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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Meia do Sport, Élber se junta a Luan, Firmino e Pepe na seleção de Alagoas

A seleção dos alagoanos no futebol volta a ganhar destaque no GloboEsporte.com. Os melhores jogadores do estado ganham as manchetes em seus clubes e o time também sofre modificações. Em relação à seleção escalada em junho, uma mudança. O atacante Gilberto não vive boa fase no Vasco, ainda não marcou no Brasileirão e perdeu espaço para o meia-atacante Élber, do Sport. 
O jogador, de 23 anos, despontou na base do Cruzeiro e acertou para esta temporada com o Leão. Sofreu lesão no joelho quando conquistava a torcida e voltou muito bem na partida de domingo contra o São Paulo, na Arena Pernambuco. Jogou antes do previsto pelos médicos e abriu o placar para o Rubro-Negro na vitória por 2 a 0. 
Elber Sport (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)Alagoano Élber comemora gol marcado contra o São Paulo Sport (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)

Quem está de casa nova é o maior destaque da seleção de Alagoas. O meia Roberto Firmino trocou o Hoffenheim (ALE) pelo Liverpool em junho e agora vai atuar na principal liga do mundo.  O CRB até comemorou a transferência. Como clube formador, o Galo deve levar R$ 1,1 milhão com a negociação do alagoano pelo mecanismo de solidariedade da Fifa. Na seleção brasileira, Firmino recuou algumas casas na Copa América, mas tem talento para buscar a recuperação nas eliminatórias.
Disputa acirrada
Por enquanto, Renato segue na lateral direita da seleção de Alagoas, até porque foi responsável pelo cruzamento perfeito para o gol de Fred na vitória do Fluminense (veja abaixo) sobre o Atlético-PR, na Baixada. No entanto, está na reserva de Wellington Silva e pode perder a vaga no time do estado para Eduardo, ex-CRB. O lateral, de 28 anos, é titular do Atlético-PR e, com 14 jogos, tem feito apresentações regulares no Paraná. Antes de se transferir para o Furacão, ganhou destaque no Joinville. 

O escrete de Alagoas de 2015 tem agora: Saulo (ABC); Renato (Fluminense), Pepe (Real Madrid-ESP), Ewerton (Sporting-POR) e Reinaldo (São Paulo); Otávio (Atlético-PR), Cleiton Xavier (Palmeiras) e Élber (Sport), Roberto Firmino (Hoffenheim-ALE); Willian José (Zaragoza-ESP) e Luan (Atlético-MG).  
Olho nele
Neto Moura Sport (Foto: Aldo Carneiro /  Pernambuco Press)Neto Moura é uma revelação do Sport (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)
O jovem volante Neto Moura é a principal aposta do técnico Eduardo Baptista, do Sport, para este ano. A revelação, de 18 anos, nasceu em Atalaia e não se intimidou com os grandes jogos entre os profissionais.
Fez um gol no Campeonato Brasileiro, contra o Coritiba, e é uma das grandes promessas do futebol nordestino. O volante tem como padrinho o conhecido atacante Aloísio Chulapa.

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COMO ESTÃO OS JOGADORES DA "SELEÇÃO ALAGOANA"

Saulo - goleiro do ABC (Foto: Jocaff Souza/GloboEsporte.com)Saulo
SAULO  (goleiro) - Ex-goleiro do Sport, Saulo, de 25 anos, continua titular do ABC. Voltou recentemente a Alagoas para enfrentar o CRB e disse ter ficado emocionado por jogar no Estádio Rei Pelé pela primeira vez. Até se destacou na vitória alvinegra sobre o Galo por 1 a 0 e segue dono da camisa 1. Entrou este ano na seleção do estado no lugar de Pantera, que segurou o posto durante toda a última temporada.

