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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Brasil avalia que foi bem em revés contra Chile e Dunga não fala em mudar

O discurso de Dunga voltou a ser repetido incansavelmente na seleção brasileira. Depois de o treinador afirmar que não viu sua equipe mal na derrota para o Chile por 2 a 0, na abertura das Eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia, foi a vez dos jogadores repetirem as mesmas respostas.
Quase todos jogadores evitaram admitir que o Brasil mereceu perder para o Chile. A maioria, inclusive, foi além e destacou que o time atuou bem e a derrota foi questão de detalhe. Caso de Willian, por exemplo, que ainda disse que quem desqualifica a atuação do time não entende de futebol.
"Se a gente avaliar o jogo, a seleção fez um bom jogo. Quem entende de futebol e assistiu ao jogo pode ver que fizemos um bom jogo. Infelizmente não saímos com a vitória. Falhamos na bola parada, tomamos o primeiro gol e continuamos insistindo. E, em um contra-ataque, eles fizeram o segundo gol e mataram. A seleção fez um bom jogo, mas quando a gente não ganha, não serve. Temos um jogo em casa e precisamos vencer", afirmou o atacante.
Douglas Costa foi outro que repetiu o mesmo argumento. "Eles não foram melhores. Eles souberam aproveitar melhor as oportunidades. Fizemos algumas coisas erradas no contra-ataque e foi isso que mudou o jogo".
Daniel Alves seguiu a mesma linha na hora de analisar o jogo. "Acho que não houve lições hoje, acho que estávamos bem no jogo, tivemos opções de poder sair daqui com resultado melhor, infelizmente não acertamos. Em função disso, o jogo ficou aberto e Chile foi feliz na definição, conseguiu gol e, no segundo gol, nosso time estava bastante exposto. Fizemos um grande trabalho, apesar do resultado. Não podemos oscilar por causa do resultado".

Poucos afirmaram que o resultado foi merecido e que o Chile teve uma superioridade não só no placar, mas também no desempenho. Miranda e Luiz Gustavo, por exemplo, foram os poucos que admitiram que os donos da casa atuaram melhor.

As estatísticas da Conmebol mostram que o Brasil finalizou nove vezes, sendo que apenas uma foi na direção da meta defendida por Claudio Bravo. Já os chilenos tiveram dez tentativas, com 70% de acerto no gol de Jefferson. Nos passes, a efetividade foi a mesma, na casa dos 90%. A grande diferença foi na roubada de bola: 46 a 22 para os chilenos. 
Apesar disso, Dunga evitou projetar mudanças para a partida desta terça-feira (13) contra a Venezuela, em Fortaleza. Segundo ele, o resultado não poderá pautar seu trabalho à frente da seleção. É preciso analisar desempenho.
"É muito difícil para o treinador falar depois de um 2 a 0 sobre mudar. Nem sempre após uma derrota você precisa mudar. Se você olhar o primeiro tempo, fizemos uma partida igual. O segundo tempo, até o gol do Chile, nós poderíamos fazer gol e essa sua pergunta (sobre mudanças) poderia ser feita para o outro técnico", analisou.

O Brasil ainda treina no Chile na manhã desta sexta, pouco antes de embarcar às 14h em um voo fretado direto para Fortaleza.
NM com Uol

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