A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) vai realizar neste sábado e domingo, dias 18 e 19, em Alagoas, a 2ª Seletiva de Futebol Feminino para as seleções do Brasil sub-17 e sub-20. Ao todo, 50 atletas irão participar da ‘peneira’, que acontecerá no Estádio Rei Pelé. Delas, 40 são alagoanas que foram aprovadas em uma seletiva local, em maio, e as demais são de outros estados da região Nordeste que se inscreveram para o teste.
Segundo a programação montada para os testes, a abertura está marcada para as 13h do sábado (18). Das 14h às 18h, acontecem os treinamentos que serão aplicados pelo técnico da Seleção Brasileira de Futebol Feminino Sub-20, Doriva Bueno. A avaliação segue no domingo (19), com mais série de treinos que começam às 8h até o meio-dia. A partir das 13h, Doriva Bueno encerra a seletiva com a avaliação das meninas.
A 2ª etapa da Seletiva de Futebol Feminino da Confederação Brasileira de Futebol é organizada em Alagoas pela parceria da Secretaria de Estado do Esporte, Lazer e Juventude, Federação Alagoana de Futebol e União Desportiva Alagoana.
“Um dos objetivos da nossa secretaria é valorizar o futebol feminino, que infelizmente ainda não tem o apoio necessário para melhorar o nível de organização e profissionalismo. Estamos com a UDA e a FAF na organização da segunda Seletiva da CBF aqui em Alagoas porque entendemos justamente a importância de sermos parceiros das meninas nesse processo”, destacou a secretária Cláudia Petuba.
Para o presidente da Federação Alagoana de Futebol, Felipe Omena Feijó, a parceria do Governo de Alagoas tem sido fundamental no planejamento da Seletiva. "Isso mostra o novo momento que o futebol feminino vive no Brasil. O apoio do poder público é necessário, já que o futebol ajuda na educação e no crescimento do cidadão e, com isso, o futebol evolui e o Estado melhora seus indicadores sociais", detalhou Feijó.
Coletiva
De acordo com a programação da seletiva, os testes do sábado estão previstos para ter início no começo da tarde. Antes, a secretária, o presidente da FAF e o técnico da seleção, Doriva Bueno, concedem coletiva de imprensa, a partir das 10h, no auditório do Rei Pelé.
Morreu nesta quinta-feira o ex-atacante Alcides Gigghia. Foi dele o gol da vitória por 2 a 1 do Uruguai sobre o Brasil na Copa do Mundo de 1950, na partida que ficou conhecida como Maracanazo. Ele sofreu um ataque cardíaco e não resistiu. Tinha 88 anos, e era o último jogador vivo de uma das maiores partidas da história do futebol.
Coincidentemente, a morte de Gigghia ocorre exatamente no 65º aniversário daquele jogo, disputado também em um 16 de julho, no Maracanã lotado por 199.854 torcedores. O então jogador do Peñarol marcou o gol da virada celeste, aproveitando a famosa falha do goleiro Barbosa, que não defendeu seu chute no canto esquerdo.
Gigghia tinha saúde estável, mas que ficou debilitada depois de um acidente de carro, em 2012, que o deixou no hospital em estado grave. No entanto, ele sempre comparecia a eventos importantes em que era convidado, como o sorteio dos grupos da última Copa do Mundo, que aconteceu em 2013, na Costa do Sauípe, na Bahia.
Dono da medalha de Ordem de Mérito da Fifa, a lenda do Uruguai foi homenageada em 2009, colocando os pés na Calçada da Fama do Maracanã. Ele foi apenas o sexto jogador estrangeiro na história a ter essa honraria, após o chileno Elías Figueroa, o paraguio Romerito, o alemão Beckenbauer, o português Eusébio e o sérvio Petković.
Agradecido, emocionou-se e chorou.
"Nunca pensei que seria homenageado no Maracanã, estou muito emocionado. Meus sinceros agradecimentos ao público. Agradeço profundamente. Viva o Brasil!".