Renato em treino do Fluminense (Foto: Nelson Perez / Fluminense FC)Renato
RENATO  (lateral-direito) - A lateral direita da seleção alagoana é bem disputada. Este ano, Renato tomou a vaga do veterano Vítor, mas precisa se cuidar. O jogador do Fluminense está na reserva e Eduardo tem feito bons jogos pelo Atlético-PR. A disputa é boa e, por enquanto, Renato, de 25 anos, segue entre os onze melhores do estado.


Pepe no treino do Real Madrid cabelo (Foto: EFE)Pepe
PEPE (zagueiro) - Titular do Real Madrid, o defensor não pode ficar fora da seleção alagoana. Não tem concorrentes no estado e representa uma geração mais experiente e vencedora. Ganhou tudo na Europa e ainda defendeu a seleção de Portugal. O zagueirão, de 32 anos, passou as férias em Maceió e recarregou as energias para voltar ao Santiago Bernabéu.
Ewerton, zagueiro do Anzhi (Foto: Divulgação/Anzhi)Ewerton
EWERTON  (zagueiro) - O alagoano fez ótima temporada pelo Sporting e foi contratado no mês passado em definitivo junto ao Anzi, da Rússia. O zagueiro passou as férias também em Alagoas, visitando os parentes em Penedo, e segue os passos de Pepe em Portugal. Ewerton tem 26 anos e começou na base do Corinthians-AL.

Reinaldo São Paulo (Foto: site oficial / saopaulofc.net)Reinaldo
REINALDO  (lateral-esquerdo) - Ainda não se firmou na equipe do São Paulo, mas tem entrado nas partidas do Brasileirão. Aos 25 anos, não tem grandes concorrentes no setor para a seleção alagoana. Herdou a vaga do experiente Jadílson, que está na reta final da carreira. 

Otávio Atlético-PR (Foto: Gustavo Oliveira/ Site oficial Atlético-PR)Otávio
OTÁVIO  (meio-campista) - O meio-campista, de 21 anos, é um dos destaques do Atlético-PR. Ganhou projeção no ano passado e se firmou nesta temporada entre os titulares. É especialista em roubar bolas e tem também desenvoltura para conduzi-la. Recentemente, se destacou na partida contra o Corinthians, em São Paulo, destruindo muitas jogadas do Timão. Foram ao todo 11 roubadas neste jogo.

Cleiton Xavier Palmeiras (Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)Cleiton Xavier
CLEITON XAVIER  (meia) - Ainda não conquistou a condição de titular do Palmeiras. Voltou ao futebol brasileiro depois de defender o Metalist, da Ucrânia, e tem forte concorrência no Palestra. Contra o ASA, pela Copa do Brasil, fez uma bela jogada que resultou no gol de Gabriel Jesus e marcou pontos com o técnico Marcelo Oliveira. O meia tem 32 anos.

Roberto Firmino faz treino físico na Granja Comary (Foto: Rafael Ribeiro / CBF)Roberto Firmino
ROBERTO FIRMINO  (meia-atacante) - O  meia foi titular da Seleção na Copa América e perdeu pontos pela campanha ruim do Brasil na competição. Vida que segue. Na Europa, ganhou destaque pela transferência do Hoffenheim (ALE) para o Liverpool (ING). Aos 23 anos, é o alagoano de maior potencial atualmente..

elber sport x figueirense (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)Élber
Élber (meia-atacante) - Titular do Sport, é um jogador que alia habilidade e velocidade. Este mês esteve cotado para se transferir para o Fluminense numa negociação envolvendo a ida de Cícero para o Cruzeiro, mas o mercado esfriou nos últimos dias. Aguarda definições. Aos 23 anos, passou por cirurgia no joelho e voltou ao time do Leão fazendo gol no São Paulo. Entrou na seleção no lugar do atacante Gilberto, do Vasco.
WIllian José do Zaragoza (Foto: Cassio Barco)WIllian José
WILLIAN JOSÉ  (atacante) - O centroavante, de 23 anos, teve papel importante na arrancada final do Zaragoza na Liga Adelante, mas não cumpriu a missão de recolocar o time na elite do futebol espanhol. Bateu na trave no último jogo. Voltou a Alagoas para passar férias e estuda propostas para definir qual será seu futuro. Na seleção do estado, ganhou a concorrência de Marinho, que começa a despontar no Cruzeiro depois de boa passagem pelo Ceará.
Luan, atacante do Atlético-MG (Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG)Luan
LUAN  (atacante) - Foi um dos responsáveis pelos títulos do Atlético na Copa do Brasil do ano passado e no Mineiro desta temporada.  Polivalente, marca, corre e cruza como poucos no país. No Brasileirão, vem sofrendo com lesões e ainda não engrenou uma sequência. Sábado, torceu o joelho na partida contra o Corinthians e voltou ao DM. O atacante, de 24 anos, espera estar no gramado em, no máximo, duas semanas. 
NM com globoesporte.com/al
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Janela de transferências para o Brasil fecha sem grandes contratações

