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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Mesmo em mal momento na Série B, CRB celebra 106 anos de existência

FOTO: AILTON CRUZ
Vinte de setembro de mil novecentos e doze. Foi neste dia que seis desportistas comandados por Lafaiete Pacheco e Antônio Vianna resolveram fundar um dos clubes mais tradicionais do país banhado em vermelho e branco. Apesar da fase na Série B do Brasileirão não ser nada agradável - 18º colocado -, a direção do CRB resolveu celebrar os 106 anos do clube com uma missa na Igreja São Pedro, às 9h, nesta quinta-feira (20), no bairro da Ponta Verde.
Como seu próprio nome identifica, a história do Clube de Regatas Brasil, o CRB, teve início no remo nas águas da Pajuçara, mas foi no futebol que o Galo construiu uma trajetória repleta de glórias e emoções.
A maioria dos torcedores, quando desperta o interesse pelo futebol, se apega a algumas características: quando não por influência paterna, são as cores de uma determinada equipe que fazem a paixão aflorar.
Aos 13 anos de idade, recém-chegado de Mata Grande, interior de Alagoas, para a capital Maceió, Manoel Messias - agora com 64 anos - se apaixonou pelo Regatas quando foi ao Rei Pelé pela primeira vez com um amigo e de cara, presenciou o "Clássico das Letrinhas" entre CRB e CSA.
"Quando fui ao Trapichão pela primeira vez foi em um dia de clássico. Era criança e senti o chão tremer quando as duas equipes entraram em campo. Me segurei achando que ia desabar tudo. Mas quando percebi que era normal, eu vi aquele marzão vermelho e me arrepiei na hora. Não tive como não torcer pelo Galo naquele dia, e sigo até hoje", contou o regatiano, segurando as lágrimas.
Conquistas marcantes
Em 2017, Galo conquistou tricampeonato alagoano sobre o CSA
FOTO: AILTON CRUZ/GAZETA DE ALAGOAS






















Acostumado a levantar títulos atrás de títulos no futebol alagoano (30 no total), um sempre será especial para os regatianos: o primeiro campeonato estadual disputado em Alagoas e faturado pelo Alvirrubro no ano de 1927. 
Além disso, dos anos 2000 para cá, o clube praiano foi quem mais venceu os estaduais ao lado do ASA, com seis troféus. O último, foi na temporada passada e logo no tricampeonato (2015, 2016 e 2017) sobre o CSA. 
No mais, quem não se lembra da virada histórica do Galo em cima do Joinville, em 2012 pela Série B? Quando o CRB perdia por 3 a 0, marcou quatro gols dentro de 20 minutos e fez o time sulista passar mal. Ou então do famoso "clássico do spray" em 2009 contra o maior rival?
Mas, em suas participações em Brasileiros, sim, tem deixado a desejar. Quedas para a Série C e péssimas campanhas na B. Em 2005 quase caiu diante do já rebaixado Criciúma no Heriberto Hülse. O gol salvador de Josimar evitou o vexame naquele ano. Na temporada passada, depois de ter feito a sua melhor campanha da história na Segundona (2016), se livrou da Terceirona nas últimas rodadas. 
Momento na Série B
Técnico Roberto Fernandes tem a missão de salvar o CRB do rebaixamento
FOTO: AILTON CRUZ/GAZETA DE ALAGOAS






















E quando quando estava tudo orquestrado para não acontecer mais, vem 2018 com uma das piores campanhas que a equipe poderia fazer: 18ª posição, com 29 pontos. Precisando vencer seis em 11 jogos em disputa. Algo que pode ser contornado sim, mas se olhar a organização da equipe até então, o risco de rebaixamento parece dobrar de tamanho. Roberto Fernandes, apresentado na última segunda-feira (17) é o 4ª técnico a comandar o Regatas. Está, como diz o ditado, 'a Deus dará'.
O time acostumado com os gols de Joãozinho Paulista - maior artilheiro com 190 gols -, hoje em dia se encontra nas mãos de Neto Baiano, que tem 48 gols com a camisa do Galo, em pouco mais de dois anos de clube.
A maré não é das melhores, no entanto, a história mostra que não é de hoje que o CRB tem conseguido se reerguer. Portanto, o torcedor espera que o "presente de aniversário" venha embrulhado em três pontos já nesta sexta-feira, diante do Coritiba, no Estádio Rei Pelé.
NM com Isaac Simões e Mauricio Manoel

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