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Ghiggia tem os pés na Calçada da Fama do Maracanã, estádio que calou em 1950
Quem foi Alcides Ghiggia
Nascido na capital uruguaia em 22 de dezembro de 1926, Ghiggia começou a carreira de jogador aos 20 anos, no Atlante. No ano seguinte, passou a defender o Sud América, modesto clube de Montevidéu que circulava entre a elite a segunda do país.
Em 1948, apenas dois anos antes do Mundial do Brasil, Ghiggia chegou ao Peñarol. O clube foi campeão nacional em 1949 de forma invicta. Além daquele jovem ponta-direita, a equipe tinha o ótimo goleiro Máspoli, o aguerrido centromédio Obdulio Varella e um ataque mortal, com Schiaffino, Míguez e Vidal.
O grande time do Peñarol acabou se tornando a base da seleção uruguaia que viajou para o Brasil em busca do bicampeonato mundial. E Ghiggia, o menos famoso daquela linha de ataque antes da Copa, acabou tornando-se uma das estrelas do time.
EFE
Ghiggia durante homenagem no Estádio Centenário
O ágil ponta-direita ganhou espaço ao longo da competição. Com a desistência da França, o Uruguai teve apenas a Bolívia como adversária na primeira fase. Na goleada por 8 a 0, o destaque foi Míguez, com três gols; Ghiggia marcou o último, aos 38 do segundo tempo.
Na fase final, o ponta voltou a marcar. Foi dele o gol que abriu o placar contra a Espanha, em duelo que terminou empatado por 2 a 2. Quatro dias depois, Ghiggia marcou o primeiro da vitória por 3 a 2 sobre a Suécia.
Quando os uruguaios chegaram à última rodada do quadrangular final, contra o Brasil, no Maracanã, Ghiggia já era um nome conhecido. Afinal, ele era o único jogador uruguaio que havia feito gols em todas as partidas.
Na "decisão" do Mundial, os brasileiros entraram na decisão como franco-favoritos. Com melhor campanha na fase final, a seleção jogava por um empate; uma vantagem que, aliada à euforia da torcida, criava um clima de vitória anunciada em todo o país.
Maracanazo, o fantasma que é maior para estrangeiros do que para brasileiros
Um clima que contagiou, também, as milhares de pessoas que lotaram o Maracanã. Não há registros precisos do público daquela partida. A Fifa adota 173.850 como número oficial. Mas há quem diga que eram 190, 200 mil pessoas nas arquibancadas.
Uma multidão que fez festa durante 79 minutos de jogo. Um país inteiro que vibrou no gol de Friaça, aos 2 minutos da segunda etapa, e que pouco se preocupou quando, aos 21, Schiaffino faz 1 a 1. Um povo que esperou, segundo após segundo, pelo primeiro título mundial. Mas, no meio do caminho, havia Alcides Ghiggia.
A cena não sai da cabeça dos brasileiros. O ponta recebe a bola pela direita, avança e chuta cruzado, quase sem ângulo. A bola não sai forte, mas quica no gramado e passa entre o goleiro Barbosa e a trave esquerda.
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Ghiggia comemora seu gol no Maracanazo
O gol foi o segundo do Uruguai e selou a derrota por 2 a 1, a maior tragédia do futebol brasileiro em todos os tempos (até o 7 a 1 de 2014...). Foi, também, o quarto de Ghiggia em quatro jogos naquele Mundial. Curiosamente, o ponta jamais voltou a marcar pela equipe celeste. Foram ao todo 12 partidas e aqueles quatro gols, todos marcados na Copa.
Depois de se tornar herói nacional, Ghiggia ainda ficou no Peñarol por três anos. Em 1953, foi contratado pela Roma, onde ficou até 1961. Em 1957, o ponta-direita defendeu também a seleção italiana.
