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sábado, 18 de fevereiro de 2017

Clássico entre CSA e CRB será o 1º da história sem a presença de torcida

"Eu vi, eu vi, eu vi, eu vi, o Trapichão enfeitado e o CRB no gramado, jogando com o CSA". Foi assim que o radialista e compositor Edécio Lopes descreveu o Estádio Rei Pelé em um dia de clássico das multidões, com a música "Cidade Sorriso", de sua autoria. É assim também que todo alagoano gostaria de ver o maior palco do futebol alagoano sempre que os rivais se enfrentassem, com o público preocupado apenas em vibrar com uma bela jogada, com um gol inesquecível.
Porém, devido à ignorância de pequena, mas degradante parcela de torcedores de CSA e CRB, o jogo deste domingo (19), às 16h, não poderá contar seu personagem principal. Tudo porque, na final do Alagoano de 2016, vândalos invadiram o gramado do Trapichão e protagonizaram uma batalha campal, com o STJD a punir ambos os clubes com multa e perda de mandos de campo.
De acordo com o historiador Lauthenay Perdigão, este será o primeiro jogo da história entre os dois clubes sem a presença de torcida. A ausência de público nas arquibancadas, inclusive, já causa significativo aos times, que, sem a devida arrecadação, buscam alternativas para honrar os compromissos neste início de temporada. 
"De portões fechados, nunca houve. Já houve jogo de portões abertos, sem precisar pagar. No dia do trabalhador, o governo estadual costumava parabenizar o torcedor desta forma", disse Perdigão, que, à frente do Museu do Esporte, instalado no próprio Rei Pelé, zela por acervo que o faz lembrar o tempo áureo do nosso futebol.

Desta vez, barulho no clássico vai se resumir à vibração dos jogadores e ao apito do árbitro
FOTO: AILTON CRUZ/GAZETA DE ALAGOAS





















São fotos, vídeos e recortes de jornais de várias épocas, que retratam a forma com a qual as torcidas celebraram o clássico, diferentemente do que o ocorre nos dias atuais. "O torcedor é aquele que coloca o time para frente, que faz com que o jogador se anime para ir para cima do adversário. Um jogo sem torcida não tem graça. Acho que enfraquece o brilho do futebol", opinou Lauthenay.
Ele recorda, em especial, uma disputa de título, entre CSA e CRB, que ficou para a história.
Nem sempre foi assim

Jogador azulino Elias é carregado pela torcida azulina em pleno Estádio Severiano Gomes Filho, a antiga casa do CRB
FOTO: ACERVO HISTÓRICO/MUSEU DO ESPORTE
































De forma oficial, o clássico CRB x CSA é disputado desde 1916. Ao todo, segundo o historiador, são 485 clássicos, com 177 vitórias regatianas e 161 empates. Os azulinos venceram 150 vezes até aqui. 


Os números, no entanto, deveriam alimentar uma rivalidade respeitosa, contida, ao invés do clima de guerra que costuma ganhar as ruas da capital. Porém, nem sempre foi assim. Perdigão relatou a realização de vários jogos no CT Gustavo paiva, no Mutange, e no antigo Estádio Severiano Gomes Filho, em Pajuçara. Ele lembra que o clima era apenas de gozação, sem descambar para a violência.

E uma das partidas que mais lhe chamou a atenção foi a da final do Campeonato Alagoano de 1965, na Pajuçara, onde a equipe maruja venceu por 3 a 1 e se sagrou campeã. "A partida aconteceu no campo do CRB e, apesar da derrota, a torcida regatiana não se comportou mal. Os azulinos invadiram o campo, colocaram os jogadores nos braços e comemoraram o título de forma sadia. Os torcedores brincavam um com o outro. Era tudo muito mais tranquilo", disse.
Desta vez, Lauthenay afirma esperar que a rivalidade não extrapole as quatro linhas e que, com a exemplar punição, os "torcedores" finalmente aprendam "a torcer de verdade".
NM com Marcio Chagas
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Sem ter tempo para treinar, o CRB encara o CSA neste domingo com quem estiver melhor condicionado


Recuperar os jogadores e mandar a campo os que estiverem em melhores condições. É o que está definido pela comissão técnica do CRB visando ao novo clássico das multidões, neste domingo, agora pelo Campeonato Alagoano.
E apesar do rodízio que tem feito, o técnico Léo Condé sabe que ainda não vai poder contar com Marcos Martins e Yuri. O lateral-direito ainda se recupera de contratura muscular na coxa, enquanto o volante sente lesão no tornozelo direito.
Contra o CSE, time que derrotou na noite dessa quinta-feira, por 2x0, o CRB começou com Juliano; Edson Ratinho, Flávio Boaventura, Gabriel e Diego; Adriano, Jocinei, Danilo Pires e Sérgio Mota; Neto Baiano e Mailson.
Para o treinador Léo Condé, a vitória diante do CSE foi importante porque a equipe havia perdido para o ASA:
- Veio em um momento decisivo da competição. Serve para resgatar a confiança do grupo. Daí, estamos chegando em boas condições para mais um clássico contra o maior rival.