Lucas Barrios Palmeiras (Foto: Fabio Menotti / Ag. Palmeiras / Divulgação)Lucas Barrios é o maior destaque da janela (Foto: Fabio Menotti / Ag. Palmeiras / Divulgação)
Aberta desde 22 de junho, a janela de transferências de jogadores do exterior para o futebol brasileiro se encerra nesta zero hora desta quarta-feira com apenas uma contratação de impacto. Foi uma janela fria. O reforço de maior peso foi do atacante da seleção paraguaia Lucas Barrios, que vestirá a camisa 10 de Valdivia, de saída do clube. Argentino naturalizado paraguaio, Barrios estava no Montpellier, da França. Tem 30 anos e marcou três gols na Copa América. Estreou no Verdão no último domingo, ao entrar no segundo tempo da vitória sobre o Santos.
No apagar das luzes, o Flamengo acertou também com Ederson, 29 anos, que estava no Lazio, da Itália, e vestirá a camisa 10 até 2017. Como o meia acabou de se desligar do clube italiano, o Rubro-Negro pode até inscrevê-lo fora da janela de transferências do Campeonato Brasileiro - o prazo se estende até o dia 15 de setembro. O caso de Ronaldinho Gaúcho é diferente. O meia já havia se desligado do Querétaro, do México - mais precisamente dia 20 de junho - quando acertou com o Fluminense, semana passada. Não vale como transferência internacional. Mas o Tricolor carioca conseguiu um bom valor para o seu ataque - o veloz Osvaldo, 28 anos, ex-São Paulo, estava no Al-Ahli, dos Emirados Árabes.
Alguns clubes tentaram reforços, mas bateram na trave. O São Paulo fracassou ao investir no zagueiro Dória, do Olympique de Marselha. Mas contratou o atacante colombiano Wilder Guisao, 23 anos, ex-Toluca, do México.
Ederson lazio apresentação (Foto: Agência EFE)Ederson será o 10 do Fla (Foto: Agência EFE)
O Corinthians viu ruírem seus planos de ter o atacante colombiano Téo Gutierrez, 30 anos, em ação no River Plate, da Argentina, e de malas prontas para o futebol português. Depois, tentou outro centroavante, o brasileiro Jonathas, 26 anos, no Elche. Também não deu liga até o momento - a esperança é que, desvinculado do clube espanhol, ele possa voltar a negociar com o Timão. 
Se a janela para entrar está fechada, o outra, que mais preocupa a cabeça do torcedor brasileiro, ainda está aberta. O prazo de transferências do futebol brasileiro para o exterior encerra em 31 de agosto para os principais países da Europa. Na Rússia, acaba em 6 de setembro. O mercado chinês não leva mais. Mas para o árabe está aberto até 16 de setembro para a Arábia Saudita, 30 de setembro para o Catar e 8 de outubro para os Emirados Árabes. 

