Image Map
Image Map
Image Map
Texto da legenda da imagem aqui
Texto da legenda da imagem aqui
Texto da legenda da imagem aqui
Texto da legenda da imagem aqui
Texto da legenda da imagem aqui

sábado, 29 de setembro de 2018

Clássico das multidões: CRB e CSA fazem duelo de opostos no Estádio Rei Pelé

FOTO: AILTON CRUZ/GAZETA DE ALAGOAS

Vencer para diminuir a pressão e seguir firme na busca por metas distintas. É desta forma que CRB e CSA voltam a campo às 16h30 deste sábado (29) para fazer o último Clássico das Multidões da temporada no Estádio Rei Pelé, em duelo válido pela 29ª rodada da Série B do Brasileiro.
E, como se não bastassem todos os ingredientes que envolvem o clássico, o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por pouco não reduziu a grandeza do espetáculo ao decidir que a torcida azulina não poderia assistir à partida no Trapichão. Porém, nessa sexta-feira, o tribunal voltou atrás para liberar a presença de ambas as torcidas, vetando, no entanto, o acesso de membros das organizadas, acolhendo, assim, solicitação do Ministério Público.
Já dentro de campo, a partida desta tarde vai servir de termômetro para a sequência dos rivais na competição. Na 18ª posição, com 30 pontos, o CRB sabe que um triunfo diante do CSA pode, além de retirar o Galo da zona da degola, melhorar sobremaneira o ambiente no CT Ninho do Galo, elevando a confiança na busca pela permanência. 
O Azulão, por sua vez, vai reacender, em caso de vitória, a esperança do torcedor em ver o clube novamente na elite do futebol nacional. O time vem de duas derrotas consecutivas (2x1 para o Vila Nova-GO e 1x0 para o Guarani-SP), o que só fez aumentar a pressão por um resultado positivo nesta tarde.
Galo no Z4

Atacante e artilheiro do CRB na temporada, Neto Baiano é dúvida para o clássico 
FOTO: AILTON CRUZ/GAZETA DE ALAGOAS






















Em má fase, o Galo parece brincar com a possibilidade de rebaixamento. Isso porque o clube regatiano não mais depende apenas de si para deixar a zona da degola nesta rodada, tendo que torcer contra os adversários que parecem ter acertado o pé na reta final da competição.
E, para muitos, estar à beira do precipício é fruto de sucessivos erros, encobertos pela conquista do tricampeonato estadual em 2017. Naquele ano, foi eliminado da Copa do Brasil pelo Altos-PI, despedindo-se da Copa do Nordeste também na primeira fase. Já na Série B, o Galo ocupou apenas a 15ª posição, somando apenas um ponto a mais que o Luverdense, último clube a ser rebaixado.
O tetracampeonato alagoano não veio em 2018, e o desempenho do Galo, desde então, passou a suscitar uma série de questionamentos. Na Copa do Nordeste, não foi eficiente o bastante para eliminar o Ceará nas quartas de final, apesar de ter parado, diante do favorito São Paulo, somente na terceira fase da Copa do Brasil.
Veio a Série B e, com ela, ao menos por enquanto, mais frustração. Isso porque o CRB já conseguiu, ao lado do Juventude, tornar-se a pior equipe no quesito finalização. São apenas 21 gols marcados em 28 partidas já disputadas, de modo que os 10 jogos restantes se tornaram verdadeiras finais para o Regatas. 

Técnico Roberto Fernandes deixou no ar possibilidade de jogar sem um centroavante
FOTO: AILTON CRUZ/GAZETA DE ALAGOAS






















O último escolhido para seguir com esta árdua a missão é Roberto Fernandes, o quarto técnico do CRB no campeonato, tendo estreado com um empate em 1 a 1 diante do Coritiba, em Maceió. Na semana que antecedeu a partida deste sábado, Fernandes fechou os treinamentos no CT Ninho do Galo, fazendo mistério especialmente sobre o comando do ataque.
"O camisa 9 para este jogo pode não ser um nove. Em clássico você tem que colocar os melhores. Isso significa dizer que os escolhidos serão os melhores atualmente. Se o jogo fosse hoje, o Neto não jogaria. Já contra o Rafael Costa pesa a questão do ritmo de jogo, apesar de que, no jogo passado, ele se movimentou bem. Claro que a função do camisa 9 é fazer gol. Ele não fez, mas teve uma boa participação. No entanto, a gente tem alternativas dentro do grupo. São jogadores que podem fazer aquela função com características diferentes", falou Fernandes em entrevista na última quarta-feira. 
Apesar do mistério no ataque, o treinador regatiano deve escalar o CRB, no esquema 4-3-3, com João Carlos; Edson Ratinho, Everton Sena, Anderson Conceição e Paulinho; Claudinei, Luiz Otávio e Renan Oliveira; Willians Santana, Iago e Mazola (Neto Baiano ou Rafael Costa).
O comandante admite que o Galo necessita urgentemente dos três pontos, classificando o rival como favorito, mas somente até a bola começar a rolar. "As duas equipes têm muita necessidade de vitória, principalmente o CRB, já que se tem uma questão da sobrevivência. Vamos precisar fazer um jogo de superação porque a tendência, em um clássico, é que a disputa logo fique equilibrada. Mas não sou um alienado. Basta ver a pontuação, o número de gols feitos e a posição na tabela. Enquanto que não há favorito quando o árbitro iniciar o jogo. Porém, até o jogo começar, o CSA, pelo seu momento, leva uma ligeira vantagem", emendou.
Portanto, é vencer ou vencer, com o torcedor regatiano prometendo lotar as dependências do Trapichão em busca de dois feitos na mesma partida: vitória sobre o maior rival e sobrevida no Brasileirão.
Vaga no G4 ameaçada