Ghiggia poderia ter disputado outras duas Copas do Mundo. Mas quis o destino que o Mundial de 1950 fosse o único do carrasco brasileiro - em 1954, a Roma não liberou o ponta-direita para jogar pelo Uruguai; quatro anos depois, quando defendia a Itália, ele viu a equipe ficar fora da Copa do Mundo na Suécia.
De volta a Uruguai, Ghiggia ainda defendeu o Danúbio, antes de se aposentar. O herói nacional passou a trabalhar como funcionário de um cassino em Montevidéu ao lado de Obdúlio Varela, companheiro de Peñarol e de seleção uruguaia. Ali, aposentou-se pela segunda vez, garantindo condições financeiras de se manter até o fim da vida.
Em 2009, Ghiggia, já com problemas de saúde e dificuldades de locomoção, voltou ao Maracanã para receber a maior homenagem da carreira. O uruguaio foi o centésimo jogador a colocar os pés na Calçada da Fama do estádio que havia calado 59 anos antes.
Em 2013, Ghiggia entrou em campo para ver o seu maior feito no telão; relembre NM com espn.uol.com.br
A novela São Domingos chegou ao fim, pelo menos por enquanto. É que o pleno do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD/AL) negou o pedido de liminar da equipe da Massagueira, que acusava o Dimensão Saúde de escalar um atleta em situação irregular durante jogo do Campeonato Alagoano sub-20.
O caso foi julgado na noite dessa quarta-feira, no auditório do Estádio Rei Pelé. O provimento da liminar do São Domingos foi negado por unanimidade pelo pleno do Tribunal. Agora o São Domingos tem até a segunda-feira para recorrer da decisão, caso não faça até o dia 20, o Campeonato Alagoano pode seguir normalmente – tinha sido interrompido desde a ação do São Domingos.
Durante a sessão, o procurador-geral do TJD/AL, Drº Petrúcio Guedes, apresentou a resposta da CBF sobre o registro e transferência de atletas. Segundo ele, após consulta feita a entidade nacional, são consideradas válidas transferências e registro de atletas em sistemas internos criados pelas Federações Estaduais de Futebol.
No dia 02 de julho, o vice-presidente jurídico da Federação, advogado Fernando Pastor, informou ao TJD-AL que o Dimensão Saúde não escalou nenhuma atleta irregular. Ele explicou que um mecanismo de cadastro foi criado pela FAF, já que na época o sistema da CBF passou por problemas.
O vice-campeonato alagoano deu ao Coruripe o direito de disputar o Brasileiro da Série D, que começa neste domingo e envolve 40 clubes. Representante do estado na competição nacional, o Hulk planeja fazer uma campanha diferente do ano passado, quando não passou da primeira fase. Conheceu melhor a competição. Para concretizar o objetivo de voar alto, o clube renovou o elenco e manteve nomes das campanha do estadual. Para comandar o time no Brasileiro, a direção alviverde apostou em Evandro Guimarães, que levou o Vitória da Conquista à final do Campeonato Baiano. Entre os jogadores, os zagueiro Williames José e Tiago Papel foram mantidos. Além deles, os meias Aurélio, João Paulo e Tiago Lima, e o atacante Ivan também renovaram. Para reforçar o grupo, o goleiro Jeferson, o lateral Márcio Lima, o zagueiro Fernando Belém, o volante Diego Aragão e os atacantes Orobó e Naôh são algumas das caras novas. O Hulk também acertou o retorno do atacante Etinho. A estreia do Coruripe na Quarta Divisão do Brasileiro será contra o Globo-RN, dia 19, às 17h, no Estádio Barretão, casa do adversário. Além do time potiguar, o Hulk divide o Grupo 3 com o Colo Colo, o Campinense e o Serra Talhada. Destaques O Coruripe tem três jogadores importantes. O zagueiro Williames José, o meia Aurélio e o atacante Ivan são os pilares da equipe e tiveram papel importante no estadual e garantiram calendário para o clube no primeiro semestre de 2016, com participação na na Copa do Brasil e no Nordestão. Investimento Com um elenco formado por 29 jogadores, o presidente do Coruripe, Alfredo Raildo, revelou que a folha salarial do clube gira em torno de R$ 90 mil.