Principais reforços
Antes de fechar com Ederson, que teve passagem-relâmpago pela Seleção - em 2010, foi convocado por Mano Menezes, entrou no segundo tempo contra os EUA e se lesionou com apenas três minutos em campo -, o Flamengo contratou por empréstimo junto do Benfica, de Portugal, o zagueiro César. Com 22 anos, 1,90m, o ex-ponte-pretano, destaque na equipe campinense entre 2013 e 2014, chegou a ser titular na Champions League, mas os seguidos problemas com lesões o prejudicaram. Recentemente, estava no time B português e vem sem custos - o Rubro-Negro terá que arcar apenas com os salários.
Rodrigo Moledo, zagueiro do Inter (Foto: Diego Guichard)Rodrigo Moledo se recupera de lesão no joelho para jogar no Interr (Foto: Diego Guichard)
Quem se reforçou na zaga também foi o Internacional, que recontratou o zagueiro Rodrigo Moledo, de 27 anos, ex-Metalist, da Ucrânia. Moledo ainda se recupera de cirurgia no joelho feita em maio e assinou um contrato de produtividade até dezembro - não atua há 16 meses. Ele preferiu o Colorado, onde ganhou projeção, ao Atlético-PR, interessado também em sua contratação.
Teve clube que preferiu repatriar prata da casa. Seis anos depois, o Vasco recontratou o meia Bruno Gallo, agora com 27 anos. O jogador estava no Marítimo, de Portugal, e é uma esperança do técnico Celso Roth de melhorar o meio-campo. 
Revelado nas categorias de base do Santos, o lateral-esquerdo Emerson, de 21 anos, retorna ao clube e deve se apresentar nesta quarta-feira. O jogador atuava pelo Palermo, da Itália, e queria até permanecer no clube, para onde foi emprestado. Mas o Peixe queria seu retorno por estar com carência na posição.
Osvaldo Fluminense (Foto: Nelson Perez / Fluminense)Veloz Osvaldo reforça o ataque do Fluminense (Foto: Nelson Perez / Fluminense)
O Atlético-PR também buscou reforço das terras lusitanas. O clube contratou o português Bruno Pereirinha, 27 anos, que estava no Lazio, da Itália. Versátil, tem facilidade para jogar no meio de campo e também nas laterais. O contrato é válido até 2017. Antes, o Furacão já acertara com o meia chileno Cristian Vilches, ex-Colo-Colo.
O Figueirense já até estreou o volante João Vítor, ex-Criciúma, de 26 anos, que estava no Gaziantepspor, da Turquia. O técnico Argel Fucks vibrou com a contratação do jogador, conhecido da torcida por ter atuado no rival. Outro clube catarinense usou a janela: o Avaí  fechou com o meia paraguaio Néstor Camacho, do Deportivo Cáli, de 27 anos.
Uruguaios e Alexandro
Uma dupla uruguaia será enfim apresentada nesta quarta no Botafogo. Depois de acertar os últimos detalhes burocráticos, o volante Gonzalo Bazallo e o atacante Alvaro Navarro vestirão pela primeira vez a camisa alvinegra após o treino.
Navarro, de 30 anos, chega do Deportivo Olmedo, do Equador, para assumir a vaga deixada por Bill. O jogador pertence ao Defensor, do Uruguai. Ele é conhecido como "El Chino" e foi o artilheiro da equipe equatoriana na temporada com 19 gols. Bazallo, 29 anos, estava no Rentistas, do Uruguai, e deve ocupar a posição de Marcelo Mattos.
O Bahia acertou com o atacante Alexandro, ex-Ponte Preta, 28 anos, que estava no Emirates Club, dos Emirados Árabes.
NM com globoesporte.com
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As duas bandejas de Chulapa nos Mundiais do São Paulo


Garrafas voaram pelos ares de Atalaia, no interior alagoano, quando Müller fez o terceiro gol do São Paulo sobre o Milan naquela madrugada de 12 de dezembro de 1993. Culpa de um garçom – que, eufórico com a iminência do bicampeonato mundial de seu time do coração, arremessou a bandeja para o alto e encharcou com cerveja os clientes da churrascaria onde trabalhava. Aos 18 anos, Aloísio José da Silva se virava para ganhar um troco e ajudar a família, incapaz de prever o destino que se aproximava: que ele, 12 anos depois, com o apelido Chulapa incorporado ao nome, seria novamente campeão mundial. Mas desta vez dentro de campo. E dando o passe para o gol.