Acostumado a marcar contra o Galo, Didira é uma das apostas do CSA no clássico
FOTO: AILTON CRUZ/GAZETA DE ALAGOAS






















Apesar de fazer um grande primeiro turno, o que lhe rendeu a melhor campanha da história de um clube alagoano na Série B do Campeonato Brasileiro na era dos pontos corridos, com 34 pontos nas 19 rodadas iniciais, o CSA tem vacilado no returno da Segundona.
Para se ter uma ideia, até a 10ª rodada da Série B, quando azulinos e regatianos se enfrentaram pela primeira vez neste Brasileiro, o CSA havia vencido seis dos nove jogos disputados. Naquela oportunidade, o time do Mutange ocupava a vice-liderança da competição, com 18 pontos, perfazendo um aproveitamento de 66,66%.
Contudo, nos jogos de volta, o desempenho já não é o mesmo. Após repor peças no elenco, em razão da saída de jogadores considerados importantes - como Michel Douglas, Ferrugem e Niltinho -, o Azulão tem encontrado dificuldades para voltar a engrenar na competição. 
Foram cinco derrotas e apenas quatro vitórias até aqui, com o aproveitamento caindo para 44,44% neste segundo turno, já que conquistou somente 12 dos 27 pontos em disputa.
A derrota por 3x0 para o Boa Esporte-MG (que ocupou a lanterna por várias rodadas) chegou a colocar em xeque o trabalho comandado pelo técnico Marcelo Cabo. Porém, na sequência, o CSA respondeu à altura ao golear o Londrina-PR, no Rei Pelé, e bater o Figueirense, em pleno Orlando Scarpelli, por 2x1.
Com 46 pontos e a permanência na Série B do ano que vem já garantida, o Azulão sabe que não pode mais vacilar, em razão do risco de cair na tabela, se perder ou até empatar com o maior rival, já nesta rodada.

Técnico Marcelo Cabo projetou um jogo difícil contra o CRB
FOTO: AILTON CRUZ/GAZETA DE ALAGOAS





















Por isso, a comissão técnica azulina também fechou os treinos no CT Gustavo Paiva. "É uma semana de clássico e a gente precisa tomar as precauções que cercam um jogo dessa magnitude. Por isso, fechamos os treinamentos durante a semana para que chegássemos fortes para este clássico tão importante", falou Cabo, em entrevista coletiva concedida nessa sexta.
"Clássico é clássico. Eu não olho para a tabela numa partida como esta. É 50% de possibilidade de vitória para cada lado. São duas equipes que se respeitam e têm muita história. O CRB luta pelos seus objetivos e nós lutamos pelos nossos dentro da competição. Por isso, precisamos de tranquilidade e sabedoria porque teremos um jogo muito difícil", afirmou.
A grande novidade no time azulino pode ser o retorno do atacante Neto Berola. O jogador não atua desde que sofreu uma lesão na perna direita, na vitória do CSA por 3x0 diante do Criciúma, ainda pela 23ª rodada. Ele treinou durante a semana e pode ser a válvula de escape pelo lado esquerdo do campo.
Apesar de Marcelo Cabo fazer mistério e só divulgar a escalação uma hora antes de a bola rolar, o treinador deve manter a base da equipe que iniciou a partida contra o Guarani, mandando o CSA a campo com Felipe Garcia; Celsinho, Leandro Souza, Matheus Lopes e Rafinha; Yuri, Pio, Didira e Daniel Costa; Jhon Cley (Neto Berola) e Rubens.
Arbitragem
Já a arbitragem do clássico vem do Paraná. Rodolfo Toski Marques (Fifa) apita o confronto, sendo auxiliado por por Bruno Boschilia (Fifa) e Victor Hugo Imazu.
NM com Gazetaweb.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário