24 minutos. Ferrugem recebeu livre pela direita e cruzou para Michel Douglas, que desviou de cabeça, de frente para a barra, e a bola foi à direita do goleiro Mateus.
CSA conquistou grande resultado jogando longe de casa
FOTO: DOUGLAS MONTEIRO/ASCOM VILA NOVA
O Vila seguia melhor em campo e voltou a assustar aos 29 minutos. Após cobrança de falta pela esquerda, a bola foi no segundo pau e Michel Douglas, na tentativa de afastar, cabeceou contra o próprio patrimônio, mas Cajuru espalmou para escanteio, operando um verdadeiro milagre.
O Azulão seguiu com dificuldade para sair jogando, mas o Vila perdeu o ímpeto inicial. Com isso, já aos 41 minutos, o CSA quase achou o primeiro gol, em lance de Hugo Cabral, que recebeu na cara do gol, mas parou na boa defesa de Pasinato.
Com o fim da primeira etapa, o torcedor azulino presente no Serra Dourada comemorou o empate, já que o time visitante - que saiu no lucro - poderia ter deixado oo campo de jogo com a derrota parcial.
DEFESA CONTRA ATAQUE
No 2º tempo, o panorama do jogo seguiu o mesmo, com o Vila pressionando e o CSA apenas se defendendo. Porém, o time do Mutange soube aproveitar a única chance que teve ao longo de toda a segunda etapa, aos 9 minutos. Em jogada de contra ataque, Yuri recebeu de Daniel Costa e lançou o artilheiro Michel Douglas, que venceu o zagueiro na força e tocou na saída do goleiro, sem chance para Mateus: 1 a 0.
O Vila ainda tentou uma reação aos 19 minutos. Após cruzamento da esquerda, Felipe Silva cabeceou com perigo e Cajuru deu rebote. O mesmo Felipe pegou a sobra, chutando cruzado, e a redonda passou raspando o poste esquerdo de Cajuru.
Com a vantagem pelo placar mínimo, o CSA voltou a se fechar, gastando o tempo e administrando o resultado. O jogo era de um time só, com o Vila encurralando o Azulão em seu campo de defesa.
E o Tigre voltou a assustar aos 33 minutos, após cruzamento fechado que obrigou Cajuru a salvar o CSA com um soco na bola. O confronto virou ataque contra defesa, mas o Azulão, valente, resistiu à pressão até o último minuto, com o árbitro encerrando a disputa aos 49.
FICHA TÉCNICA
Vila Nova: Mateus Pasinato; Maguinho, Naylhor, Diego Giaretta e Anderson Luís (Hélder); Geovane, Wellington Reis, Mateus Anderson e Alan Mineiro; Ramon (Vinícius Leite) e Reis (Felipe Silva). Técnico: Hemerson Maria.
CSA: Cajuru; Celsinho, Leandro Souza, Xandão e Rafinha; Yuri, Ferrugem (Dawhan), Daniel Costa (Boquita) e Didira; Hugo Cabral e Michel Douglas (Roger). Técnico: Marcelo Cabo.
A diretoria do CSA está negociando com o meia Souza. Ele mesmo, ex-São Paulo, Grêmio e Fluminense. Revelado pelo Azulão, o jogador está no Brasiliense e tem 39 anos. Nesta quarta, o presidente do clube alagoano, Rafael Tenório, disse que faltam apenas detalhes para definir a contratação. - Falta só a liberação do clube onde ele está, mas com o Souza tem 90% já certo. Indicação do Marcelo (Cabo) - informou Tenório. No Brasiliense, Souza disputou o último jogo no dia 12 de maio, contra o Corumbaense, pela Série D do Brasileiro. Ele atuou em quatro partidas no ano e fez um gol, na partida com o Atlético Itapemirim, pela Copa Verde. Juan Nesta semana, os dirigentes do clube alagoano também anunciaram outro jogador experiente. Juan, de 36 anos, chegou em Maceió e, de acordo com presidente, deve ser apresentado nesta quinta e começar a treinar na sexta.
Souza
Nome: Willamis de Souza Silva Data de nascimento: 04/02/1979 (39 anos) Clube atual: Brasiliense Pé: direito Posição: meia Clube formador: CSA