Aloísio Chulapa foi garçom em dois títulos mundiais do São Paulo. Primeiro, literalmente, trabalhando assim; depois, metaforicamente, na linguagem do futebol, dando de bandeja para Mineiro o gol da vitória de 1 a 0 sobre o Liverpool em 2005. Foi o maior momento da carreira do jogador, que agora defende o Grêmio Maringá – deve ser seu último clube antes da aposentadoria. 
A bola, na metade do primeiro tempo, partiu de Fabão. Chulapa recebeu de costas para o gol, afastado da área, e sua missão básica seria dar fluência à jogada, fazer a bola circular por Danilo e ir se posicionar para concluir. Mas que nada. De pronto, ele resolveu acionar Mineiro, volante que se intrometia na área inglesa. De três dedos, deixou o colega na cara do gol. “Foi um passe de Ronaldinho Gaúcho do Paraguai”, disse ele na época.

- Aquilo foi de uma hora pra outra. Não era pra ser aquilo. Era jogada ensaiada. Eu ia me apresentar, o Fabão ia passar, e eu ia ajeitar pro Danilo. Quando ela veio, não dava pra ajeitar. Quando virei, o Mineirinho veio gritando: “Chulaaaaaaa, sooooltaaaaa!”. Fui lá e toquei na medida. Nunca mais acerto um passe daqueles na vida – diverte-se, quase dez anos depois, o atacante.
 Aloísio Chulapa (Foto: Alexandre Alliatti)Aloísio Chulapa tem pôster do São Paulo campeão mundial em sua casa no interior alagoano (Foto: Alexandre Alliatti)


O passe marcou a trajetória de Chulapa no Morumbi e consolidou o São Paulo como principal clube da carreira dele. Em sua casa em Atalaia, as paredes em volta da churrasqueira onde ele recebe os amigos estão repletas de referências ao Tricolor. Um dos muros do pátio tem um desenho dele abraçando Rogério Ceni no Japão. As chuteiras que usou contra o Liverpool também estão expostas no local, protegidas por uma redoma.

- O São Paulo foi uma paixão incondicional. Foi ali onde fui conhecido internacionalmente. Aonde eu vou, o povo me conhece. Sou ídolo mesmo. Ali eu joguei com amor. Sei que o dinheiro é bom, às vezes tem gente que só vai para os times pelo dinheiro, para tapear, mas eu, não. Quando botava aquela camisa no corpo, era para comer a grama do Morumbi. Saía todo rasgado de campo. Além de ser são-paulino doente, eu estava ali realizando um sonho, de jogar no meu time no coração. E dava a vida.

Se não fossem ele e seu passe de três dedos, sabe-se lá o que seria do São Paulo naquele jogo. E Aloísio Chulapa teve um caminho improvável até se tornar um dos protagonistas do título. Em 14 de julho, cinco meses antes do Mundial, estava no Morumbi com a camisa do Atlético-PR - disputando, contra o São Paulo, o título da Libertadores. Havia feito gol no primeiro jogo, em empate por 1 a 1 no Beira-Rio – a Arena da Baixada não foi liberada para a partida. No calor do jogo na capital paulista, foi convidado por Rogério Ceni para trocar de lado: para virar jogador do São Paulo. E ficou revoltado. "Tá com medo de levar outro de cabeça, é?", disse ao goleiro.

