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quarta-feira, 24 de maio de 2017

ESPECIAL COPA DO NE : Cinco fatores que podem pesar a favor do Bahia na decisão da Copa do Nordeste

(Foto: Felipe Oliveira)
Se quiser bater no peito e gritar que é o “senhor” do Nordeste em 2017, o Bahia terá que passar pelo Sport na noite desta quarta-feira, na Arena Fonte Nova, quando as equipes decidem o título do torneio regional mais importante do país. Os tricolores esperam ansiosos por esse momento, que chegou perto de acontecer há dois anos – a equipe baiana foi superada pelo Ceará –, e por isso esgotaram os ingressos disponíveis para o duelo, marcado para 21h45 (horário de Brasília).
Para superar o tradicional rival pernambucano, o técnico Guto Ferreira tem algumas cartas na manga. 

Solidez defensiva
(Foto: Felipe Oliveira
Não é segredo para ninguém que o técnico Guto Ferreira preza por uma defesa forte, por isso mesmo o sistema defensivo do Bahia é sólido, com linhas e sistema de coberturas bem organizados. Nas 28 partidas que fez na temporada, a equipe levou apenas 14 gols, uma média de 0,5 por jogo – embora o Tricolor tenha levado cinco gols nas últimas três partidas que realizou. Além disso, nomes do setor como o goleiro Jean e o zagueiro Tiago vivem grande fase na atual temporada.

Mobilidade do quarteto ofensivo

Com a lesão de Hernane na semifinal da Copa do Nordeste, Guto foi obrigado a pensar em uma solução alternativa ao atacante. Em vez de dar oportunidade a Gustavo, um centroavante de origem, o treinador apostou em Edigar Junio, um jogador de beirada. A decisão se mostrou acertada, pois a equipe ganhou muito em mobilidade e velocidade. Na estreia do Campeonato Brasileiro, o quarteto formado por Régis, Allione, Zé Rafael e Edigar infernizou a defesa do Atlético-PR, e o Tricolor venceu por 6 a 2.
Desde o segundo jogo da semifinal do Nordestão contra o Vitória, quando a base do quarteto foi escalada, o Bahia marcou dez gols em quatro jogos – o jogo contra o Vasco, no último fim de semana, ficou fora da lista, porque Allione, Zé Rafael e Edigar começaram no banco de reservas.

Régis, o cara do time
foto: Ag. Estado
Não há como fazer essa lista sem incluir Régis. O jogador vem tendo um grande desempenho na temporada, comandando as ações ofensivas da equipe. Meia central no 4-2-3-1 de Guto Ferreira, ele disputou 20 partidas no ano e marcou 11 gols, além de ter distribuído quatro assistências. Na estreia do Brasileiro, o Régis balançou as redes duas vezes. Em seguida, ficou fora dos dois últimos jogos do Bahia. Chega descansado para a decisão.

Fator casa
(Foto: Felipe Oliveira 
Jogar na Arena Fonte Nova sempre foi um diferencial a favor do Bahia. Na atual temporada, não tem sido diferente. Dos 13 jogos que fez em casa em 2017, a equipe venceu 11, empatou um e perdeu o outro. Uma longa invencibilidade que durou dez meses foi quebrada apenas no primeiro clássico do ano, contra o Vitória. Para a decisão contra o Sport, todos os ingressos estão esgotados.

Prioridade


O Bahia nunca escondeu que a Copa do Nordeste era a grande prioridade do primeiro semestre, tanto que Guto Ferreira usou a equipe reserva nos jogos da fase de classificação do Campeonato Baiano. Na rodada do fim de semana do Brasileirão, o técnico poupou a maioria dos titulares do confronto contra o Vasco pensando no Sport. O foco, nesse momento, está todo voltado para conquistar a condição de melhor equipe do Nordeste do país.

NM com Globoesporte.com

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