O comandante regatiano disse também que sua equipe já começa a assimilar sua filosofia de jogo. "Eles têm atuado dentro daquilo que eu quero, exercendo marcação forte e pressionando o adversário nos dois tempos da partida".
NM com Francisco Cardoso
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Luís Soares volta a treinar, mas ainda não sabe se vai jogar clássico


O CSA pode ter uma novidade neste domingo, no clássico das multidões, que passou do Estádio Gerson Amaral para o Rei Pelé. Trata-se do atacante Luís Soares, que voltou a treinar normalmente no CT Gustavo Paiva, no Mutange. O atleta, no entanto, ainda está em fase de transição.
Até aqui, Luís Soares só disputou uma partida oficial este ano. Foi no jogo de estreia da Copa do Nordeste, no último dia 25 de janeiro, contra o ABC. Chegou até a deixar sua marca, só que sentiu o tornozelo direito e está fora da equipe desde então.
E quem segue no departamento médico é o volante Panda. O jogador sentiu a coxa diante do Sport, já pela Copa do Brasil. Agora, quem o faz faz companhia é o goleiro Mota. O jogador deixou o gramado do José Gomes da Costa, na noite dessa quinta-feira, sentindo o tornozelo e é mais um que não deve ser relacionado para o clássico das 17h deste domingo, no Trapichão.
Nessa quinta-feira, pela 5ª rodada do Campeonato Alagoano, o CSA atuou modificado em relação ao time que iniciou as primeiras partidas da temporada. Porém, o torcedor pode ver a base titular em campo. As ausências foram Daniel Cruz e Didira, sendo que este entrou no 2º tempo. As novidades foram a entrada de Dawhan no lugar de Panda, e de Jacó na vaga de Daniel Cruz - Jacó, inclusive, foi o autor o gol da vitória azulina contra o CEO, no início da semana.


O time que empatou (1x1) com o Murici formou com Mota; Celsinho, Leandro Souza, Douglas e Rayro; Dawhan, Everton Heleno, Marcos Antônio e Cleyton; Thiago Potiguar e Jacó.
NM com Francisco Cardoso
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ASA vai ter o reforço de artilheiro diante do Coruripe, no Coaracy da Mata


Atuando com o time reserva, o ASA perdeu a invencibilidade em 2017 na noite dessa quinta-feira, quando foi surpreendido pelo CEO ao ser derrotado por 3x1 jogando, em Olho d'Água das Flores. Agora, começa a preparação para enfrentar o Coruripe, em Arapiraca. E para tentar a reabilitação, o Alvinegro vai contar com o retorno do atacante Leandro Kível, um dos artilheiros do Campeonato Alagoano, com quatro gols. Kível cumpriu suspensão pelo terceiro cartão amarelo.
Com 12 pontos, ao Gigante, em princípio, só a vitória interessa. Se terminar empatado com o CSA ao final da 6ª rodada, o Azulão é quem deverá ter vantagem no critério de desempate. Portanto, a ordem em Arapiraca é fazer o dever de casa e torcer para que, neste novo clássico das multidões, dê CRB mais uma vez. O ASA é vice-líder no grupo B, com 12 pontos, enquanto o Azulão é líder, com 13.
Rafael Carlos Salgueiro será o árbitro de ASA x Coruripe, às 16h deste domingo, no Estádio Coaracy da Mata Fonseca. Ele será assistido por Maxwell Rocha da Silva e Carlos Vinícius Cavalcante.
Copa do Brasil
E a Confederação Brasileira de Futebol divulgou a tabela detalhada da segunda fase da Copa do Brasil. O ASA, que passou pela Ferroviária de Araraquara (SP), vai enfrentar o Coritiba na próxima quinta-feira (23), às 21h30, no Estádio Couto Pereira.
Desta vez, se a partida válida pela segunda fase terminar empatada, a vaga será decidida nos pênaltis.


E por causa deste jogo, a FAF terá de fazer nova alteração na tabela do Estadual 2017. É que, pela 7ª rodada, a partida ASA x Murici está, até aqui, marcada para a quarta-feira (22). Portanto, uma nova data terá que ser definida para a realização deste jogo.
NM com Francisco Cardoso
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Clássico CSA x CRB será no Rei Pelé, mas com portões fechados


O maior clássico do futebol alagoano - CSA x CRB - não mais será realizado no Estádio Gérson Amaral, em Coruripe. É que o primeiro confronto entre as equipes pelo Estadual 2017 foi transferido para o Rei Pelé, após solicitação da TV Gazeta, que detém os direitos de transmissão do campeonato. Dia e horário da partida, porém, seguem inalterados - o jogo terá início às 17h deste domingo (19), pela 6ª rodada da competição.
O detalhe é que o duelo, sem torcida, será uma espécie de preliminar. Isso porque a Federação Alagoana de Futebol (FAF) informou, no início da tarde desta sexta-feira, que a partida Miguelense x Murici, que aconteceria às 16h, no mesmo local e data, foi remarcada para as 20h, portanto, após o clássico das multidões e agora com público. Outro detalhe é Miguelense e Murici são os lanternas do Estadual 2017.
As mudanças são fruto de uma adequação à decisão do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-AL). Quanto à proibição das torcidas, federação e clubes seguem determinação do Superior Tribunal, em virtude de punição imposta após confronto entre torcedores de CSA e CRB, no mesmo Trapichão, na final do Alagoano de 2016.
A 6ª rodada do Estadual já havia, inclusive, passado por mudança, pois o jogo CSE x Sete de Setembro vai, agora, ser realizado às 20h do sábado de Zé Pereira (25), no Estádio Juca Sampaio, em Palmeira dos Índios.
As demais partidas, marcadas para as 16h deste domingo, são Santa Rita x CEO, no Estádio Olival Elias de Moraes, em Boca da Mata; e ASA x Coruripe, no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca.
NM com Francisco Cardoso
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