A contratação, porém, só foi finalizada em 11 de novembro, quase quatro meses depois da final da Libertadores – e apenas um mês antes da decisão do Mundial. Chulapa chegou ao Morumbi como complemento em um elenco repleto de atacantes: Amoroso, Grafite, Thiago Ribeiro, Christian. E, surpreendentemente, virou titular.
 Aloísio Chulapa (Foto: Alexandre Alliatti)Muro na casa de Aloísio Chulapa tem desenho dele abraçando o "patrão" Rogério Ceni (Foto: Alexandre Alliatti)

Ele tem enorme gratidão ao técnico Paulo Autuori por isso. Entende que o treinador apostou nele mesmo ciente do risco que corria – da cobrança que sofreria caso a escolha fracassasse.
- O Autuori pediu para eu fazer o pivô. Antes, eram o Amoroso e o Luizão. O Luizão foi embora, mas tinha o Christian, o Thiago Ribeiro e o Grafite. Ele podia escolher um dos três que tavam lá há mais tempo. Eu sabia que a responsabilidade ia ser grande. Se desse errado, a cobrança nele e em mim ia ser f... Iam dizer: “Pô, o cara chegou agora. Por que não botou o Christian, o Thiago, o Grafite?”

A estreia de Aloísio pelo São Paulo foi no Mundial. Ele foi titular já nas semifinais, na vitória de 3 a 2 sobre o Al-Ittihad, da Arábia Saudita. Sofreu o pênalti convertido por Rogério Ceni, o mesmo que o convidara para jogar pelo clube, o mesmo com quem discutira no gramado do Morumbi – hoje, são amigos pessoais, e Chulapa chama o goleiro de “patrão”.
 Aloísio Chulapa (Foto: Alexandre Alliatti)As chuteiras que Aloísio Chulapa usou no Mundial do Japão (Foto: Alexandre Alliatti)

Ceni foi a referência técnica e a liderança daquele time. Fechou o gol contra o Liverpool depois do gol de Mineiro. Antes, mobilizou o elenco usando uma declaração de Gerrard, craque do time inglês.

- O patrão foi o cara do jogo. O Gerrard falou no jornal que o Liverpool era imbatível. O Rogério Ceni pegou o jornal e botou na sala de jantar. E disse: "Não tem motivação maior que essa". A gente entrou concentradíssimo. Mas sabia que ia pegar um dos melhores times da Inglaterra, 13 jogos invicto, 13 jogos sem tomar um gol. E o bandeirinha anulou três gols daqueles... Um impedimento de quase uma unha. Aquele jogo foi minha decolagem. Depois daquilo, o São Paulo me comprou.

O São Paulo de hoje

Aloísio Chulapa ficou no São Paulo até 2008. Foi para mais uma final de Libertadores no ano seguinte ao título mundial. Perdeu para o Inter – e terminou como um dos artilheiros do torneio, com cinco gols. No Brasileirão, emendou os títulos de 2006, 2007 e 2008. Foi para o Catar, retornou ao Brasil para jogar, sem sucesso, no Vasco, passou pelo Ceará e aí começou a circular por clubes menores. Seguiu, o tempo todo, acompanhando o São Paulo como torcedor – e sendo tratado como ídolo. Chamou Rogério Ceni para a inauguração de uma escolinha em Atalaia e recentemente esteve em jogo festivo no Morumbi.

Chulapa acredita que o atual São Paulo deveria se espalhar naquele de dez anos atrás. Ele vê muita qualidade no atual elenco tricolor. 

- Hoje, só tem fenômeno: Pato, Ganso, Luis Fabiano, Michel Bastos, que era um monstro no Lyon. É um time da p... Mas igual àquele time não tem, não. Sabe o que encaixava? Nós. Sabe o filme "Gladiador"? Quando ele junta todos e diz "ou nós todos nos unimos, ou morremos juntos"? Era isso. O Rogério Ceni, quando terminava a preleção, dizia: “Vai ser 1 a 0 e acabou. Não vai entrar nada. É bola na área para o Chulapa, ou para o Lugano, ou para o Fabão”. E todo mundo se matava. Eu ia parar na lateral direita. O Leandro ia para a esquerda. Era Cicinho, era Júnior, era Josué. Era perfeito. O São Paulo não tinha estrela nenhuma quando conquistou três Brasileiros e um Mundial. Era o patrão (Ceni) e o Amoroso. O resto era Danilo, Josué, Mineiro, Júnior, Cicinho, Fabão, Lugano, Edcarlos. Era um time em que um corria pelo outro. Um ajudava o outro.

