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domingo, 19 de fevereiro de 2017

Pela primeira vez na história, ANAF participa do Conselho Técnico dos Campeonatos Brasileiros



Pela primeira vez na história do campeonato brasileiro, a entidade nacional dos árbitros de futebol foi convidada para participar com um representante no Conselho Técnico das Séries A, B e C.
Atendendo solicitação da CBF, a ANAF indicou o presidente Marco Antônio Martins para as reuniões do conselho que acontecem de 20 a 22 de fevereiro no Rio de Janeiro.
O primeiro encontro aconteceu nesta segunda-feira, 22, na sede da CBF, discutindo a série A. Na terça-feira, o conselho enfoca a série B e, finalizando os trabalhos, se reune para tratar da Série C.
O presidente da ANAF avaliou como muito produtivo o debate que abriu a sequencia de encontros. Marco Martins considerou extremamente importante a participação de um representante da arbitragem no conselho.
“Quando se discute o funcionamento de campeonatos de nível internacional, como o brasileiro, é oportuno também ouvir a voz dos árbitros, que também são parte da competição e contribuem para o sucesso do evento”, disse Martins.
Para o presidente da ANAF, a participação da entidade no conselho é mais uma conquista da categoria, que vem a somar ao aumento no valor das taxa, premiações aos melhores sextetos e outras vitórias alcançadas pela arbitragem.
NM com site da ANAF
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CEO vence 2º jogo seguido e se consolida na vice-liderança do grupo A


As outras duas partidas da tarde deste domingo, e que abriram a 6ª rodada do Campeonato Alagoano, foram CEO 2x0 Santa Rita, em Boca da Mata; e ASA 1x0 Coruripe, em Arapiraca.
Com gols de Willian e Polinho - um em cada tempo -, o CEO voltou a surpreender porque conseguiu a segunda vitória seguida. Com isso, o time sertanejo se consolidou na vice-liderança do grupo A, com 9 pontos. 
Já o seu concorrente mais próximo - o Coruripe - contabilizou sua segunda derrota seguida, sendo ameaçado pelo Sete de Setembro.
Na próxima rodada, o Santa Rita - que estaciona na terceira colocação de seu grupo, com oito pontos - terá novo compromisso diante de seu torcedor, encarando o Coruripe, na próxima quarta-feira, enquanto o CEO vai à cidade de Palmeira dos Índios para enfrentar o CSE, no Estádio Juca Sampaio, no sábado de Carnaval.
NM com Francisco Cardoso
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Jogadora Marta conhece ações do TJ em prol do futebol alagoano

A alagoana Marta Vieira da Silva, eleita cinco vezes a melhor jogadora do mundo pela Fifa, reuniu-se com o desembargador Celyrio Adamastor Tenório Accioly, vice-presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), no exercício da Presidência, e o juiz auxiliar Carlos Cavalcanti, nesta quarta-feira (22).
Na oportunidade, os magistrados explicaram as medidas adotadas pelo Poder Judiciário em prol do esporte em Alagoas, como a extensão do 3º Juizado Especial Cível e Criminal da Capital (3º JECC) nas dependências do Estádio Rei Pelé.
"O futebol de Alagoas só não se tornou uma verdadeira guerra graças ao trabalho desenvolvido pelo desembargador Celyrio Adamastor, quando o mesmo esteve à frente do Juizado do Torcedor, unidade que centraliza todos os problemas relacionados ao esporte", disse o magistrado Carlos Cavalcanti.
Na oportunidade, a jogadora Marta destacou a importância do trabalho em equipe para solucionar os problemas de violência envolvendo o futebol. "Trata-se de um tema interessa a todos os que amam o esporte. Futebol tem que proporcionar alegria e não medo aos torcedores", frisou.
Também participaram da reunião a secretária especial da Presidência, Ednilda Lessa, o chefe de gabinete da Presidência, Mário Uchôa, e a esposa do desembargador Celyrio Adamastor, Eurides Accioly.
Ainda nesta quarta-feira (22), o desembargador Celyrio Adamastor, o juiz auxiliar da Presidência, Carlos Cavalcanti, e a jogadora Marta se reunirão com a deputada estadual Jó Pereira para sequenciar o debate sobre o assunto.
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sábado, 18 de fevereiro de 2017