Técnico Evandro Guimarães
O grupo O Hulk caiu no Grupo 3 da competição nacional, e enfrenta Campinense, Colo Colo, Globo-RN e Serra Talhada. De acordo com o regulamento, dois times garantem a classificação para as oitavas de final da Série D. A base Durante a preparação para a Série D, o Coruripe disputou dois jogos-treinos, contra o Penedense e o sub-20 do ASA, respectivamente. O técnico Evandro Guimarães montou o time base com Jeferson; Diego Aragão, Williames José, Fernando Belém e Paulo Victor; Mazinho, Michel, João Paulo e Tiago Lima; Etinho e Naôh. Elenco: Goleiros: Jeferson, Rudison e Roquelan Laterais: Márcio Lima, Renato, Paulo Victor, George e Fabrício Zagueiros: Williames José, Tiago Papel, Fernando Belém, Samuel e Beto Volantes: Jair, Mazinho, Diego Aragão, Michel e Thulio Meias: Tiago Lima, João Paulo, Luíz Mário, Djalma, Aurélio e Deivinho Atacantes: Ivan, Etinho, Naôh, Orobó e Fabiano Técnico: Evandro Guimarães Boa sorte ao Coruripe. NM com globoesporte.com
Bruno Euclides Presidente do ASA (Foto: Viviane Leão/GloboEsporte.com)
O ASA saiu no lucro com a partida contra o Palmeiras pela Copa do Brasil. Presidente do clube, Bruno Euclides informou nesta terça-feira que o segundo jogo com o time paulista, marcado para esta quarta em Londrina, injetou nos cofres R$ 448 mil, divididos entre a venda de mando e patrocinadores específicos para o confronto.
O mando de campo, transferido de Arapiraca para Londrina, custou R$ 400 mil, mais as despesas de viagem e hospedagem pagas. O dirigente lembrou que a crise financeira pesou na decisão de tirar a partida de Arapiraca.- Fechamos com três patrocinadores apenas para esta partida de quarta pelo valor de R$ 48 mil. Para o restante da temporada, estamos buscando outros parceiros - afirmou Euclides.
- A decisão de transferir o jogo para Londrina foi muito difícil, mas supriu temporariamente os problemas financeiros que o clube está passando. Não é fácil pra gente também. Mas independentemente de onde for, aqui ou até na China, vamos em busca da vitória e consequentemente da classificação. Sou mais o ASA - explicou o presidente, em entrevista ao site oficial do clube.
Time treina em Londrina
O Alvinegro treinou na tarde desta terça no CT do Londrina, e o técnico Vica tem apenas uma dúvida na escalação, entre os meio-campistas Marcos Antônio, poupado do último jogo, e Marlon, que entrou bem no segundo tempo da partida com o Salgueiro e marcou o gol do empate por 1 a 1. O ASA tende a jogar contra o Palmeiras com: Pedro Henrique; Gabriel, André Nunes, Lucas Bahia e Fábio Alves; Jorginho, Max Carrasco, Marlon (Marcos Antônio), Didira e Uederson; Alex Henrique.
O primeiro confronto do mata-mata, disputado em São Paulo, terminou empatado sem gols e o ASA garante vaga nas oitavas se vencer por qualquer placar, ou segurar o 0 a 0 e bater o Palmeiras nos pênaltis. O jogo está marcado para esta quarta às 22h, no Estádio do Café.
Relacionados do ASA para pegar o Palmeiras
Goleiros: Pedro Henrique e Éder
Laterais: Gabriel, Fábio Alves, Chiquinho e Rayro
Zagueiros: Lucas Bahia, André Nunes e Edson Veneno,
Volantes: Jorginho, Max Carrasco, Cal e Marcos Antônio,