O atacante, aos 40 anos, por onde anda, é parado por são-paulinos, que fatalmente lembram do passe para o gol do Mineiro. São gratos a ele pelo lance. Mas tem um sujeito que fica particularmente comovido quando o encontra.

- Rapaz, o Mineiro, quando me vê, só falta chorar...
NM com globoesporte.com
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terça-feira, 21 de julho de 2015

Sindicato dos Árbitros de Minas Gerais troca data 38º do Congresso da ANAF


MINAS GERAIS – Quem comprou a passagem para participar do 28º Congresso da ANAF na belíssima capital do pão de queijo vai precisar remarcá-la. Em função da comemoração do dia 11 de setembro destinado aos árbitros de futebol, Ronaldo Bento, Presidente do Sindicato anfitrião do simpósio, sugeriu que ao invés de 8 e 9 de agosto, o encontro fosse realizado nos dias 11 e 12 de setembro, aproveitando a data que simboliza o dia do árbitro para realizar uma grande festa no estado.
Prometendo promover um evento de alto padrão, Bento acabou levando este anseio à diretoria executiva da ANAF que após conversar com os principais líderes sindicais do país, optou em modificar a data do congresso atendendo a solicitação do dirigente mineiro.
Com essa mudança, quem comprou a passagem certamente deverá contar com o apoio da ANAF para remarcá-la, já que essa mudança mesmo que justificada acabou diretamente pegando muita gente de surpresa.
NM com o site Voz do Apito
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Rafael Tenório inscreve chapa, e já fala como novo presidente do CSA