Clássico entre CSA e CRB será o 1º da história sem a presença de torcida

"Eu vi, eu vi, eu vi, eu vi, o Trapichão enfeitado e o CRB no gramado, jogando com o CSA". Foi assim que o radialista e compositor Edécio Lopes descreveu o Estádio Rei Pelé em um dia de clássico das multidões, com a música "Cidade Sorriso", de sua autoria. É assim também que todo alagoano gostaria de ver o maior palco do futebol alagoano sempre que os rivais se enfrentassem, com o público preocupado apenas em vibrar com uma bela jogada, com um gol inesquecível.
Porém, devido à ignorância de pequena, mas degradante parcela de torcedores de CSA e CRB, o jogo deste domingo (19), às 16h, não poderá contar seu personagem principal. Tudo porque, na final do Alagoano de 2016, vândalos invadiram o gramado do Trapichão e protagonizaram uma batalha campal, com o STJD a punir ambos os clubes com multa e perda de mandos de campo.
De acordo com o historiador Lauthenay Perdigão, este será o primeiro jogo da história entre os dois clubes sem a presença de torcida. A ausência de público nas arquibancadas, inclusive, já causa significativo aos times, que, sem a devida arrecadação, buscam alternativas para honrar os compromissos neste início de temporada. 
"De portões fechados, nunca houve. Já houve jogo de portões abertos, sem precisar pagar. No dia do trabalhador, o governo estadual costumava parabenizar o torcedor desta forma", disse Perdigão, que, à frente do Museu do Esporte, instalado no próprio Rei Pelé, zela por acervo que o faz lembrar o tempo áureo do nosso futebol.

Desta vez, barulho no clássico vai se resumir à vibração dos jogadores e ao apito do árbitro
FOTO: AILTON CRUZ/GAZETA DE ALAGOAS





















São fotos, vídeos e recortes de jornais de várias épocas, que retratam a forma com a qual as torcidas celebraram o clássico, diferentemente do que o ocorre nos dias atuais. "O torcedor é aquele que coloca o time para frente, que faz com que o jogador se anime para ir para cima do adversário. Um jogo sem torcida não tem graça. Acho que enfraquece o brilho do futebol", opinou Lauthenay.
Ele recorda, em especial, uma disputa de título, entre CSA e CRB, que ficou para a história.
Nem sempre foi assim

Jogador azulino Elias é carregado pela torcida azulina em pleno Estádio Severiano Gomes Filho, a antiga casa do CRB
FOTO: ACERVO HISTÓRICO/MUSEU DO ESPORTE
































De forma oficial, o clássico CRB x CSA é disputado desde 1916. Ao todo, segundo o historiador, são 485 clássicos, com 177 vitórias regatianas e 161 empates. Os azulinos venceram 150 vezes até aqui. 


Os números, no entanto, deveriam alimentar uma rivalidade respeitosa, contida, ao invés do clima de guerra que costuma ganhar as ruas da capital. Porém, nem sempre foi assim. Perdigão relatou a realização de vários jogos no CT Gustavo paiva, no Mutange, e no antigo Estádio Severiano Gomes Filho, em Pajuçara. Ele lembra que o clima era apenas de gozação, sem descambar para a violência.

E uma das partidas que mais lhe chamou a atenção foi a da final do Campeonato Alagoano de 1965, na Pajuçara, onde a equipe maruja venceu por 3 a 1 e se sagrou campeã. "A partida aconteceu no campo do CRB e, apesar da derrota, a torcida regatiana não se comportou mal. Os azulinos invadiram o campo, colocaram os jogadores nos braços e comemoraram o título de forma sadia. Os torcedores brincavam um com o outro. Era tudo muito mais tranquilo", disse.
Desta vez, Lauthenay afirma esperar que a rivalidade não extrapole as quatro linhas e que, com a exemplar punição, os "torcedores" finalmente aprendam "a torcer de verdade".
NM com Marcio Chagas
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Sem ter tempo para treinar, o CRB encara o CSA neste domingo com quem estiver melhor condicionado


Recuperar os jogadores e mandar a campo os que estiverem em melhores condições. É o que está definido pela comissão técnica do CRB visando ao novo clássico das multidões, neste domingo, agora pelo Campeonato Alagoano.
E apesar do rodízio que tem feito, o técnico Léo Condé sabe que ainda não vai poder contar com Marcos Martins e Yuri. O lateral-direito ainda se recupera de contratura muscular na coxa, enquanto o volante sente lesão no tornozelo direito.
Contra o CSE, time que derrotou na noite dessa quinta-feira, por 2x0, o CRB começou com Juliano; Edson Ratinho, Flávio Boaventura, Gabriel e Diego; Adriano, Jocinei, Danilo Pires e Sérgio Mota; Neto Baiano e Mailson.
Para o treinador Léo Condé, a vitória diante do CSE foi importante porque a equipe havia perdido para o ASA:
- Veio em um momento decisivo da competição. Serve para resgatar a confiança do grupo. Daí, estamos chegando em boas condições para mais um clássico contra o maior rival.


O comandante regatiano disse também que sua equipe já começa a assimilar sua filosofia de jogo. "Eles têm atuado dentro daquilo que eu quero, exercendo marcação forte e pressionando o adversário nos dois tempos da partida".
NM com Francisco Cardoso
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