A novela para eleger o futuro presidente do CSA para o biênio 2015/2016 parece que já teve desfecho. No final da tarde desta segunda-feira (20), segundo apuração do TNH1, a chapa “Operação Resgate do Azulão”, do empresário Rafael Tenório, foi a única que se inscreveu para a eleição até o prazo para inscrições, que se deu às 18h.
Com isso, após a desistência da chapa do ex-jogador Catanha na semana passada, o grupo de Tenório será aclamado e irá comandar o Azulão nos próximos dois anos. A aclamação acontece na sexta-feira (24), às 18h, no Mutange. Além de Rafael Tenório, o CSA também deve aclamar Raimundo Tavares como presidente do Conselho Deliberativo. O ex-dirigente azulino é o único pré-candidato para o conselho e terá como vice-presidente o ex-deputado Augusto Farias.
Desde a semana passada até a tarde desta segunda, os membros da chapa de Rafael Tenório estiveram reunindo todos os documentos necessários para inscrição da chapa, que será analisada pela comissão eleitoral formada para a eleição no clube.
Os futuros dirigentes do CSA serão: Rafael Tenório (presidente executivo), Geraldo Lessa (vice-presidente geral), Carlos Alberto Andrade (vice de futebol), Cícero Cavalcante (diretor de futebol), José Raimundo (vice-futebol amador), José Pereira (vice-administrativo), Marcos Túlio (vice-financeiro), Ricardo Omena (vice-jurídico), Raniel Holanda (vice-patrimônio), José Jadson Fonseca (vice-social), Rógenes Padilha (vice-médico) e Messias Costa (vice-marketing).
Projeto
Em conversa com o TNH1 nesta segunda-feira, Rafael Tenório confirmou a inscrição e já falando com presidente do CSA, explicou alguns detalhes do seu projeto. “A inscrição já aconteceu. Foi entregue tudo, comprovante de pagamento, documentação... Foi tudo 100% registrado”, disse.
Confira o que disse Tenório sobre seu futuro como presidente do CSA, caso não haja alguma reviravolta:
TNH1: Confirmando-se apenas sua chapa inscrita, qual a importância de haver aclamação e não eleição?
Rafael Tenório: Vai ser feita a aclamação. Não tem nenhuma outra chapa inscrita. Mesmo que as pessoas que não estejam nos apoiando agora, não farão oposição lá na frente. Numa eleição, os perdedores de certa forma guardam um sentimento de derrota e torcem para o outro dar errado, mas nesse caso não há vencido e nem vencedores. Acredito que eles (‘opositores’) devem ficar neutros e torcerão pelo CSA, conforme a diretoria for fazendo um bom trabalho. Mas não significa que vamos acomodar.
TNH1: O que pretende fazer assim que assumir a presidência do CSA?
Tenório diz que CSA irá investir no programa de sócio-torcedor. Foto: TNH1
Rafael Tenório: O nosso projeto primordial é o calendário (do futebol profissional) para 2016, e o foco será esse. Iremos cumprir na íntegra a MP 671 (Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do futebol brasileiro - Clique aqui para mais informações). Tivemos uma reunião com membros da diretoria e discutimos o emergencial do CSA. A primeira coisa (que será feita) é utilizar os departamentos de marketing, social e financeiro para dar uma incrementada no programa de sócio. Vamos voltar a fazer como no início, com funcionários indo buscar sócios nos pontos pela cidade e também no interior.
O segundo projeto é pensar numa comissão técnica de peso e tomar algumas medidas internas administrativas, na divisão de base, fazer revisão no quadro de funcionários, essas coisas. Faremos mudanças para sair das mesmices. Vamos profissionalizar departamentos, teremos um executivo de futebol e parcerias com empresas para fortalecer o sócio. Em setembro, ainda na primeira quinzena, devemos ter definido a comissão técnica (do time profissional) e começaremos a preparar a equipe para o Campeonato Alagoano. Vamos buscar atletas jovens de grandes clubes, como Palmeiras-SP e Atlético-MG (na forma de empréstimo). Já estamos em contato com estes clubes.
TNH1: Como será o perfil do elenco? Até que ponto a base será valorizada no CSA?
Foto: TNH1
Rafael Tenório: sobre a base temos que estar próximos dela, mas com mais critérios e olhos clínicos para não jogarmos recursos fora. O interessante é revelar dois jovens atletas por ano. Sobre a formação do elenco, a princípio o foco será construir o calendário. Para tentar isso, temos que ter uma equipe forte. Na hora da contratação iremos investir maciçamente no elenco profissional. No segundo ano, conseguindo o calendário, a partir de 2017 a prioridade será montar um time B do CSA, com o time sub-20. Essa equipe irá caminhar junto com o elenco profissional e em paralelo irá realizar amistosos contra ASA, CSE, Confiança, entre outros, e participar de competições para amadurecer os garotos, para que não ‘tremam’ na hora de entrar em campo com um Rei Pelé lotado.
TNH1: Oliveira Canindé é um nome que pode assumir o comando técnico do CSA?
Rafael Tenório: o Oliveira Canindé tem uma boa amizade comigo e com o Raimundo Tavares, mas isso só será decidido em comum acordo com departamento de futebol. Serão quatro membros no futebol: o Raimundo Tavares, o Augusto Farias, o Carlinhos da Barra e o Cícero Cavalcante, que será diretor de futebol. Esse grupo irá realizar as decisões em comum acordo com o presidente executivo. Toda grande equipe tem que começar com um grande comandante técnico. Traremos um treinador do nível do CSA, não aquelas mesmices.
TNH1: Vocês já fizeram algum estudo sobre o investimento financeiro que deve ser feito inicialmente no CSA?
Rafael Tenório: o dia a dia é que vai dizer. Vamos buscar muitas parceiras. Por exemplo a parceria com o Palmeiras. O clube tem 116 profissionais e nem todos os atletas podem jogar. Então podemos buscar jovens de 21 e 22 anos que devem arrebentar aqui. Formaremos um time jovem e mesclaremos com jogadores experientes. Mas todos os detalhes serão discutidos. Vamos fazer tudo com muita cautela, pois ainda temos todo o tempo do mundo.
NM com o site TNH1- by Paulo Victor Correia
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